Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um 2010 pleno de Poesia!

Para logo à noite... aos meus amigos e amigas desejo um 2010 com "Boas Entradas"!


Um Ano pleno de Poesia! E quem no-la pode dar? A Mulher, as nossas companheiras... aquelas que, apesar do quotidiano muitas vezes agreste, estão sempre presentes na nossa vida.

Obrigado, A.

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BMW: Who cares?


De facto, who cares?


E não é que tenho um BMW e uma loira? Bem... o BMW era de serviço pelo que... pelo que espero que com esta publicidade a BMW me dê um novinho em folha, neste fim do ano, claro...



Nota - foto retirada daqui:

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

WINTER'S NIGHT


...mágico! Também solitário, melancólico, demente por vezes...

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Madrugada de vento e chuva. Mas temos a companhia de Jesus Maria e José.

Chove torrencialmente. O vento forte que se faz sentir nesta noite trouxe-me à memória o título do famoso romance de Emily Bronte, “O Monte dos Vendavais”.

Contemplando a lareira, que vai já dormindo, penso neste Domingo que passou, e na celebração que lhe esteve associada: a Festa da Sagrada Família.

A propósito, Bento XVI afirmou no Vaticano que “Deus veio ao mundo no seio de uma família e que a instituição é o caminho seguro para encontrá-lo e conhecê-lo".



De facto, tudo o mais é folclore e decadência…

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Noite de Natal. Graças a Deus mais uma da qual tomamos parte...


"Hoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor!" Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, deixando que a Sua luz e a Sua graça entrem até ao fundo da nossa alma."

S. Josemaría, "Cristo que passa".

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um Conto de Natal para 2009 do Joaquim Mexia.


Do meu Amigo Joaquim Mexia, aqui deixo, com a devida vénia, o seu lindíssimo "CONTO DE NATAL" que ele publicou no seu "Que é a Verdade?".



"Curvado, mais pelo frio do que pelo peso da idade, caminhava apressado, arrastando os pés pela rua molhada, nem sequer sentindo que a água entrava pelos buracos dos sapatos já velhos e rotos.

Fosse esse o seu pior mal!

Tinha perdido a noção das horas e dos dias já há muito tempo, mas esta noite ele sabia qual era, e uma profunda tristeza juntava-se ao desespero da sua vida.

Era noite Natal, não tinha dúvidas, pois bastava olhar para as pessoas que por ele passavam, para perceber isso mesmo.

Enquanto caminhava naquela noite fria e chuvosa, a memória transportou-o para uma sala, onde uma lareira grande aquecia a casa e os corações à sua volta.
Mesmo ao lado da lareira o presépio, feito com todo o esmero, com musgo como deve ser, e com as figuras tradicionais que representavam aquilo que deviam representar.
No canto esquerdo da sala, a árvore de Natal, simples e discreta, porque devia ser o presépio a ocupar o lugar de destaque.
Por baixo da árvore, embrulhos de todas as cores e feitios, os presentes de Natal.

Não tinha a certeza, mas pareceu-lhe que, por debaixo da barba por fazer há tanto tempo, um sorriso se tinha aproximado dos seus lábios.

Pieguices, pensou ele, coisas do passado que já não voltam!

Mas isso obrigou-o a recordar a sua infância no Natal em casa dos seus pais, à volta do presépio, e a voz profunda do seu pai repetindo todos os anos:
Se deixarmos Jesus nascer nos nossos corações e se com Ele vivermos, nada nem ninguém nos pode tirar a paz e a alegria, e Ele nunca nos deixará sozinhos.

Tretas, disse ele entre dentes, tretas, basta bem olhar para mim!

Lembrou-se então que tinha seguido o conselho do seu pai durante uns anos.
O curso acabado, o primeiro trabalho, a primeira empresa, o seu casamento, a filha e o filho, a casa boa e a boa vida, uma aparente felicidade e a certeza de que nada lhe faltaria.
Algures durante esses anos afastou-se do conselho do pai e Jesus deixou de fazer parte da sua vida, embora, claro, comemorasse o Natal, tentando dar sempre os melhores presentes, até para mostrar como estava bem na vida.

E depois veio aquele ano terrível!
As finanças entraram em colapso, as encomendas deixaram de existir, deixou de haver dinheiro para os ordenados e finalmente os bancos exigiram o pagamento dos valores que tinha pedido para investir na empresa.
Num instante viu-se na rua, sem empresa, sem casa, sem nada e com uma vergonha impossível de suportar.
O mundo tinha-se abatido sobre ele e nada nem ninguém o podia ajudar!
Achava-se um nada, um ninguém, uma vida sem sentido e só a falta de “coragem” é que o impedia de pôr fim à vida.

