Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Quando Deus "desaparece" ...




É urgente ler "As Benevolentes", para não esquecermos que, apesar de toda a cultura, o Homem é capaz de todo o Mal...


De facto, o romance é uma "confissão" de um ex-oficial nazi que descreve, sem quaisquer remorsos, as atrocidades, por si cometidas, durante a II Guerra Mundial, e que nos leva a nós, leitores angustiados, a uma reflexão sobre as razões que levam o Homem a praticar o Mal.


O título é uma alusão ao eufemismo que os gregos utilizavam para se referir às Fúrias, divindades que vigiavam o comportamento dos seres humanos para punir os actos pérfidos destes.


O Autor, Jonathan Littell, americano mas com raízes francófonas, afirma, em entrevista ao Público desta Sexta-feira, que "Quando Deus desaparece, coloca-se-nos um dilema. Os valores devem referir-se a algo, devem vir de algum lugar. Num mundo sem Deus, era difícil implantar um sistema ético e moral. As ideologias vieram fazê-lo, substituí-lo, mas também fracassaram, e é por isso que agora não temos nada. E os iPod não vão construí-lo. Nem a compra e venda ou a publicidade. Esses valores em que vivemos, do consumismo, do ganhar dinheiro, não são nada. A nossa sociedade desliza pela memória que lhe resta de ter feito parte dos bons. Vive dos restos".



A meditar... pensando que todos nós não estamos ao abrigo de qualquer totalitarismo, de qualquer acto bárbaro que alguém, com poder, decida praticar contra nós... o que assusta é o facto das crueldades e actos terríveis contra o Outro, serem cometidos por homens e mulheres comuns, que "tentam" desempenhar bem as suas tarefas ordinárias, no interior de uma estrutura viciada e perversa, de poder e obediência cega...




domingo, 30 de dezembro de 2007

"Call Girl"... e o País das amplas liberdades e... das (falsas) virtudes "democráticas"...


Não resisti. Em lugar de ter assistido à intervenção do meu amigo Coutinho Ribeiro no “Porto Canal”, acerca da liberdade de fumar (e outras liberdades actualmente ameaçadas…) fui às Amoreiras ver o filme do António-Pedro Vasconcelos, “Call Girl”.

Este retrata fielmente a actual realidade portuguesa: um País de corruptos e de corruptores, desde o simplório autarca ao Ministro, passando pelo Director da Judiciária… nada de novo, com efeito…

Afinal, o que fez o 25 de Abril ao nosso País? Está melhor? Tem melhores políticos? Não existe desemprego? Os salários são iguais aos praticados na nossa (?) União Europeia? Os cuidados de saúde estão ao alcance de todos? O ensino não está degradado? A Justiça está melhor? A economia está a crescer a 10% ao ano como nos anos sessenta e setenta?

O interior do País não está abandonado à sua "sorte"?

O Estado ainda existe?



Nota: a foto foi retirada do "site"

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Natal... felizmente! - II


Volto a colocar aqui, neste belo Tempo de Natal, um texto maravilhoso de José António Barreiros, distinto Advogado de Lisboa, que faz o favor de ser meu amigo.

Ei-lo:
“A todos aqueles que se interessam por mim e a quem eu tantas vezes não escrevo, nem sequer falo; aos que escrevem coisas magníficas em locais que eu devia frequentar sempre e onde tão raramente vou; aos que não perderam ainda a capacidade de se comoverem pelo insignificante e não cultivam o atrevimento obsessivo do eu; aos que se esmeram na arte do lento sentir, esgotados de uma vida vazia de rápido pensar; aos que sabem o segredo de adivinhar e com esse pressentimento navegam ainda pela vida caprichosa; a todos os que naufragam e sabem o que é, perdidas as velas, seguir-se a remar; a quantos, tantos que nem sonho que existem nem dizem que estão, aqueles em nome dos quais e por causa dos quais a vida ainda vale a pena: párias do real, místicos sem religião, sacerdotes do amor mesmo sem acto de amar: um Bom Natal! "


Natal... felizmente!


Nos primeiros minutos desta mágica noite de Natal, celebramos o nascimento do pequenino Jesus.

