Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Santa Joana D' Arc, a Santa da minha meninice.


Hoje a liturgia da Igreja celebra Santa Joana D'Arc.
Lembro-me de umas férias de verão, frequentava então a 4ª classe, em que li dois volumes enormes, encadernados a preceito, antigos já naquela época, verdadeiros "calhamaços", que narravam a vida desta querida Santa que tanto me seduziu e encantou.
Desgraçadamente, num tempo de voragem, perdi os dois livros... resta-me a recordação, forte, de um mundo violento, corria a guerra dos Cem Anos...
Santa Joana D' Arc nasceu em Domremy em 1412. Camponesa simples e católica fervorosa, aos 13 anos começou a ter visões de São Miguel Arcanjo, Santa Catarina e Santa Margarida.
Em 1429 ela foi ao encontro do delfim de França, Carlos VII, herdeiro do trono, onde lhe anunciou que fora enviada por Deus para libertar a França do jugo Inglês.
Desesperado por uma solução, o delfim de França resolve dar-lhe um exército com o qual ela recupera Reims, e onde aquele é coroado como Carlos VII...
Com efeito, à frente de um exército, ela conquistou uma parte substancial do território francês. Contudo, e paradoxalmente, foi traída por aquele Carlos VII. Presa pelos borguinhões em 1430, foi entregue aos Ingleses.
O seu processo foi uma farsa, elaborada pelo bispo de Beauvais. Acusada de feiticeira, o seu julgamento culminou com a sua execução. E , com efeito, ela foi morta na fogueira em 30 de Maio de 1431.

Todavia, o seu processo foi considerado inválido pouco tempo depois, pela própria Igreja e, após um longo processo de canonização que se iniciou em 1869, ela foi elevada aos altares da Igreja como Santa, em 1920, através do Papa Bento XV.

Santa Joana D'Arc, rogai por nós.

O dia das Missões Franciscanas


No passado Domingo, 27 de Maio, passei o dia no belo Convento do Varatojo, arredores bucólicos de Torres Vedras.

O Convento, implantado numa suave colina, tendo aos pés aquela cidadezinha, foi obra e empenho de D. Afonso V o qual, em cumprimento de um voto que fizera a Santo António, para auxiliá-lo nas conquistas do norte de África, o mandou erguer.

Tratou-se, pois, da festa anual das Missões Franciscanas, que tem lugar, habitualmente, no referido Convento.

Ali confluem diversas comunidades franciscanas do País, celebrando, em conjunto, esse desiderato bem português: anunciar Jesus Cristo por esse mundo fora, onde Ele ainda não é conhecido, ou onde é necessário revitalizar a Sua presença.

Lá estava o meu amigo Frei David Azevedo, sempre jovem de espírito com os seus oitenta anos… a sua presença grave na celebração da Santa Missa, na pequena capela do Convento, empresta ao acto litúrgico a solenidade que se impõe. A seriedade que tão necessária é na comunhão dos Sagrados Mistérios, e que vai rareando nas Igrejas desta cidade vazia de afectos…



domingo, 20 de maio de 2007

Olivença, de novo: 206 anos de Ocupação Castelhana.



Do Grupo dos Amigos de Olivença, aqui publico, com a devida vénia, o texto da respectiva Direcção, na efeméride que passa...


"Em 20 de Maio de 1801 - vão passados 206 anos! - Olivença foi tomada pelo exército espanhol. A NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA encontra-se, desde então, sequestrada pelo país vizinho.
Sustentando publicamente a posição político-diplomática e o direito constituído do nosso país, (Olivença é, de jure, território de Portugal, não obstante encontrar-se, de facto, sob administração espanhola) o Grupo dos Amigos de Olivença vem pugnando, há largas dezenas de anos, pela discussão e resolução da Questão de Olivença, com a natural retrocessão do território a Portugal.
Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no relacionamento peninsular, esta Associação entende que só a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado Português, colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassá-lo e resolvê-lo com Justiça.
Pedindo às Autoridades nacionais que tomem as medidas necessárias para a manutenção da Cultura Portuguesa em Olivença, esta Associação exorta os portugueses, detentores da Soberania Nacional, a sustentarem e defenderem uma Olivença portuguesa, repudiando dois séculos de alheamento e dando satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.


