Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Luxembourg 1973 | Anne - Marie David - Tu te reconnaîtras

É o primeiro ( e certamente o último) vídeo que aqui coloco. Tal a minha paixão por esta canção, que me transporta para um mundo que já não existe, ao qual não se pode regressar para dar-lhe um outro rumo. Seria demasiado fácil, não é verdade?

Anne-Marie David no mítico ano de 1973. Ainda estávamos cá todos, Marcello Caetano, a minha família, a nossa Nação com um destino e um futuro...

Etiquetas:

Les rêves de l'enfance


Hoje a Júlia, na sua página do Facebook, colocou o vídeo desta canção maravilhosa, da Anne-Marie David.

Que "baque"!! Sempre amei esta canção! E que dor no peito, que nostalgia eu senti agora, neste instante em que escrevo estas linhas e a oiço! Tenho vontade de chorar, não sei bem porquê...talvez por tudo...

Deve ser a crise dos 50... e eis uma foto que nos mostra a ainda bela Anne-Marie. Uf, que alívio, ainda está connosco...


Aqui vai a letra:


Tu Te Reconnaitras
Dans les rêves de l'enfance
Dans l'élève que le maître a puni
Dans la gare où commence
La première aventure de la vie
Dans celui qui doute
Dans celui qui croit

Tu verras
Tu te reconnaîtras
A chaque instant
Dans chaque joie
Dans chaque larme

Tu verras
Tu te reconnaîtras
Dans cet enfant
Parmi ces gens
Tous comme toi

Dans les rêves de l'artiste
Que la gloire n' a jamais couronné
Dans ce monde égoïste
Qui renie ce qu'il a adoré
Dans ceux qui ont peur
Dans ceux qui ont froid

Tu verras
Tu te reconnaîtras
A chaque instant
Dans chaque joie
Dans chaque larme

Tu verras
tu te reconnaîtras
Dans cet enfant
Parmi ces gens
Tous comme toi

Tu verras
Tu te reconnaîtras
Dans cet amour
Que j'ai pour toi
Oui tu verras
Tu te reconnaîtras

Etiquetas:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Economia virtual no Portugal de Sócrates.

Alguns títulos retirados hoje do "Jornal de Negócios" e do "Jornal Económico":

Lucros do BCP terão subido 12,5% no primeiro semestre

BES revelou hoje que o lucro subiu 14,6% no primeiro semestre para 282,2 milhões de euros, acima das estimativas dos analistas

Lucros da Sonaecom devem atingir 16,6 milhões de euros

Banca e PT levam bolsa portuguesa a liderar ganhos na Europa

Lucro da EDP cresce 11% no semestre, diz Bank of América


Afinal… onde está a crise? (o facto é que, nós simples “mortais”, a sentimos nos congelamentos e redução efectiva dos salários).


De facto, em democracia, dizem-nos que todos somos iguais mas… a verdade é esta: há uns mais iguais que outros!


Etiquetas:

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Saudades do Tempo, saudades de tudo...ou quase tudo...


“a nossa convergência económica é miserável, ao contrário do que sucedeu, uma vez mais, com as últimas três décadas do regime de Salazar/Caetano. Entre 1950 e 1973, a economia pátria teve um momento glorioso de crescimento, coisa única na sua história.

Mas depois veio o PREC e, entre 1974-75, o país assistiu, horrorizado, à destruição dos agentes económicos e institucionais que tinham permitido o crescimento ímpar anterior.”

João Pereira Coutinho, numa análise, no Correio da Manhã, ao livro de Luciano Amaral, “ Economia Portuguesa, As Últimas Décadas”.


Posto isto, ainda há quem defenda esta III República?

Ah que saudades de Marcello Caetano que tanta falta me faz hoje, da minha Lisboa dos anos 70, da extinta CNN onde trabalhou meu pai, um colosso, paradigma do que deve ser uma Empresa, miseravelmente liquidada por esse traidor chamado Mário Soares!
Que saudades do Tempo em que todos eram vivos e a morte era uma desconhecida…

Etiquetas:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Por vezes regressamos. Outras não.