Nesta data tão significativa, quero aqui deixar expressa a minha gratidão por todos aqueles que têm a paciência de me ler, pois que, ao fazê-lo, estão aqui, comigo, solidários, mesmo quando discordam.

Aos amigos, um grande abraço. Às belas mulheres que aqui me fazem companhia, um terno e casto beijo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A beleza do momento...



Os teus pés quase descalços, na sua nudez inocente, e o desejo de tos beijar.

A poesia do momento, a beleza de uma tarde quente em Coimbra, num café impossível de existir na aridez de Lisboa…

Os meus olhos fascinados pela tua beleza, a vontade de me fundir contigo…

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Que seria a Vida sem o Amor, a Música, a Poesia? E que dizer da Paixão?




Acabou de sair no mercado discográfico o VI Volume da "Colectânea Romântica fm” e… comprei-o…

Não fiquem escandalizados mas, a par do meu gosto pela música clássica antiga (séc. XIII, XVI, XVI) e a Barroca (e o Jazz… tipo Charlie Haden, de quem gosto imenso) agora deu-me para "isto". Devem ser os 50 anos… que até acho que não se notam nada… enfim… (“gaba-te cesto”…).

Mas que querem? Adoro algumas músicas e letras…. Talvez que elas me digam muito…

Pois hoje à noite, no "stéreo", parece que tinha cá em casa a orquestra em peso… está bem que não era a orquestra Gloria in Excelsis Deo mas... era romântica…

Ora vejam estas letras, tipo “De hoje em diante somos só nós dois…"

“Por ti eu escrevo horas perdidas achando forma de te conquistar…”

“Eu vejo uma luz dentro da tua mão… porquê não sei…”
(até tremo todo a ouvir isto…porquê também não sei...).

“Se queres dá-me a mão e vem ser feliz…”

“Quero ter-te para mim”…

“Quero ver-te cantar”…

Eu com os meus 50 sinto-me cada vez mais um miúdo… capaz das maiores loucuras…

Que pena não termos os dois vinte anos e redesenharmos a Vida!.... A luz a brilhar nos olhos, uma longa vida à frente…. e tudo tudo ser possível!

E apeteceu-me dançar com ela… mas querem lá ver que… peguei-lhe nas mãos mas… tive um certo pudor e não fui capaz de lhe dizer que me apetecia… senti-me assim um pouco ridículo…

Ora vejam lá… o Pessoa é que percebia destas coisas do ridículo…

sábado, 15 de dezembro de 2007

A celebrar o nascimento de Jesus...



Acabo de chegar a casa. Nesta noite, no Centro Cultural de Belém, assisti à “ Oratória de Natal”, de Johann Sebastian Bach, centrada na celebração do nascimento de Jesus.

A peça foi executada pela Akademie fur Alte Musik de Berlim e o Rias Kammerchor, agrupamentos estes representativos da música barroca.

Dá que pensar que a sua estreia já ocorreu no longínquo Natal de 1734… em Leipzig estava-se na manhã de Natal (manhã de natal... tão lindo...) e Bach, na Igreja de São Nicolau, dirige a Cantata de Natal que ele próprio acabara de compor para a ocasião, e que celebra a chegada de Maria e de José a Belém, onde irá nascer Jesus.


Como nos sentimos pequeninos perante o Tempo… recorda-me que somos apenas pó… umas areiazinhas na imensidão deste Mistério em que estamos mergulhados…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Fidelidade... sempre...



No meio do caos, lembrei-me (como se em algum momento do dia eu me esquecesse) da minha mulher…

Como eu a amo!

( A propósito da Fidelidade...).

Há que ser fiel até ao fim!



Ontem, ao fim do dia, assisti, na Fnac-Colombo, à apresentação do livro “ Fala-me de África” do Coronel “Comando” na Reserva Carlos Matos Gomes. A “malta” da Associação 25 de Abril estava em peso… pessoal dos cinquenta anos bem lançados…eram jovens em 1974…

Algumas contradições detectei na apresentação do livro, feita pelo jornalista David Borges. Chegou a ser afirmado que os “retornados” (expressão que considero extremamente injuriosa) regressaram a Portugal porque não tinham criado raízes em África! Bem… isto é “desconhecer” por completo a história dos dramáticos eventos que ocorreram aquando do baixar de braços do nosso exército, até então glorioso e honrado.