Lisboa, 20-05-2007.


A Direcção.


Grupo dos Amigos de Olivença"

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Contos...diz ele.


Não resisti e, tal como o meu amigo Dr. Coutinho Ribeiro publicou no seu "Anónimo", aqui também não se esquecem os amigos. Com efeito, o Dr. José António Barreiros vai brevemente "dar à luz" mais um livro da sua autoria. Desta feita são contos ( diz ele...). Pois que venham, dado que é pelo sonho que vamos... Já viram o tom intimista da capa? Serão contos da alcova? hum...
Aqui ficamos à espera do lançamento...

domingo, 13 de maio de 2007

O Dia de Maria.


No dia de maior significado para todos nós que nos acolhemos à Sombra de Maria, ocorre dizer que pertencemos a Jesus Cristo na medida em que pertencemos a Sua Mãe, Maria Santíssima.

Na verdade, disse Jesus: ‘Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos? (...) Aí estão minha mãe e meus irmãos; pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe (São Mateus, 12, 48-49).


Ave, Maria, gratia plena; Dominus tecum!

terça-feira, 8 de maio de 2007

Kyrie, eleison.


Apenas um milagre devolverá a pequenina Madeleine aos seus pais. E esse milagre só Deus e os Seus Santos o poderão realizar.
Jesus, perdoa-me o meu egoismo, o meu esquecimento. Já deveria ter-Te pedido por esta tua filha.
Lembra-Te que ela é uma flor bela e pura. Através dos Teus insondáveis Mistérios, devolve-a aos seus pais, com a sua natural alegria e intacta na sua pureza de criança, para que eles acreditem ainda mais na Tua Misericórdia...

terça-feira, 1 de maio de 2007

1º de Maio: invoquemos a benção de São José!



No dia 19 Março deste ano, escrevi umas linhas acerca de São José, este nosso Protector e Pai Celeste ("São José, Príncipe de todos os Bens do Senhor").

Que direi hoje, neste primeiro dia de Maio, o mês de Maria? Que maravilhas poderei aqui contar do seu Castíssimo Esposo?

Como já escrevi, corria o ano de 1953 quando o Papa Pio XII instituiu a festa litúrgica de São José Operário, designando para esta o dia primeiro de Maio. A intenção foi a de que todos reconhecessem a dignidade do trabalho, e a justa repartição de direitos deveres e riqueza.

É bom lembrar aqui (de novo) as sábias palavras de um bom amigo, sacerdote e frade franciscano, Frei David Azevedo (cito de cor): “como seria lindo o homem poder colocar na mesa, com amor, e com toda a naturalidade, o pão ou a fruta apanhada no campo, e oferecê-la ao seu irmão!...”

Isto é que seria a Paz e a Beleza implantada no Mundo!

Em plena crise à volta da integridade da família, temos de nos deixar cativar pelo exemplo de autêntico amor familiar que nos dá a Sagrada Família: Jesus, Maria e José.

Com os olhos postos na nossa doce Mãe, temos de dizer não a esta sociedade em que apenas abunda o supérfluo, a febre do consumo irracional, e que aliena a própria dignidade do Homem.

Encomendemo-nos a Maria, que é a "Rainha da Família", e a Seu Castíssimo Esposo, São José.

Este é o “homem justo” a quem foi pedido que desempenhasse a sua missão de pai perante a sociedade patriarcal daquele tempo. E assim Ele deu o Seu nome, protegendo a Virgem Maria e o Filho de Deus.

São José foi, na verdade, na crueza daquele Tempo, guarda da virgindade e honra de Maria Santíssima, bem como do Menino Jesus!

Seguindo este exemplo, outro mundo assim será possível.


Nota: Quadro de Josefa de Óbidos - " São José e o Menino".