Porventura serei aquele que menos o conhece e, todavia, creio que me apercebi de algo que mais ninguém viu: ali, deitado na cama do hospital, atraiçoado que foi por um AVC, sem forças para se levantar, os seus olhos são dois pequenos lagos cheios de tristeza.

Não sabemos o que vai naquela alma. Mas arrisco dizer que apenas o corpo ali está retido, pois que o pensamento deve-lhe voar para o seu Alentejo, onde as manhãs de orvalho continuam a nascer no seu pequeno quintal, beijando as flores que já devem estranhar a sua ausência e, cheias de melancolia, estarão porventura inclinadas para a terra, julgando-se abandonadas.


As "pequenas" coisas deste mundo esperam sempre por nós: a nossa casa, os nossos livros, até o nosso carro espera pacientemente pelo dia em que lhe daremos de novo uso.


Por vezes regressamos. Outras não.


Só Deus conhece o nosso caminho. Apenas podemos desejar que este seja o Seu.


Etiquetas:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vários dentro de nós.



"Como acontece a todos os homens, há vários homens dentro de ti: há o que sonha em abraçar o mundo e há o que quer um lar e precisa de colo"

Margarida Rebelo Pinto, "Diário da tua ausência" - fls. 90.

Etiquetas:

domingo, 11 de julho de 2010

Do amor

"Sempre quis estar bonita para ti. É um cliché velho e gasto? Não, é uma regra do eterno feminino; as mulheres gostam de se pôr bonitas para o homem que amam, para serem para sempre amadas por ele"


Margarida Rebelo Pinto, " Diário da tua ausência", Oficina do Livro, fls. 72-73.

Etiquetas:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Bento XVI: Bonjour tristesse!


Bento XVI, no seu maravilhoso livro “Jesus de Nazaré”, escalpeliza o interior da tristeza.

Não se trata da “tristesse” de uma Françoise Sagan, mas sim de uma tristeza digamos que fecunda. Senão, vejamos - d
iz o Santo Padre:


“Voltemos atrás, à segunda Bem-Aventurança: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5,4). Será bom estar aflito e reputar como feliz a tristeza? Há duas espécies de tristeza: uma que perdeu a esperança, que deixou de confiar no amor e na verdade e, consequentemente, insidia e destrói o homem por dentro; mas há também a tristeza que deriva da comoção provocada pela verdade e leva o homem à conversão, à resistência contra o mal. Esta tristeza cura, porque ensina o homem a esperar e a amar de novo. Um exemplo do primeiro tipo de tristeza é Judas, que, horrorizado pela própria queda, já não ousa esperar mais e enforca-se dominado pelo desespero. Ao segundo género pertence a tristeza de Pedro, que, tocado pelo olhar do Senhor, desata em lágrimas salvadoras: estas fazem sulcos no terreno da sua alma. Recomeça do princípio e torna-se um homem novo. "


A minha tristeza alimenta-se da espera no Senhor, que cuida das suas ovelhas, mesmo daquelas que se perdem muitas vezes no pedregoso caminhar deste mundo…

Assim, e só neste sentido poderíamos parafrasear a citada Françoise Sagan:

“Je répète ce nom três bas et três longtemps dan le noir. Quelque chose monte alors em moi que jáccueille par son nom, les yeux fermés: Bonjour Tristesse.”


Etiquetas:

domingo, 4 de julho de 2010

Da perfeição.


"A perfeição - o ser santo como Deus é santo (Lev 19, 2; 11, 44) - exigida pela Torah, agora consiste em seguir Jesus".


(Humildemente diríamos nós...)

Joseph Ratzinger, in "Jesus de Nazaré", A Esfera dos Livros, 2ª edição, Nov 2007, fls. 147.

Etiquetas: