Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Marcello Caetano... ad aeternum!


No dia em que passam 34 anos da Morte do Professor Marcello Caetano, a quem devo a minha paixão pelo Direito Administrativo, e a minha carreira nesta área do Direito, aqui deixo a minha singela homenagem, pese embora os percursos sinuosos da História, e de modos diferentes de a interpretar (que o digam alguns amigos que muito valorizo no seu saber e experiência…).

 Lembro-me de, numa outra vida, ir pelas ruas da Baixa (para mim existe só uma “Baixa” – a da cidade de Lisboa…) com meu pai, a fim de irmos comprar o "Manual de Direito Administrativo" do Professor Marcello Caetano, caloiro que eu era na minha (amada) Faculdade de Direito (de Lisboa). Numa livraria, que já não existe, ali para a Rua Augusta ou de São Nicolau…Lembro-me de meu pai ter dito ao livreiro, mais ou menos esta frase: “afinal, diziam mal, mas ainda precisam dos livros dele…”.

E é verdade! A luz que ilumina ainda hoje os administrativistas portugueses tem a sua fonte nesse Homem extraordinário, jurista ilustre, homem honrado, impoluto, com ideais e um projecto para Portugal: um Portugal intercontinental e plurirracial. Que se perdeu, é certo, mas… a História é as mais das vezes, cruel, e precisamente mais dura para com aqueles que foram por ela trucidados.

Como eu gostaria que ainda hoje assim fosse, em vez de estarmos reduzidos a este pobre rectângulo sem glória!

 Deixo aqui umas breves palavras de Marcello Cetano, num seu discurso proferido na inauguração da obra de rega dos campos do Mira, em 11 de Maio de 1969:

 “(…) Louvada seja a terra, louvada seja a água – louvado tudo o que a terra cria e o que a terra dá! Louvado o trabalho que nela se incorpora com amor e sofrimento! Louvados os homens que do trabalho sabem fazer dádiva ao Mundo, para que o Mundo seja melhor! E louvado seja Deus!”

 
 
E louvado seja Marcello Caetano junto de Deus…

terça-feira, 28 de maio de 2013

"La messa antica non si tocca!"

 
 
 
 
Papa Francisco:
"La messa antica non si tocca!"

O facto do Papa Francisco dar continuidade à acção, diria regeneradora, de Bento XVI, deve ter deixado nos espíritos "rebeldes" um sinal de alarme no sentido de que, afinal, não estamos perante um Papa que abandona a Tradição da Igreja e a sua Verdade. Assim, o Missal de 1962 de João XXIII (última versão do Missal tridentino do Papa santo Pio V) é salvo.
 
Comovido até às lágrimas...
 
 

Etiquetas:

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Europa decandente por via do seu laicismo.





No Eliseu, em Matignon, na Assembleia Nacional, bem como no Senado, a classe política mantém-se cega perante o descontentamento que grassa no País rural e católico que a França ainda é, afinal lá como cá, o País real que defende a Família e sacralidade do Casamento. 
A França afunda-se num totalitarismo organizado por uma esquerda omnipresente e omnipotente. Não admira que a Europa, que assim cada vez mais deixa Deus sozinho, caia na miséria.
 
Ou será que somos nós que, por nossa culpa, ficamos mais abandonados?
 
 
 
 

Etiquetas:

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Portugal em ruínas: dos malefícios do sistema partidário...



Perante a ruína desta nossa velha Nação, provocada por este sistema parlamentar instituído pela maçonaria/carbonária em 1974, vem à colação citar dois importantes e lúcidos políticos:

Que desapareçam os partidos políticos. Nunca ninguém nasceu membro de um partido político; em troca, todos nascemos membros de uma família, somos todos vizinhos num município, esforçamo-nos todos no exercício de um trabalho. Pois se essas são as nossas unidades naturais, se a família e o município e a corporação é no que verdadeiramente vivemos, para que necessitamos do instrumento intermédio e pernicioso dos partidos políticos que, para unir-nos em grupos artificiais, começam por desunir-nos nas nossas realidades autênticas?


José Antonio Primo de Rivera in «Discurso de fundação da Falange Espanhola».
 
 



"Obedecem a este esquema e são expressão destas limitações os chamados partidos políticos, mas estes, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional senão precisa e precariamente, quando se unem, ou seja quando se negam".
"Não há nada mais inútil que discutir política com políticos».

António de Oliveira Salazar, in  "Discursos"...
 