E falaram muito, apresentador e autor, do amor que tinham e têm a África… pois bem, então porque é que a abandonaram para ela ser violada por soviéticos e cubanos? Grande Amor!

Em frente ao pequeno auditório, encontrava-se um livro (ironia máxima!) intitulado “Holocausto Em Angola -memórias de Entre o Cárcere e o Cemitério” de Américo Cardoso Botelho, onde se relatam as atrocidades mandadas cometer por Agostinho Neto, a brancos e negros: valas comuns abertas em Luanda, fuzilamentos em massa, tractores a escavar as ruas para enterrar gente assassinada pelos (bem) denominados “turras” mas chamados, pelos esquerdistas ateus e maçónicos portugueses, de defensores da liberdade…

Ainda antes de proclamada a independência, encontravam-se na cidade sete mil soldados cubanos, fortemente armados para impedir qualquer acção “contra-revolucionária”…

A verdadeira história da “descolonização exemplar” (!!!) nunca foi relatada aos portugueses na sua verdade intrínseca.

Mas como é possível que alguém (hoje Coronel na reserva) e que cumpriu três comissões, em Moçambique, Angola e Guiné como oficial dos “Comandos”, condecorado com as medalhas de Cruz de Guerra de 1ª e de 2ª Classe, ter desistido dos ideais da Nação para alinhar com as teses mais esquerdistas? (pertenceu à primeira Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães na Guiné e foi membro da Assembleia do MFA).

Falta de convicções profundas no destino desta Nação, sem dúvida, e do seu papel no Mundo.


Traição…

Detesto traidores… há que ser coerente, fiel…

Fidelidade, eis a palavra que me define: fiel até ao fim! Em tudo!







quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

OUTRAS (antigas) DOÇURAS... II


Ainda a propósito do bolinho dos "quadradinhos", descobri uma antiga revista de bordados da minha mãe, datada de Agosto de 1971. E não é que na mesma vem uma receita (outra) dos "Quadradinhos Fofos" (ipsis verbis...)?!


Ora, toca a transcrevê-la:


"QUADRADINHOS FOFOS:


Ingredientes: - 6 ovos; meio quilo de açucar; 100 gramas de farinha.


INSTRUÇÕES:

Misture os ovos com o açucar e bata bem. Acrescente a farinha e misture muito bem. Leve ao forno um tabuleiro untado com manteiga. Quando estiver pronto desenforme, corte em quadradinhos e envolva em açucar pilé."

(Será que ainda existe este açucar? honestamente, desconheço...). "Ele" há tantas coisas que já desapareceram... apenas fica uma dor uma dor...


A minha mais que tudo já me prometeu fazer este bolinho.... bem, eu gostava de tentar... a ver vamos...


A Ni e eu ainda vamos vender estes bolinhos no Natal...


Outro mundo, outras vidas... esta revista com o nome de "PARA TI" (assim mesmo...) fazia na referida data o seu 19º aniversário. E agradecia às suas leitoras do seguinte modo:

"Na passagem do 19º aniversário de Para Ti, a sua Direcção cumprimenta todas as Senhoras (Assinantes e compradoras assíduas) agradecendo a simpatia e preferência com que, ao longo de todos estes anos a veem distinguindo".



Ai como eu gostaria de poder reunir todos aqueles que amo! E de ter os meus pais ainda hoje sentados à mesa do Natal! Os meus avós... o meu querido avô João... poder comprar-lhe os cigarros, o jornal que ele gostava tanto de ler...!
Que saudades... vão cerca de 40 anos!... Como se fosse hoje!... Saudades que doem, irreparáveis....

Não seriam necessárias grandes palavras... apenas o silêncio, os olhares, e a Sombra de Deus...


Seria possível, se a Vida por vezes não nos atraiçoasse... Seria a redenção... o reencontro... hoje seria, com o meu saber, a paz renascida...

Nota: a foto foi retirada do excelente trabalho acerca da Agência Portuguesa de Revistas (mais um gigante abatido pelos ventos da História, e que faz parte do nosso imaginário) publicado na "net"; eis o link:

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A coberto da noite em que vivem os portugueses...




