Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Breve Sumário da História de Deus ou como Gil Vicente ainda vive.


Neste Sábado à noite assisti, no lindo Teatro D. Maria II, à peça de Gil Vicente “Breve Sumário da História de Deus”.


Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto conduz-nos velozmente por dentro da Sagrada Escritura – do pecado original à Ressurreição de Jesus Cristo.


E penso como esta peça é oportuna neste tempo de descrença e de ausência de valores. Enfim, de desnorte.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hoje é dia de LER Janeiro...

Hoje é dia de...

LER!

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domingo, 17 de janeiro de 2010

A vida é algo de efémero...

"E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
(...)"

David Mourão-Ferreira, in "Matura idade", Arcádia, Lisboa, 1973.
Nota: foto de Mário Cabrita Gil. Com a devida vénia.

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Memórias doridas...

Neste Sábado, fui à Igreja de Santo António à Sé. Durante a celebração da Santa Missa, foi invocada a memória dos meus avós maternos. E por alguns instantes, deixei correr o pensamento e imaginei que o meu saudoso avô João ainda aqui me fazia companhia. Vi-o na minha sala de estar, junto à lareira, todo bem arranjado por mim, penteados os seus poucos cabelos, a camisinha bem posta, por cima uma camisolinha de lã que o tempo está frio. E a lareira acesa, aquecendo as quatro paredes e o nosso coração. E vi-me abraçado a ele, contemplando o seu rosto tão belo e de expressão doce. “Vi-me” preocupado com a sua avançada idade e a falta que ele me faria se…


"Perdi" parte da Missa...


Como seria hoje se eu o tivesse aqui comigo? Comprar-lhe-ia o jornal, talvez algum raro cigarro, os jantares na nossa companhia…e a sua voz amiga já tão longínqua… uma voz que um dia gritou que queria ir para a guerra do Ultramar na minha vez...


Após tantos anos, aqui estou eu a chorar, enquanto escrevo, as saudades e a mágoa de viver num mundo no qual sabemos que a dor é certa… Que mundo é este afinal e para que serve? Que andamos aqui a fazer? Amanhã desaparecemos e nada resta de nós… umas fotografias, uns escritos, algures uns processos por nós tratados, uns pareceres, as canetas que usámos, livros por nós sublinhados… nada mais… e certamente ninguém que reze por nós… somos os últimos…


Ah como entendo bem o David Mourão Ferreira na sua “Ladainha dos Póstumos Natais” !


Para que escrevo estas coisas? São só minhas, não interessam a mais ninguém… mas é um desabafo, uma catarse… é a memória dorida que me assalta…

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sábado, 9 de janeiro de 2010

É a pós-modernidade, estúpido!

Do meu Amigo João Baptista Vasconcelos Magalhães, Professor e Filósofo, este texto esclarecedor da actual situação político-social.

Com a devida vénia.


"É um sinal dos tempos, caro Amigo C (...). Estamos na pos-modernidade e, como sabe, esta representa a tábua rasa sobre tudo: é a era do nivelamento de tudo, da cultura do psi, da espontaneidade, da indiferença pura em relação aos valores que deram sentido à nossa vida colectiva, ao nosso passado, à cultura, a história. O PS tornou-se num partido Kit, modelado em função da espontaneidade, da ausência do rigor, do cata-vento da moda. Vai ficar para a história como o partido do vazio.


Nada tenho contra os homossexuais e muitos deles concordam comigo. Conheço quem já passou a heterossexual e sei que há o contrário. Respeito-os, a todos. Mas tenho pena que não seja respeitado um conceito, como o casamento, que tem uma história e dá um sentido a um tipo específico de vida. Eu sei que esta medida não vai ter muito significado no futuro. Muitos homossexuais até são contra o casamento, por que acham que é uma instituição que nada tem a ver com eles: gostam de mudar de parceiro, aturam-se mal no dia-a-dia.


Esta época vai demorar mais tempo a passar. Lembra-se dos períodos que causaram a queda dos impérios? É semelhante ao que estamos a viver."



Eu assino por baixo....

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novos Casamentos Alegres...

Nunca pensei, quando estudei o Direito da Família, que a definição de casamento, plasmada no Código Civil, pudesse ser alterada... Assim vão estes (ignóbeis) tempos....

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Maria, a Ela pertencem todos os dias!


Neste primeiro dia do Ano da Graça de Dois Mil e Dez, dedicado a Maria, no qual a honramos de modo especial, vou daqui a pouco estar aos Seus pés na linda Igreja de São João de Deus, colocando-me sob o Seu Santo Manto, pedindo-Lhe a protecção da minha Vida, da minha Alma, da minha Honra e da minha Castidade. E, claro, à minha A.

E que Ela interceda junto do Seu Filho Jesus para que Este a todos nos ajude no nosso eterno combate por uma vida santa e digna!
Nota: imagem de Nossa Senhora, St.-Remy-de-Provence, França.

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A Poesia é a nossa Alma a gritar... II (no Primeiro Dia do Ano da Graça de Dois Mil e Dez).


No primeiro dia do Ano da Graça de Dois Mil e Dez...


Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.


Mal de te amar neste lugar de imperfeição

Onde tudo nos quebra e emudece

Onde tudo nos mente e nos separa.


(Sophia de Mello Breyner Andresen, in "CORAL", Ed. Caminho).


Nota: a belíssima foto é da autoria de Nuno Manuel Baptista, intitulada, precisamente, "Amor"... Com a devida vénia.

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A Poesia é a nossa Alma a gritar... I


No primeiro dia do Ano da Graça de Dois Mil e Dez, eis a Poesia:

(neste ano que agora findou, sinto que…)



Os nossos dedos abriram mãos fechadas
Cheias de perfume
Partimos à aventura através de vozes e de gestos
Pressentimos paixões como paisagens
E cada corpo era um caminho.
Mas um se ergueu tomando tudo
E escorreram asas dos seus braços.

Florestas, pântanos e rios,
Viajámos imóveis debruçados,
Enquanto o céu brilhava nas janelas.

E a cidade partiu como um navio
Através da noite.


(Sophia de Mello Breyner Andresen, in "CORAL", ed. Caminho).

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