 


  
 
 

 

Etiquetas:

domingo, 24 de março de 2013

Jesus e a Sua entrada triunfal em Jerusalém








O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, evocando a entrada de Jesus em Jerusalém.

Jesus, perante o sofrimento que se avizinhava, não recuou. O Seu Caminho de fidelidade ao Pai conduziu-O à Cruz.

Nós, pobres homens, ao atentarmos na grandeza do gesto de Jesus, apenas podemos fazer penitência por termos transformado este mundo, que seria o Paraíso inicial, num lugar de dor e sofrimento, para nós próprios e para o nosso semelhante.

De facto, ser Cristão não significa, de modo nenhum, que se tem uma garantia contra o sofrimento, a angústia, a queda. Pela nossa própria experiência, bem o sabemos.

Que eu o diga, que todos os dias penso com imensa dor, em meus pais e avós. Choro por eles, e certamente por mim…
 

 

 

Etiquetas:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Adriano Moreira - o último "Moicano"




Esta noite foi um privilégio (é-o sempre...) ouvir Adriano Moreira, em entrevista na TVI - para quem não sabe um antigo Ministro de Oliveira Salazar. Já não existem Homens assim, cultos, íntegros, com visão da História, atentos ao Passado para melhor explicar o Presente, e delinear o Futuro.
 
Quando olhamos para os políticos que "nasceram" com o 25 de Abril, coramos de vergonha! E de revolta!!
 
 
 
 

Etiquetas:

domingo, 3 de fevereiro de 2013

E Depois do Adeus…




E Depois do Adeus… Série que creio vai ser um êxito e um possível despertar para a realidade histórica que a geração pós-25 Abril desconhece, e que a “nomenklatura” pretende manter no segredo.
De facto, políticos como Mário Soares, Almeida Santos, e militares traidores como Costa Gomes, Rosa Coutinho, Otelo Saraiva de Carvalho, Vítor Alves, Vasco Gonçalves, (e refiro estes que se estiveram “nas tintas” para o drama da “descolonização exemplar”) e todos os oficiais “de Abril” dos quais alguns até “se dignaram” participar no louco Governo do “Camarada Vasco” (como Garcia dos Santos, o qual foi Secretário de Estado das Obras Públicas do I Governo Provisório de Vasco Gonçalves); lembro Vítor Crespo que foi “Alto-Comissário” em Moçambique até à descolonização, e Ministro da Cooperação e ainda membro do sinistro Conselho da Revolução; Melo Antunes, que foi Ministro dos Negócios Estrangeiros durante os Governos Provisórios; enfim, a lista seria longa…mas, como dizia, abandonaram milhões de portugueses à sua triste sorte, e entregaram o País à URSS, a Cuba e à China.


 

Etiquetas: ,

sábado, 29 de dezembro de 2012

No Novo Ano, resta-nos a Esperança....


 

A grande esperança só pode ser Deus. Eis a grande Verdade: apenas em Deus pode residir a Esperança. Dos Homens pouco há a esperar, pesem embora alguns gestos de grande generosidade.
 Com grande mágoa, confesso que a chama da mística da grande Nação que fomos apagou-se (creio que para sempre - a não ser que surgisse um homem providencial que galvanizasse todo o País… mas acredito que homens com Fé e idealistas “morreram” todos em 1974…) no imenso lago da traição que representou o 25 de Abril, o abandono do nosso Império com as trágicas consequências que daí advieram para milhões de portugueses, o laxismo, o oportunismo desenfreado, o egoísmo, o esquecer da Fé, factos que gangrenaram o tecido social.
 
Assim, ao aproximar-se o ano de 2013, direi, como Simão Pedro a Jesus:
 "Senhor, a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna" (São João 6,68).
 
Esta profissão de fé proferida por Pedro é, de facto, também a base da minha (e da nossa) Esperança.
  

 

Etiquetas: ,

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Marcello Caetano tinha razão!

 
 
 
 
A propósito dos acintosos artigos nos jornais angolanos, diria que razão tinha Marcello Caetano quando, em inúmeros escritos seus, alertou para a desgraça que seria entregar o nosso Império às garras do comunismo (União Soviética, China...),  e à cobiça dos EUA.
 
Constata-se hoje a ruína de todas as infra-estruturas criadas e desenvolvidas pelos portugueses em Angola, em Moçambique, e na Guiné (que se transformou num "narco-Estado"), e o alastramento da miséria, da corrupção, do crime nas ruas.
 