Não resisto a colocar aqui um excerto de um artigo do meu amigo João Baptista Magalhães, Professor de Filosofia. Pese embora a diferença de crenças, ele acaba de ir ao meu encontro, ou eu ao seu encontro, nesta frase lapidar, acerca do estado desta (hoje pobre) Nação.



Com a devida vénia:

"Este Governo colocou-se contra todas as profissões, desde professores a polícias. Não dialoga com ninguém e impõe a sua vontade contra tudo e contra todos. Quem vive do seu trabalho anda desmotivado, perdeu a confiança nos políticos e nas instituições: está sem capital de esperança acossada pelo fisco e pelo medo. Quem ganhou com isso foram os marginais. Eles sabem que, ninguém acredita em ninguém e, por isso, a coberto da noite em que vivem os portugueses, podem fazer vingança, semear o terror e disso tirar vantagem."

(in Margem Esquerda



Portugal vive pois na noite... todos nós vivemos hoje na noite... como que clandestinos no nosso próprio País.


E foram estes homens que, antes de tomar o poder, falavam de direitos, de dignidade, de liberdade, de justiça?


Ai que a Portugal só aportam arrivistas e vendedores da banha da cobra! O pior é que há sempre quem compre...




Nota: foto da FotoSearch - Banco de Imagens - (com a devida vénia).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

OUTRAS (antigas) DOÇURAS...I


A receita que segue foi "roubada" do Blog da minha amiga Ni (do momentUs). Receita esta conhecida das mães dos anos cinquenta... só elas sabiam como as "coisas" eram.... Ah! Mas já me esquecia... era no tempo em que "isto" era um País de atrasados.... agora, felizmente, somos todos muito pós-modernos... o exemplo vem de "cima" claro...

A foto também foi roubada.... bem, para sermos rigorosos, como não houve violência... diremos que foi só furtada.... um furtozito.... a Cleo dirá de sua Justiça.... Clemência! É Natal...

Eis então a Receita do 'BOLO DOS QUADRADINHOS' :

"A medida para açúcar e farinha é uma 'caneca'.

Ingredientes:

6 ovos;

1 pacote de manteiga (250 gramas) Primor, Ucal... de uma marca a gosto... com sal!

1 caneca e meia de açúcar;

1 caneca (bem cheia) de farinha tipo Branca de Neve com fermento;

raspa do vidrado da casca de um limão grande;

1 pacote de natas (na receita original um copo de leite...);

misturam-se as gemas com o açúcar até ficar uma massa amarelinha;

junta-se a raspa de limão e a manteiga amolecida, mas não totalmente derretida;

bate-se bem a massa, até incorporar a manteiga. Juntam-se as natas (ou o leite);

mexe-se bem. Junta-se a farinha. A seguir as claras em castelo... e envolvem-se na massa, sem bater;

deita-se a mistura num tabuleiro quadrado, (untado com manteiga e polvilhado com farinha) e vai ao forno previamente aquecido (forno a 180º no início de fazer o bolo);

ao colocar a massa no forno, baixar para 150º. E... esperar 30 minutos;

quando estiver cozido... polvilha-se com açúcar e canela... e corta-se aos quadradinhos".
Et voilá! Perdão, Ni...
Em Tempo I: o formato e a cobertura de açucar é igual aos bolos que a minha mãe fazia quando eu era pequenino , no "Tempo" em que as mães tinham tempo para os fazer... Sempre tive uma grande ternura (se é possível termos ternura por ...) por este bolo que hoje em dia não vejo em lado nenhum... ela chamava-o de "bolo dos quadrados".

Em Tempo II: apetece aventurar-me, neste Natal, na cozinha, e tentar fazer o bolinho.... e sujar a dita toda bem sei...

domingo, 9 de dezembro de 2007

A doçura da arte portuguesa...



A poesia e beleza da arte portuguesa, e o amor desta Nação a Nossa Senhora...







Nota: imagem de Nossa Senhora - início séc. XIX, porcelana. Grande Nação que produziu peças de arte sem paralelo...

sábado, 8 de dezembro de 2007

A Padroeira da Nação.


Hoje, dia 8 de Dezembro, a Igreja celebra a Conceição Imaculada de Maria.

