Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Et in saecula saeculorum”, de Vivaldi

Neste final de Domingo, algo melancólico (tenho um amigo gravemente doente, vejo o meu sogro completamente derrotado com um AVC... enfim...) vem-me à memória este meu recorrente desejo de, um dia, quando partir, que haja uma alma bondosa que me faça ouvir, no derradeiro momento, o “ Et in saecula saeculorum”, de Vivaldi, tocado pela Orquestra de Câmara de Lausane, conduzida pelo Michel Corboz.

Da obra “ Dixit Dominus RV 595.

Esta música deve chegar aos ouvidos de Deus…

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Maria Adelaide de Bragança van Uden


Maria Adelaide de Bragança, tia do actual duque de Bragança, Duarte Pio de Bragança, neta do Senhor Dom Miguel, que foi expulso de Portugal pela Convenção de Évora Monte, de 1834, após a sua derrota face às tropas “liberais” que apoiavam o irmão, D. Pedro IV, faleceu hoje.

Vem a talhe de foice dizer, com António Sardinha, que “As fôrças negativas que de longe vinham preparando a ruína da pátria tradicional (dizemos nós – a maçonaria!) encontraram em Évora-Monte o facto definitivo que lhe consumou a obra de dissolução. Não era D. Pedro quem vencia naquela hora desesperada (...). Quem vencia era o internacionalismo revolucionário, meio disfarçado no sofisma da monarquia parlamentar, mas para já preparar o salto que lógicamente o havia de conduzir à aventura feliz da Rotunda.”


(António Sardinha, in "Na Feira dos Mitos", Edições Gama, 2ª ed., 1942, fls. 110 e ss).



Dom Miguel sempre!











Nota: a foto é do Jornal "I". Com a devida vénia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tempo de fazer silêncio




Como disse São Gregório Magno, iniciamos hoje os santos quarenta dias da quaresma.


Nesta 4ª feira de cinzas dá-se início ao Tempo Pascal. Um tempo deitado no Silêncio, para reflectirmos sobre a nossa vida cristã, e tomarmos consciência acrescida de que somos “apenas” um pouco de pó. Contudo, esse pó, essas cinzas de um dia, referir-se-ão apenas à nossa completa inutilidade perante a eventualidade de um mundo sem Deus. De facto, como São Paulo bem afirmou, "Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1 Cor 15, 14.17).



Sem a ressurreição, a vida cristã seria simplesmente absurda. Todavia, como disse aquele Apóstolo, afinal morremos com Cristo e viveremos com Ele.


Iniciamos assim um tempo mais profundamente marcado pela expectativa da redenção futura do nosso corpo e alma, da nossa redenção e ressurreição (cf. Rm 8, 18-23).

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Luz do Mundo.


Devido à intrínseca poesia do gesto e ao seu profundo significado, não gosto de deixar passar em claro este dia, no qual a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora das Candeias, e o percurso d’Esta com o Seu Menino até ao Templo.

Jesus, apresentado a Deus no templo de Jerusalém, representa a Luz que afastou as trevas do mundo e oferece aos homens a fonte da verdadeira Alegria e única Esperança.

Nos nossos dias, a comunidade dos Crentes faz uma pequena procissão no interior das Igrejas, levando na mão velas acesas…

Ora, este dia, também denominado de Purificação de Nossa Senhora – Purificação da Santíssima Virgem e da Apresentação do Menino Jesus no Templo - faz-nos recordar a Lei mosaica: a mulher que tivesse um filho varão, primogénito, consagraria este a Deus. Para a mãe poder ficar com ele, para “resgatá-lo”, tinha de ir ao Templo fazer uma oferta. As pessoas pobres, como José e Maria, ofereciam rolas ou pombinhas. Também era necessário aguardar 4o dias, tempo necessário para a mulher ficar pura, após o parto. Com efeito, após ter o filho, a mulher daquele tempo era considerada “impura” durante aquele lapso de tempo. Na poesia cristã, imagina-se uma “procissão” de Nossa Senhora, levando o Menino Jesus ao Templo.

Em consonância com aquilo que Jesus afirmou – “ Eu sou a Luz do Mundo” - Nossa Senhora transportava essa mesma Luz do Mundo… Como hoje nós já não podemos levar o Menino Jesus ao colo (quem nos dera tê-lo nos braços à semelhança com santo António!...), transportamos uma vela, que significa essa mesma Luz de Jesus Cristo. Quando deixamos uma vela acesa na Igreja, tal significa que, embora não estejamos presentes fisicamente, estamos contudo presentes em espírito.

A vela vai-se gastando… também a nossa vida vai-se consumindo para as coisas deste mundo, e tendemos para as coisas do Espírito, para Deus.

Vamos mergulhando no essencial, no Mistério que cerca os nossos dias…

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