 "Aquilo" já não é a nossa Angola (ou o nosso Moçambique) - é algo de estranho, minado por criminosos corruptos que subjugam tirânicamente aqueles que um dia já foram portugueses.
 
E pensar nas nossas tropas que ali lutaram valorosamente por um Portugal que ao tempo mantinha em respeito essa Europa inimiga e abjecta!
 
Angola é nossa? Será sempre no nosso coração!
 
 
 

Etiquetas:

domingo, 4 de novembro de 2012

A dor das palavras




Nesta noite a chuva cai que Deus a dá (expressão tão antiga e tão bela, de um Tempo em que esta Nação, hoje dilacerada, era una na Fé e crente no seu glorioso Destino), fecundando a terra deste Alentejo que constitui o meu refúgio da grande cidade fria e desumanizada.
 
Apesar dos embates da vida, não obstante algumas conquistas pessoais, o saldo é francamente negativo, considerando que os homens, como dizia Sartre, são o lobo que os ataca e devora.
 
Não obstante tantas lutas e desilusões, nunca pensei voltar a ler poesia, apesar desta ser um mágico modo de interpretar o Mundo,  bem como interpretarmos os nossos próprios sentimentos mais profundos.
 
Diria que é um "luxo" podermos sonhar com a poesia, mesmo que as suas palavras nos magoem, nos dilacerem pela sua intensa verdade.
 
Apesar de tudo, como nos diz Maria do Rosário Pedreira, "A vida nunca foi só inverno, nunca foi só bruma e desamparo" ("Poesia Reunida", 2012, Ed. Quetzal).
 
 

Etiquetas:

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Poesia é a nossa Alma a gritar... II







Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes da viagem, para que nele
descobrisses ilhas e paraísos e aí pousasses
os dedos devagar, como fazem as aves
quando encontram o verão. Se me tivesses
 
tocado, ter-me-ia desmanchado nos teus braços
como uma escarpa pronta a desabar, ou
urna cidade do litoral a definhar nas ondas.
 
Mas, afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos - tristes geografias,
labirintos de razões improváveis, tão curtas
linhas que a minha vida não teve tempo
senão para pressentir-se. Por isso, guardo
 
dos teus gestos apenas conjecturas, sombras,
muros e regressos - nem sequer feridas
ou ruínas. E, ainda assim, sem eu saber porquê,
as ondas ameaçam o lago dos meus olhos.
 
 
Maria do Rosário Pedreira, in "Poesia Reunida", Quetzal.

Etiquetas:

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Outono inclinou-se e soprou sobre mim o seu implacável ar de nostalgia e tristeza






O Outono inclinou-se e soprou sobre mim o seu implacável ar de nostalgia e tristeza

Partiu o meu sogro este ano, e não sei porquê, de súbito decidi não deixar morrer a sua casa do Alentejo, cheia de memória.

(...)
 Que futuro nos espera?

Etiquetas:

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A propósito da "Troika"...






 
 
Há para aí uns rapazes muito engraçados que afirmam que nós, portugueses, gastámos mais do deveríamos ter gasto.
 
Pois bem,  quem é que gastou mais do que devia? Eu, Cabral Mendes? Tu, Carlos? Tu Manel? Não, certamente que não. Não fomos nós que, a seguir ao 25 de Abril de 1974, liquidámos o sector da Construção Naval, a Marinha Mercante, uma das maiores e mais poderosas do Mundo (foi Mário Soares quem o fêz - basta ler os respectivos despachos do Diário da República da época). Não fomos nós, cidadãos indefesos perante essa corja que tomou o poder, que liquidámos a Agricultura, e o fortíssimo sector da Indústria Metalo-mecânica. E o sector das pescas… e a culpa também cai nos anos do cavaquismo… ninguém está isento desta política desastrosa! A lista seria longa… Quem gastou mais do que devia foi esta geração que tomou o poder em 1974, e que tem feito de Portugal um casino! Apropriaram-se desta velha Nação, autodenominando-se "democratas" e delapidaram vergonhosamente o património que era de todos nós!
 
 
 
 

Etiquetas:

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ilusão minha...




Ilusão minha será, mas o rosto deste antigo combatente da Guerra do Ultramar - Joaquim Silva de seu nome  - recorda-me o meu pai. E vem à colação dizer que é muito impressionante ver esta geração (hoje tão ignorada), aqui nestas fotos da época tão jovem... e o tempo que já passou... foi ainda ontem...
 