D. João IV consagrou a Nação inteira a Nossa Senhora da Conceição, colocando a Seus pés a real coroa, a qual, de facto, nunca mais foi usada por monarcas portugueses.


E jurou "de confessar e defender, até dar a vida sendo necessário, que a Senhora Mãe de Deus foi concebida sem pecado original".




Na Monarquia, toda a Nação se revia na pessoa do seu Rei.
O rei era, na verdade, o rosto de todos os portugueses.
A própria Universidade de Coimbra prestou juramento de defender a Conceição lmaculada de Maria, em acto soleníssimo, com participação dos docentes de todas as faculdades.

Para tanto, foi decidido “que em nenhum tempo seja admitido aos graus desta universidade o que não fizer este juramento, obrigando-se a defender esta crença e voto”.

Mas, nos anos 20, o governo de Afonso Costa, na esteira do materialismo e da Maçonaria, proibiu este juramento, substituindo-o por outro que ainda vigora: “Juro por minha honra cumprir com lealdade as funções que me são confiadas”.

Bonito isto? Um nojo…

Todavia, o verdadeiro povo português, aquele que estivera representado nas Cortes de 1646, manteve a sua devoção à sua Padroeira. E, como que em sinal de reconhecimento, a Virgem apareceu em Fátima, nessa época tão difícil para a Igreja e para a Fé.

Hoje e sempre, Maria, caminho seguro para o nosso Salvador, Jesus.
Nota: Nossa Senhora da Conceição, madeira policromada, séc. XVIII. Imagem retirada do "site" de "Cabral e Moncada Leilões".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Totus Tuus, Maria!




Estava aqui a ouvir o “CD” que comprei na “Fundação Ajuda à Igreja Que Sofre”, intitulado “LAUDATE MARIA”, e pensava, acompanhando mentalmente o “CORO LAUDATE DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA”, que também Deus fez maravilhas em mim… Por elas estou profundamente grato, eternamente grato, pois Ele fez-me renascer para a Vida…


Como já escrevi, com Maria celebro todos os dias a dádiva de Jesus, meu Salvador.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Estamos já em Dezembro...



Dezembro. O mês mais belo do ano. Cheio de poesia, de encanto, de magia... Também o mais doloroso.

Imagino o que seria poder ainda passear com os meus pais nas ruas da Baixa de Lisboa, na Rua da Conceição, na Rua dos Douradores, na Rua de São Julião (onde existiu uma das maiores Empresas deste País, a CNN, um colosso destruído pelos ventos da História, e onde meu pai trabalhou...). E poder dizer a este que, apesar de todas as adversidades e ciladas que nos fizeram, o amor o perdão e a a caridade são mais fortes que todo o Mal... mas é tarde...


Invariavelmente, tudo é dramaticamente tarde de mais na vida... O Tempo não espera por nós...

Nota: foto da Rua da Conceição; autor: Eduardo.

Os Conjurados.

Portugal, em 1640, libertou-se da opressão espanhola.

Com efeito, a “Restauração” foi um movimento histórico que levou Portugal à independência a 1 de Dezembro de 1640.

A flor da fidalguia portuguesa tinha morrido em Alcácer Quibir. Outros ficaram prisioneiros.
D. Sebastião desapareceu e não deixou descendentes. No meio do caos sucedeu-lhe seu tio, o cardeal D. Henrique.
Neste drama, perdeu-se Portugal. Castela ganhou.
A morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir (será que…), levou à aclamação de Felipe II de Espanha como rei de Portugal.

Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. Mas no dia 1 de Dezembro de 1640, os "Conjurados" restauraram a sua independência.

Aqueles que amam Portugal e que honram a sua memória, têm hoje que sofrer uma outra opressão: o ideário dito “socialista” que tem vindo a destruir paulatinamente esta velha Nação desde há 33 anos.

Para o comum dos Portugueses, alheios à História pátria, as datas relevantes do destino colectivo não passam de um pequenina nota de rodapé porventura citada num obscuro jornal da capital.

Mas talvez que um dia se dê uma verdadeira Restauração deste pequeno rectângulo da península ibérica… mas é claro que o esplendor que existiu no passado jamais será alcançado…que me perdoem o pessimismo...