Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A propósito (ou não) de Pádua…



Hoje almocei sozinho na Mexicana ( um dos últimos cafés de Lisboa, dignos desse nome, com os seus painéis de azulejos de Querubim Lapa), e na esplanada, que o tempo convidava. Quem, de nós, não ama o ar livre, o sol, a beleza da gente que passa, os coloridos das vestes, a beleza feminina (ai ai…) que, provocante, se nos atravessa à frente e, de súbito, faz nascer a poesia?

Contudo, sentado à minha mesa, pensava (penava…) como tudo isto é nada, perante a verdadeira Beleza que nos espera quando partirmos! Podermos finalmente contemplar Jesus, Sua deslumbrante Mãe, e os nossos amigos santos (um deles o muito muito nosso António)!

Bem sei que este mundo só tem armadilhas e efémeros desejos. Para fugir a estes sortilégios, só se optássemos por uma vida contemplativa, como os amigos franciscanos conventuais, morrendo de certo modo para o mundo e vivendo já nesta terra com Cristo.

Mas que fazer quando estamos amarrados aos nossos afazeres, à nossa profissão que nos dá o pão de cada dia?

Problema insolúvel, creio.

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Il Santo...



Peço desculpa aos meus leitores e amigos que não os avisei da minha ausência, a qual se ficou a dever a uma (rápida) deslocação a Pádua com amigos, cidade na qual se encontra, como sabem, o corpo e relíquias de Santo Anónio.


Recebidos pelo Reitor do Santuário, tivemos o privilégio de contactarmos com os irmãos franciscanos conventuais, guardiões do Santo.


Mas da paixão por Santo António, e dos milagres que Deus continua a realizar por intermédio daquele, daremos oportunamente a devida conta. Para maior glória de Deus.

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domingo, 13 de julho de 2008

Palavras loucas IV: apenas grãos de areia...




A terminar este Domingo, pensava nesta tarde, "gasta" a reler coisas de processo civil (que este, nos dias que correm, está em constante mudança...) e, enquanto mergulhava na aspereza da matéria, passavam-me pela mente "tentações" de ainda poder "dar a volta" a esta vida...


Mas o caminho vai longo, e a vida, de facto, é como grãos de areia, que se nos escapam das mãos...

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sábado, 12 de julho de 2008

AMISTAD - a sombra da ignomínia.


Gosto de escrever aqui sobre (quase) tudo aquilo que mais me interpela…

Ontem à noite, sexta, após ter assistido ao “acto litúrgico”, na "Sic Notícias", protagonizado pelos “gurus” do “Expresso da Meia-noite”, fiz um pouco de “zapping” e eis que deparo com o início de um filme que nunca tinha visto: o “AMISTAD” de Steven Spielberg.


En 1839, "l'Amistad", navio espanhol que transportava escravos africanos, raptados na Serra Leoa, sofreu uma violenta tempestade ao largo de Cuba.

Eis que os prisioneiros (na altura 53) conseguem quebrar as cadeias e lutam contra os seus carrascos. E vencem!

Cinqué, o chefe, obriga o capitão a levá-los de volta a África. Mas este engana-os e dirige o navio para os Estados-Unidos. Aí chegados, são julgados sob a acusação de homicídio.

O julgamento colocou em causa os alicerces do sistema judicial americano, a base política e social daquele País.

Acabou por vencer o direito mais inalienável do ser humano: a liberdade.

Causou-me profunda impressão a exibição de uma Bíblia, oferecida a um dos escravos, por uma "abolicionista", na qual se viam pinturas de rara beleza, a preto e branco, e através das quais, aquele que ficou na sua posse, conseguiu interpretar, na parte respeitante ao Evangelho, os passos de Jesus, comparando o destino d’Ele ao seu… Afirmava ele que o sol acompanhava sempre aquela figura….

Escrevo isto ao fim do dia, são 21H30, após o "terminus" de um trabalho que me levará para a semana ao Tribunal de Braga, e que me impediu de neste Sábado sair um pouco, ir jantar com amigos… e de ter ido à minha Igreja de Santo António.