 
 
Nota: foto retirada do excelente blog "GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961 - 1974 ". Com a devida vénia.

Etiquetas: ,

domingo, 26 de agosto de 2012

A minha Poesia II





Tenho um decote pousado no vestido e não sei se voltas


Tenho um decote pousado no vestido e não sei se voltas,
mas as palavras estão prontas sobre os lábios como
segredos imperfeitos ou gomos de água guardados para o
verão.
E, se de noite as repito em surdina, no silêncio
do quarto, antes de adormecer, é como se de repente
as aves tivessem chegado já ao sul e tu voltasses
em busca desses antigos recados levados pelo tempo:
 
Vamos para casa? O sol adormece nos telhados ao domingo
e há um intenso cheiro a linho derramado nas camas.
Podemos virar os sonhos do avesso, dormir dentro da tarde
e deixar que o tempo se ocupe dos gestos mais pequenos.
 
Vamos para casa. Deixei um livro partido ao meio no chão
do quarto, estão sozinhos na caixa os retratos antigos
do avô, havia as tuas mãos apertadas com força, aquela
música que costumávamos ouvir no inverno. E eu quero rever
as nuvens recortadas nas janelas vermelhas do crepúsculo;
e quero ir outra vez para casa. Como das outras vezes.
 
Assim me faço ao sono, noite após noite, desfiando a lenta
meada dos dias para descontar a espera. E, quando as crias
afastarem finalmente as asas da quilha no seu primeiro voo,
por certo estarei ainda aqui, mas poderei dizer que, pelo
menos uma ou outra vez, já mandei os recados, já da minha
boca ouvi estas palavras, voltes ou não voltes.

Maria do Rosário Pedreira, in «366 poemas que falam de amor»,
Antol. org. por Vasco Graça Moura,
Lisboa: Quetzal, 2003

Etiquetas:

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A minha Poesia I


 
 
 
 
 
Vem,
deixa a marca dos teus pés sobre a
nudez do mármore,
abre o decote azul sobre os teus
frutos amadurecidos,
diz que são maçãs sem sombra de pecado,
lembra-te que nestas noites de Agosto a
lua te veste de branco
e sobre as suas pedras de luz passeiam
estranhos animais do Verão,
gargantas que entoam uma melodia
aem palavras, sem sentido,
vem,
ouve esse rumor cálido na raiz dos teus
cabelos,
solta-os, deita-te, esquece tudo,
procura apenas o meu nome entre as cinzas.




  
José Agostinho Baptista, in «Anjos Caídos»,
Assírio & Alvim, Lisboa, 2003
 

Etiquetas:

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nossa Senhora Rainha





O dia que agora findou, foi tempo da Igreja celebrar Nossa Senhora com o título de Rainha!

Que posso dizer ou desejar? Que a minha Rainha me ajude a estar na Graça do Seu Filho, com Fidelidade e... sem quedas!

Etiquetas:

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tempos...


Como habitualmente, arranjei-me bem este fim de semana: as mãos, os pés… o cabelo. Porém, ela não mostrou qualquer interesse… o resultado foi nulo. Gostaria que ela tivesse ronronado docemente junto a mim, tomado nas mãos o  meu corpo todo, que tivesse acariciado o meu cabelo, os meus pés, que os tivesse beijado como eu gosto de fazer com os dela. Mas não: vivemos dias de chumbo…

Etiquetas:

terça-feira, 31 de julho de 2012

Saint-Exupéry - memória



Em 31 de Julho de 1944, Saint-Exupéry caiu no mar durante um reconhecimento aéreo sobre Grenoble e Annecy, com o seu Lightning P38, vítima do nazismo alemão (hoje em vigor através do domínio económico…).
Durante cerca de 40 anos numerosas pesquisas foram levadas a cabo, todas em vão. Até que um dia, em 1998, um pescador descobriu, na costa de Marselha, alguns artefactos (como uma pulseira com o seu nome) que terão pertencido ao último grande romântico e sonhador do século XX, e provavelmente (como vão as coisas…) o último da Humanidade.
Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram finalmente encontrados na costa de Marselha, mas o seu corpo nunca foi encontrado.
 O aviador alemão Horst Rippert assumiu, mais tarde, ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião.
 Há factos e homens que não devem ser esquecidos...
 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dias de descanso precisam-se...pode ser?




 

Uma semana de férias, pode ser? Estamos "precisados"...





Etiquetas:

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Eres Tú...