Um dia não podendo suportar mais a vergonha, afastou-se definitivamente da família, dos filhos, e embrenhou-se na rua, onde passou a viver da esmola, da caridade, dos expedientes de momento, sem qualquer rumo, sem qualquer sentido, esperando apenas que a morte o levasse.

Tinha desistido de si próprio!

Tinha reparado como esta vida de rua, onde andrajoso e sujo agora vivia, podia transformar um homem em coisa nenhuma.
Havia pessoas que ele conhecia e passavam por ele na rua e, se ao princípio lhe parecia que o evitavam, rapidamente começou a perceber que agora nem o reconheciam, aliás, era um sentimento como se não existisse, ou seja, viam-no, mas era como se ele fosse transparente.

Já não havia nada a fazer, já não era ninguém, já não tinha sequer existência!

Lembrou-se então, nem percebia porquê, do conselho do seu pai, e pensou na sua miséria:
Será que se eu tivesse continuado a deixar nascer Jesus no meu coração, e a viver com Ele todos os dias, agora estaria melhor? Seria verdade que Ele estaria sempre comigo, até aqui na rua onde estou?

Voltou-lhe ao pensamento a frase que há um pouco tinha sussurrado entre dentes:
Tretas, basta bem olhar para mim!

Mas levado não sabia bem porquê, num murmúrio para si, quase desafiou Jesus dizendo:
Olha Jesus, hoje é noite de Natal. Por aqueles tempos em que Te segui arranja lá qualquer coisa que me faça sentir melhor!

Riu-se de si próprio, pensando que agora já não estava apenas só e sem nada, agora também estava louco!

Continuou a caminhar apressado, pois sabia bem que a carrinha daqueles jovens que lhes levavam à noite, comida e bebida quentes, devia estar a chegar ao sítio do costume, e ele queria ser dos primeiros, para ainda ter de beber e de comer.

Chegou enfim ao local quase ao mesmo tempo em que a carrinha aparecia, e reparou que felizmente ainda estavam poucos colegas de infortúnio à espera da distribuição da comida e da bebida.

Olhou para a carrinha e reparou que eram dois rapazes e duas raparigas que faziam a distribuição, mas logo desviou o olhar, porque se tinha vergonha de tudo, dos jovens ainda pior, talvez porque apesar de tudo, sentisse que lhes estava a dar um mau testemunho de vida, a eles que afinal ainda tinham a vida toda pela frente.

Aproximou-se de cabeça baixa e recebeu das mãos de uma das jovens uma caneca fumegante e um pedaço de pão com carne.
A jovem disse-lhe então com uma voz suave:
Ao menos olhe para mim!

Num momento fugaz levantou a cabeça de olhos fechados, com vergonha, e baixou-a imediatamente, afastando-se rapidamente do local.

Não tinha dado três passos sentiu uma mão no ombro e ouviu uma voz que lhe dizia agora mais insistentemente, quase numa súplica:
Olhe para mim!

Havia naquela voz algo familiar que o levou a levantar a cabeça e olhar nos olhos da jovem que lhe tocava.

Nesse momento ouviu outra vez aquela voz que lhe atingiu o coração, e dizia agora repassada de tristeza e alegria ao mesmo tempo:
Pai, ó pai, és tu?!

Deixou cair tudo no chão, pois aqueles braços apertavam-no de tal maneira que ele não podia quase respirar.

Abraçou-se a ela também, tremendo, a garganta seca, não o deixava proferir palavra.

Ouviu então novamente a voz da sua filha que lhe dizia:
Anda pai, vamos para casa. Temos estado todos os dias à tua espera!

Aquelas e aqueles que ali estavam à volta daquela cena, podiam jurar que naquele momento tinham ouvido um coro celestial que cantava:
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados! "


Quero deixar aqui o meu comentário a este comovente conto:


Amigo Joaquim: hoje estou em casa a fazer um trabalho que tenho de entregar amanhã sem falta. Prazos prazos!!! Contudo, tenho a net ligada, para pesquisa aqui de umas coisas do direito e vou dando uma olhada às mensagens... e vim ver então o seu Conto de Natal.

Que posso dizer que não seja banal? Apenas a verdade! Que o seu conto é lindo? Que me deixou numa aflição até ao fim, a tentar descortinar o que iria acontecer?

Que me deu uma comoção? Sim, tudo isso, tudo tudo!

Também uma angústia de que tudo pode desmoronar-se à nossa volta...de facto, apenas nos resta esse Menino Jesus para nos salvar, muitas vezes de nós próprios!