Amanhã… com liberdade… (bem precioso…).

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São Bento, Padroeiro da Europa.


No ano de 1957, foi ratificado o Tratado de Roma, o qual instituiu a Comunidade Europeia.

E, em 1964, na sagração da Basílica do Mosteiro de Monte Cassino, o Papa Paulo VI declarou S. Bento como padroeiro da Europa.

Já o Papa Pio XII, na sua Carta Encíclica “Fulgens Radiatur”, se referiu, no XIV Centenário da morte de São Bento, a essa casa (principal) do santo:

“Do alto daquele monte, quando a treva da ignorância e do vício, alastrando, ameaçava tudo subverter, ergueu-se um astro novo que iluminou os povos perdidos por dévios caminhos, conduzindo-os ao culto da verdade e da justiça. De modo que se pode dizer, com razão, que foi o sagrado cenóbio de Cassino refúgio seguro das ciências e da virtude e, para tempos tão calamitosos, "sustentáculo da Igreja e baluarte da fé" (citando Pio X, na sua Carta Apost. Archicoenobium Cassinense, de 10 Fevereiro de 1913).

Hoje, a Europa também atravessa tempos “calamitosos”, cercada que está de inimigos. Mas, talvez que o maior deles seja a indiferença dos próprios europeus perante a mensagem do Evangelho, mergulhados que estão no relativismo, no agnosticismo, no ateísmo, ou num neo-paganismo de contornos satânicos.



Como disse Bento XVI, na passada quarta-feira, “o mundo e, em particular a Europa, precisam de uma renovação ética e espiritual, inspirada nos valores cristãos, para poder recuperar um verdadeiro humanismo”.

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

O dia pode estar próximo...


Carta de São Paulo aos Romanos: este serão estive a lê-la. Cheia de Esperança no Amor de Jesus por nós, rica de ensinamentos. E de recomendações como esta:

"A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz."

Em tempo: recordo-me agora de São Francisco o qual, quando estava prestes a partir deste mundo, disse: "Irmãos comecemos, pois até agora pouco, ou nada, fizemos!".

De facto, Deus está sempre à nossa espera - é sempre tempo de caminhar na Sua direcção.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Ingrid Betancourt


Sem palavras. Ou por outra, deixemos falar Ingrid Betancourt:
"Je veux d'abord rendre grâce à Dieu et aux soldats de Colombie".

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domingo, 6 de julho de 2008

Vinde a Mim...


Sobre a primeira leitura deste Domingo (Zacarias, 9, 9-10), aos refugiados, aos indigentes e desfavorecidos da sociedade de então, o profeta anuncia-lhes a alegria e a esperança: num Rei justo e vitorioso, que está para chegar e o qual instaurará uma era de paz e prosperidade.

Hoje, decorridos mais de dois mil anos, e perante um cenário internacional sombrio, meditamos sobre a existência de dois mundos em luta: o mundo das Trevas que parece estar a ganhar terreno (bem sabemos que apenas provisoriamente, pois a última Palavra pertence a Jesus Cristo) e o mundo da Luz e da Esperança.

Com efeito, bem sabemos que Deus é o portador da Paz, o único que poderá levar a felicidade às Nações da Terra. Deus está do lado da Paz, nunca do lado da guerra. Muito menos de guerras ditas “santas”, que são apenas guerras loucas, guerras em nome não de Deus mas dos ódios e das ambições dos homens, que pensam, a dado momento das suas vidas, que são os donos deste mundo…

Deus está do lado dos inocentes, dos que não têm poder, dos explorados, oprimidos e humilhados. Daqueles que não têm mais ninguém, dos abandonados por todos.

"Vinde a Mim,
todos os que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve”.




É a mensagem do Evangelho de hoje, bálsamo para os dias que correm…



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Ainda sobre o III Colóquio da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR)


O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) disse, no colóquio internacional sobre "O contributo das religiões para a paz", que se opõe a "certas práticas radicais do Estado laico".
Citou a proibição do véu islâmico nas escolas, decretada em França, ou o uso de símbolos religiosos ou não-religiosos. "Proibir é tão grave como obrigar" disse.