Eres Tú


Como una promesa eres tú, eres tú,
como una mañana de verano,
como una sonrisa eres tú, eres tú,
así, así eres tú.

Toda mi esperanza eres tú, eres tú,
como lluvia fresca en mis manos,
como fuerte brisa eres tú, eres tú,
así, así eres tú.

Eres tú como el agua de mi fuente,
eres tú el fuego de mi hogar,
eres tú como el fuego de mi hoguera,
Eres tú el trigo de mi pan.

Como mi poema eres tú, eres tú,
como una guitarra en la noche,
todo mi horizonte eres tú, eres tú,
así, así eres tú.

Eres tú como el agua de mi fuente,
eres tú el fuego de mi hogar,
eres tú como el fuego de mi hoguera,
eres tú el fuego de mi hogar.
Eres tú como el agua de mi fuente...

Etiquetas:

quarta-feira, 30 de maio de 2012




Uma santa que sempre me cativou. Li a sua biografia ainda na 4ª Classe, em dois velhos e grossos "calhamaços" encadernados, os quais, ainda hoje me penitencio, perdi por minha culpa.

SANTA JOANA D'ARC, Padroeira da França. Supliciada em 30 de maio de 1431.

Ainda hei-de ir a Rouen!


Etiquetas:

quinta-feira, 24 de maio de 2012




Senhor Jesus, eu creio que Tu andas a pedir-me que eu cure as feridas do meu coração, pois a Tua Misericórdia é infinita.  Mas só Tu podes dar-lhe a paz!



Etiquetas:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Do Amor V


Sabia muitas coisas. Da terra, dos astros, do Norte, do Sul, Este e Oeste. Coisas que a gente nova desconhece e outros esqueceram.

Lamento não ter aprendido com ele a cultivar e a lançar as sementes à terra. O conhecimento assim perdeu-se.

Do seu labor já quase nada existe. Hoje tudo ao abandono, as árvores de fruto, as flores. Por plantar os tomates, as batatas, as couves…

É por isso que, ao ver aquele quintal deserto, constato que uma história pessoal aqui na Terra terminou, uma época e um ciclo de vida que se fechou.


Mas, precisamente por tudo isso, é insuportável visitar o vazio daquela casa, já cheia de sombras.


 

Etiquetas:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Do Amor IV


Nunca pensei que, verdadeiramente, ele pudesse morrer... é o drama da minha vida: nunca realizo que tal possa acontecer...

Assim foi com o meu avô, a minha mãe, o meu pai, a minha avó...



Etiquetas:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Do Amor III



Marcelino, fonte de desencontros, mas meu amor tardio. Os homens dificilmente se entendem. Porém, descobri nos teus olhos agora tão expressivos a luz da ternura. A tua mão estendida, os traços do teu rosto algo interrogativos, a olhar para a linha do horizonte.
As derradeiras imagens que de ti fixei constato agora que foram um milagre, estou certo disso. Um milagre de redenção para mim.

Rezarei por ti até ao fim dos meus dias.




Etiquetas:

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Do Amor II


Nestes dias, ao contemplar as fotos que numa tarde de sol lhe tirei, apodera-se-me de mim uma angustiosa saudade.
O seu rosto ultimamente estava diferente – reflectia uma alma nova que o habitava (mesmo que ele não tenha dado por isso). Mais doce e, todavia, mais sofredora. Porventura um sofrimento redentor.
 Dei conta que agora passo muito tempo a olhar para as derradeiras fotos que lhe fiz, e descubro no seu rosto uma expressão de tristeza e dor contida.
 Tenho que aguentar este peso que me oprime, pois que só agora, passados dois meses da sua partida, "compreendi" que ele morreu, e me dei conta da crua realidade – a de que ele me faz muita falta. Apesar dos nossos constantes desencontros.
A dor da morte repete-se na minha vida, com uma intensidade que pensei não me atingisse.


Há coisas que não sabemos explicar.


Etiquetas:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Do Amor I




“O que amamos está condenado a morrer. E, no entanto, continuamos como se o não soubéssemos.”
Pedro Paixão.

Etiquetas:

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Neste dia 1 de Maio, designado como sendo "do Trabalhador", e que ora findou, penso que já não somos trabalhadores (com direitos e deveres) mas sim e apenas "colaboradores" (sem quaisquer direitos). Eis o progresso deste regime abrilista!

