Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A propósito da "Troika"...






 
 
Há para aí uns rapazes muito engraçados que afirmam que nós, portugueses, gastámos mais do deveríamos ter gasto.
 
Pois bem,  quem é que gastou mais do que devia? Eu, Cabral Mendes? Tu, Carlos? Tu Manel? Não, certamente que não. Não fomos nós que, a seguir ao 25 de Abril de 1974, liquidámos o sector da Construção Naval, a Marinha Mercante, uma das maiores e mais poderosas do Mundo (foi Mário Soares quem o fêz - basta ler os respectivos despachos do Diário da República da época). Não fomos nós, cidadãos indefesos perante essa corja que tomou o poder, que liquidámos a Agricultura, e o fortíssimo sector da Indústria Metalo-mecânica. E o sector das pescas… e a culpa também cai nos anos do cavaquismo… ninguém está isento desta política desastrosa! A lista seria longa… Quem gastou mais do que devia foi esta geração que tomou o poder em 1974, e que tem feito de Portugal um casino! Apropriaram-se desta velha Nação, autodenominando-se "democratas" e delapidaram vergonhosamente o património que era de todos nós!
 
 
 
 

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ilusão minha...




Ilusão minha será, mas o rosto deste antigo combatente da Guerra do Ultramar - Joaquim Silva de seu nome  - recorda-me o meu pai. E vem à colação dizer que é muito impressionante ver esta geração (hoje tão ignorada), aqui nestas fotos da época tão jovem... e o tempo que já passou... foi ainda ontem...
 
 
 
Nota: foto retirada do excelente blog "GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961 - 1974 ". Com a devida vénia.

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domingo, 26 de agosto de 2012

A minha Poesia II





Tenho um decote pousado no vestido e não sei se voltas


Tenho um decote pousado no vestido e não sei se voltas,
mas as palavras estão prontas sobre os lábios como
segredos imperfeitos ou gomos de água guardados para o
verão.
E, se de noite as repito em surdina, no silêncio
do quarto, antes de adormecer, é como se de repente
as aves tivessem chegado já ao sul e tu voltasses
em busca desses antigos recados levados pelo tempo:
 
Vamos para casa? O sol adormece nos telhados ao domingo
e há um intenso cheiro a linho derramado nas camas.
Podemos virar os sonhos do avesso, dormir dentro da tarde
e deixar que o tempo se ocupe dos gestos mais pequenos.
 
Vamos para casa. Deixei um livro partido ao meio no chão
do quarto, estão sozinhos na caixa os retratos antigos
do avô, havia as tuas mãos apertadas com força, aquela
música que costumávamos ouvir no inverno. E eu quero rever
as nuvens recortadas nas janelas vermelhas do crepúsculo;
e quero ir outra vez para casa. Como das outras vezes.
 
Assim me faço ao sono, noite após noite, desfiando a lenta
meada dos dias para descontar a espera. E, quando as crias
afastarem finalmente as asas da quilha no seu primeiro voo,
por certo estarei ainda aqui, mas poderei dizer que, pelo
menos uma ou outra vez, já mandei os recados, já da minha
boca ouvi estas palavras, voltes ou não voltes.

Maria do Rosário Pedreira, in «366 poemas que falam de amor»,
Antol. org. por Vasco Graça Moura,
Lisboa: Quetzal, 2003

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A minha Poesia I


 
 
 
 
 
Vem,
deixa a marca dos teus pés sobre a
nudez do mármore,
abre o decote azul sobre os teus
frutos amadurecidos,
diz que são maçãs sem sombra de pecado,
lembra-te que nestas noites de Agosto a
lua te veste de branco
e sobre as suas pedras de luz passeiam
estranhos animais do Verão,
gargantas que entoam uma melodia
aem palavras, sem sentido,
vem,
ouve esse rumor cálido na raiz dos teus
cabelos,
solta-os, deita-te, esquece tudo,
procura apenas o meu nome entre as cinzas.




  
José Agostinho Baptista, in «Anjos Caídos»,
Assírio & Alvim, Lisboa, 2003
 

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nossa Senhora Rainha





O dia que agora findou, foi tempo da Igreja celebrar Nossa Senhora com o título de Rainha!

Que posso dizer ou desejar? Que a minha Rainha me ajude a estar na Graça do Seu Filho, com Fidelidade e... sem quedas!

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tempos...


Como habitualmente, arranjei-me bem este fim de semana: as mãos, os pés… o cabelo. Porém, ela não mostrou qualquer interesse… o resultado foi nulo. Gostaria que ela tivesse ronronado docemente junto a mim, tomado nas mãos o  meu corpo todo, que tivesse acariciado o meu cabelo, os meus pés, que os tivesse beijado como eu gosto de fazer com os dela. Mas não: vivemos dias de chumbo…

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