António Reis afirmou ainda que "seria uma discriminação inaceitável" o Estado proibir qualquer manifestação pública das religiões, confinando-as ao seu espaço interno. Com isso, o Estado "estaria a limitar a liberdade de expressão".

Ainda fez uma espécie de mea culpa em relação à I República:

"Houve evidentes exageros" na aplicação de nalguns dispositivos da Lei de Separação de 1910. "Uma confissão religiosa livre num Estado neutro deve ser o princípio a respeitar. O que se passou na I República foi mais uma Igreja suspeita num Estado vigilante."


Mas pergunto eu: Estado vigilante de quê e sobre quem?


Tais afirmações não estão em consonância com a prática de todos os dias, em que efectivamente se nota a influência da maçonaria na efectiva proibição de símbolos religiosos nas escolas, nos hospitais, nas demais repartições do Estado.

Um discurso para “português ver” ?... a modos que “vamos ver se com papas e bolos enganamos os tolos"…
Não podemos esquecer que vêm aí as "comemorações" do centenário da implantação da República... lá chegados ( se Deus quiser...) veremos a substância dos discursos, a reinterpretação que se fará da História desses anos horrendos, que cobrem o periodo que vai de 1910 a 1926.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ano Paulino


No dia 28 de Junho deste ano teve início o Ano Paulino, que prosseguirá até ao dia 29 de Junho de 2009.

Tal iniciativa partiu de Bento XVI, precisamente no dia 28 de Junho do ano passado, durante a celebração das vésperas de São Pedro e São Paulo, com o objectivo de comemorar o segundo milénio do nascimento daquele que foi chamado de Apóstolo dos Gentios.

São Paulo levou, como nenhum outro, a Boa Nova a todos os povos.

É uma oportunidade que temos de “rever” o santo, tantas vezes esquecido por nós, cristãos, talvez por desconhecimento do teor maravilhoso das suas “Cartas”, ou porque o achamos demasiado sério e ríspido...

Com Paulo vamos “visitar” os primeiros tempos da Igreja, “peregrinar”, ao menos através do Mapa-múndi, os muitos lugares que ele visitou. E aprender a viver o Evangelho de Jesus Cristo, de tal modo que possamos um dia dizer, como ele:

“Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, É Cristo que vive em mim”.

Nota: "Conversão de São Paulo" - Caravaggio - Igreja de Santa Maria del Popolo, da Ordem de Santo Agostinho, situada na Piazza del Popolo, Roma.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Português Suave


O nome atraiu-me: Português Suave!

Lembrou-me a linha arquitectónica que o regime do Estado Novo criou: o famoso “português suave” - que traduz um conjunto de obras realizadas ao longo dos anos 40 em Portugal (atente-se nas obras de Cassiano Branco, por exemplo).

O “português suave” expandiu-se por todo o território pátrio, incluindo as províncias ultramarinas, num esforço de embelezamento da paisagem e de uniformização de critérios: veja-se, a título de exemplo, os Tribunais desse tempo, que subsistem com a sua dignidade (e que ainda não caíram…).


Isto a (des) propósito do novo livro de Margarida Rebelo Pinto - "Português Suave".

Vai ser lançado na próxima quinta-feira, no Hotel Ritz, com a apresentação de Paulo Teixeira Pinto.

Nunca li nada dela mas, atendendo ao exposto, e a esta “mistura explosiva” (PTP e MRP), vou-me sentar lá no Ritz a fim de tentar descobrir o que se passa…

A editora afirma que o romance aborda um certo “ modo de ser tão português, um espelho fiel da burguesia tradicional que persiste ainda no século XXI, constituindo um retrato de um certo Portugal”.

Bem, isto chega-me para abrir as folhas, curioso… Quem sabe se não vou ficar "fã" da MRP?


"Confesso que cheguei a invejar-lhes a vida organizada e ordeira, os filhos sossegados e disciplinados, aquele modelo muito burguês, muito português suave”.

(Margarida Rebelo Pinto, in "Português Suave").


Quem me dera hoje "viver" esse modelo…

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