Resta-nos o consolo da nossa Fé - neste primeiro dia de Maio (e mês de Maria), celebramos São José Operário. Com efeito, corria o ano de 1953 quando o Papa Pio XII instituiu a festa litúrgica de São José Operário, designando para esta o dia primeiro de Maio.
A intenção foi a de que todos reconhecessem a dignidade do trabalho, e a justa repartição de direitos deveres e riqueza, coisas muito esquecidas hoje...


Como escreveu um bom amigo, sacerdote e frade franciscano, Frei David Azevedo: “como seria lindo o homem poder colocar na mesa, com amor, e com toda a naturalidade, o pão ou a fruta apanhada no campo, e oferecê-la ao seu irmão!...”
Isto é que seria a Paz e a Beleza implantada no Mundo!

Etiquetas:

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A voz dos Monges também é poética.





"O que verdadeiramente está em jogo em todas as relações humanas não é o poder, é a sedução. A sedução é um desafio que atraiçoa o poder, que ridiculariza a força. Introduz o imponderável, o jogo e o drama, a poesia, e nada mais permanece objetivo.

 Dar e receber amor é aquilo em que se apoia a ventura de uma vida. E se o destino habitual do homem e da mulher é encontrar um amor, o destino extraordinário do ser humano é encontrar um amor não humano, descobrir a sedução de Deus."

(sublinhados nossos).

Ermes Ronchi, in "Os Beijos não dados/Tu és Beleza
Paulinas Editora.


Do 25 de Abril 2012: Marcello Caetano... sempre!



Lembro-me de, numa outra vida, ir pelas ruas da Baixa (para mim existe só uma “Baixa” – a da cidade de Lisboa…) com meu pai, a fim de irmos comprar o "Manual de Direito Administrativo" do Professor Marcello Caetano, caloiro que eu era na minha (amada) Faculdade de Direito (de Lisboa). Numa livraria, que já não existe, ali para a Rua Augusta ou de São Nicolau…Lembro-me de meu pai ter dito ao livreiro, mais ou menos esta frase: “afinal, diziam mal, mas ainda precisam dos livros dele…”
E é verdade! A luz que ilumina ainda hoje os administrativistas portugueses tem a sua fonte nesse Homem extraordinário, jurista ilustre, homem honrado, impoluto, com ideais e um projecto para Portugal: um Portugal intercontinental e plurirracial.
Como eu gostaria que ainda hoje assim fosse, em vez de estarmos reduzidos a este pobre rectângulo sem glória!
O Professor Marcello Caetano quis ser o rosto de uma autêntica “renovação na continuidade”: sem rupturas dramáticas na sociedade portuguesa, tendo no horizonte a resolução da questão da guerra ultramarina, mas sem o criminoso abandono de portugueses, brancos e negros, como veio a acontecer em 1974, deixando-se ao império soviético, aos americanos, aos cubanos e chineses um vasto património que era único ao tempo, em toda a África!
O que pretendeu Marcello Caetano foi criar, de certo modo, uma suave descontinuidade com o regime que estaria algo anquilosado.
Foi a denominada “Primavera Marcelista”, que só não chegou ao esplendor do verão, por via da intransigência daqueles que não compreenderam a direcção que o rio da História estava a tomar, por causa daqueles que rejeitaram, desde sempre, um Portugal grandioso, à sombra do qual todos poderiam viver, brancos e negros. E pela acção daqueles que pretendiam instaurar, no nosso País, uma ditadura semelhante ao bloco soviético.
Marcello Caetano tentou governar em função das diversas facções que compunham o próprio regime. Mas a vida dos povos, das Nações, e dos intervenientes da História, é por demais dramática: para desgraça de Portugal, Marcello Caetano chegou tarde demais ao poder, num momento em que todo o mundo, que cobiçava as riquezas de África, e que não tolerava uma Nação que tivesse fronteiras na Europa, na África e na Ásia, conspirava contra nós!
Com a queda de Marcello Caetano, todo um mundo idealista, toda uma política impregnada de certos e seguros valores, toda uma particular visão da História, terminaram abruptamente. Surgia, neste nosso País ("Nação Fidelíssima"), a enganadora utopia do "homem novo" que tantos amargos frutos deu (e continua a dar – veja-se a China, Cuba, Coreia do Norte) à Humanidade!
A nostalgia invade este pobre escriba que, ao alinhavar estas linhas, sente que a vida é amarga, difícil, breve e que não permite a realização de todos os sonhos...
Que o seu espírito encontre no Senhor a Paz e a Justiça que os homens lhe negaram!


Nota: recuperação parcial de um texto meu de 2006.