A (des) propósito... tenho uma imagem cá em casa de um Menino Jesus (tão singela a imagem, tão simples) mas tão pequenino e tão belo tão belo que muitas vezes me agarro a ele... coloco-o no peito e parece-me o filho que não tive...

Joaquim, não é lisonja, mas o meu amigo escreve tão bem!

Obrigado pelo seu belo Conto de Natal!

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Michael Bublé: The American Dream...


De Michael Bublé, a insuperável beleza de "Home" :

Another summer day
Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home
Mmmmmmmm

May be surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Oh, I miss you, you know

And I’ve been keeping all the letters that I wrote to you
Each one a line or two
“I’m fine baby, how are you?”
Well I would send them but I know that it’s just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that

Another aeroplane
Another sunny place
I’m lucky, I know
But I wanna go home
Mmmm, I’ve got to go home

Let me go home
I’m just too far from where you are
I wanna come home

And I feel just like I’m living someone else’s life
It’s like I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
'Cause this was not your dream
But you always believed in me

Another winter day has come
And gone away
In even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home

And I’m surrounded by
A million people I
Still feel all alone
Oh, let me go home
Oh, I miss you, you know

Let me go home
I’ve had my run
Baby, I’m done
I gotta go home
Let me go home
It will all be all right
I’ll be home tonight
I’m coming back home

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de um velho Portugal.


A Padroeira desta velha Nação, que a honra de modo especial neste dia, contra todos os carbonários e maçónicos que (des)governam este (hoje decadente) País.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

D. Carlos Azevedo coloca o dedo na fenda do capitalismo selvagem.


Segundo D. Carlos Azevedo, "não é à custa do mínimo de dignidade que se ergue um verdadeiro desenvolvimento ".


Concordamos plenamente. Todavia, e apesar de alguma demagogia governamental, o facto é que constatamos todos os dias que este Governo e este PS, que mais não é do que a Maçonaria em toda a sua pujança, apenas está interessado na realização de grandes negociatas entre os amigos conjunturalmente ministros e as "empresas dos sistema". Ah, é verdade, e ainda interessado nas questões "fracturantes", essas sim deveras urgentes para alcançarmos todos a felicidade suprema...


A Igreja Católica uma voz incómoda? Sem dúvida! Já na 1ª República o foi...
Nota: a foto é do Jornal "Público", aliás o melhor jornal de todo o País... Com a devida vénia.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Hoje é dia de LER Dezembro...


Hoje é dia de...

LER!


E atentar na entrevista de José Tolentino de Mendonça - "A Fé é nocturna"...

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Foi preciso atravessar o Atlântico...

No aniversário natalício da minha falecida mãe, atravessei o Atlântico e todos os Estados Unidos. Parei em Los Angeles e trouxe os bolinhos que aquela sabia tão bem fazer...
Nota: na foto - " lemon squares" - in Jornal "Los Angeles Times" do dia de hoje - Thursday, Dec 3, 2009, como eles escrevem...

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A Fonte da Esperança segundo Joaquim Mexia.


"Se for nossa vontade, fazer a Sua vontade, se tudo fizermos para isso, mesmo falhando por vezes, a misericórdia de Deus é infinita e Ele nos acolherá no Seu seio de onde saímos um dia para esta peregrinação na terra."






Do meu Amigo Joaquim Mexia, em resposta às minhas angústias...

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Neste 1º de Dezembro, falta-nos um Nuno Álvares. Rei já temos!



Neste 1º de Dezembro de 1640, evoquemos António Sardinha:

"Rei natural e naturais instituições queremos nós agora recuperar também para Portugal, a fim de que Portugal seja outra vez Portugal-Restaurado. Mas Portugal-Restaurado não é só um Portugal-Restaurado em plena soberania, adentro dos seus limites geográficos. Portugal-Restaurado é ainda um Portugal católico e monárquico, cuja vocação no mundo foi dilatar a Fé e o Império. "

("À Lareira de Castela", António Sardinha, Edições Gama, Lisboa, 1944; a fls. 129 e ss.)


Palavras que poderiam ter sido hoje escritas. Manietados que estamos nesta III República, dita democrática, ficamos dolorosamente à espera do verdadeiro Portugal, tradicionalista no sentido que lhe dava António Sardinha: com uma dada intervenção histórica, a observância das leis e das indicações que implicitamente daí derivam.

Falece-nos hoje um Nuno Álvares Pereira que, no dizer de Sardinha, se coloque "à frente duma massa inorgânica e revôlta e a transforme de súbito no cimento admirável do Portugal de Quatrocentos".

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