Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Acreditam no Amor...(malgré tout)






"Acreditam no amor, na frágil flor azul. Estão enlouquecidos. Mesmo antes de se terem encontrado, alma diante de alma (...)".



(Pedro Paixão, "Quase gosto da vida que tenho").

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Luz de Jesus.




Estava aqui e lembrei-me de Ti… (como se eu me esquecesse de Ti alguma vez, meu querido Jesus, meu Amor!).

Platão foi o primeiro que se interrogou: o que é o Belo?

O Belo é o Bem, a Verdade e a Perfeição.

O Belo é o Mistério de sermos banhados pela Luz de Cristo… e assim, podermos também de certo modo iluminar os outros à nossa volta…

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Santíssimo Nome de Maria.


Segundo disse o Padre Henri-Dominique Lacordaire, Maria comove-se quando Ela ouve o Seu Nome pronunciado por nós. Quando Ela escuta estas maravilhosas palavras: Avé-Maria!


Hoje, dia em que se celebra o Seu Santíssimo Nome, digamos, pois:


AVÉ-MARIA!
Em Tempo:
Hoje de manhã, antes do mergulho nos problemas desta vida terrena, encontrei um papelinho que eu sabia ter algures no caos que é o meu escritório. É o trecho do Padre Lacordaire que fala do Nome de Maria. Ei-lo:
"Ave Maria. Quando Maria ouviu esta saudação do Anjo Gabriel, imediatamente concebeu o Verbo de Deus. Agora, cada vez que uma boca humana Lhe repete estas palavras, Maria comove-se porque se lembra do momento que não teve igual nem no Céu nem na terra inteira."
Que beleza, Maria comover-se...

sábado, 8 de setembro de 2007

A nossa Padroeira...


Neste Sábado, 8 de Setembro, celebra-se o nascimento da mulher mais ditosa da história da humanidade: a Virgem Santa Maria.

Que linda antífona esta:

“Exultemos de alegria no Senhor,
Ao celebrar o nascimento da Virgem Santa Maria,
Da qual nasceu o sol da justiça, Cristo nosso Deus.”


Maria é apresentada pela Liturgia como a Virgem Bela e Gloriosa que Deus amou com predilecção desde a Eternidade, desde toda a Criação, como a Sua obra-prima, enriquecida das Graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus e de Bem-Aventurada Virgem.

A celebração da festa da Natividade da Santíssima Virgem Maria é conhecida no Oriente desde o século VI. Foi fixada em 8 de Setembro, dia com o que se abre o ano litúrgico bizantino, e que se fecha com a Dormição, em Agosto. No Ocidente foi introduzida no século VII e era celebrada com uma procissão-ladainha, que terminava na Basílica de Santa Maria Maior.

O Evangelho não nos dá dados acerca do nascimento de Maria. Uma corrente grega e arménia, assinala Nazaré como tendo sido o Seu berço.

Como disse João Paulo II, "Maria leva-nos a aprender o segredo da alegria cristã, recordando-nos que o cristianismo é, antes de mais, euanghelion, "boa nova", que tem o seu centro, aliás o seu próprio conteúdo, na pessoa de Cristo".


Eu, enquanto pobre peregrino nesta terra inóspita que meus pés cansados percorrem, em busca da Luz e da Paz, tenho apenas estas palavras de ansiedade e esperança:

"Fica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo" (cfr. Lc 24,29): porventura uma das frases mais belas e dramáticas de todo o Evangelho...


Que palavras consoladoras, as de João Paulo II, na sua Carta Apostólica "Mane Nobiscum Domine":

"Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso companheiro (...). Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra segue-se a luz que brota do "Pão da vida", pelo qual Cristo cumpre de modo supremo a sua promessa de "estar connosco todos os dias até ao fim do mundo" (cf.Mt 28,20).



Imagem: Selo comemorativo do III centenário da proclamação da padroeira de Portugal.
Posto em circulação em 1946.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ai o Amor!... e a Dor!


Ai o Amor!

Até nos dói por dentro!

Talvez seja o medo de um dia...


Meu Deus, fazei-nos viver no Teu Tempo, o qual não tem limites... não tem fim…

Olha, foste Tu que disseste: Não separem o que Eu uni…
Nem a Morte, Senhor!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Se eu não te amasse tanto assim...



"Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração... "



[Ivete Sangalo cantando com Roberto Carlos, no álbum deste “Duetos”- (“Se eu não te amasse tanto assim”)].


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pensamentos rebeldes à solta...


Cheguei cansado a casa. E, paradoxalmente, aqui entrei muito mais cedo do que é habitual.

O pensamento corre livre, durante o dia, quando nos distraímos e eis que, de súbito, ele aí está à nossa frente e nos interroga:

Porquê o ruir dos sonhos de todos nós? Porque é que a nossa sociedade retrocedeu em tantos aspectos, ficou pior, mais selvagem, sob a (falsa) capa da democracia? Porque é que o Homem nunca consegue fazer a ponte entre tudo aquilo que de melhor se construiu, em vez de tudo destruir, muitas vezes por preconceitos meramente ideológicos ou filosóficos?

Quando penso no meu Portugal de infância, os meus pais ainda vivos, todo aquele azul de mar que vivia nos olhos do meu tão querido avô João, aquele que um dia, com a ilusão da idade, quis ir para a guerra na minha vez!

Porque é que desapareceu o meu Portugal dos Sonhos, da Beleza, dos grandes Ideais, o Portugal do Minho a Timor, o Portugal que vivia à Sombra de Deus, e onde, num registo pessoal, ainda não tinha a Morte entrado, e onde tudo era possível? Até diversos povos, de raças diferentes e com costumes diversos viviam à sombra da (então) grande bandeira portuguesa!

A notícia que o Jornal “Expresso” deu acerca dos antigos soldados portugueses, e que eu relatei, não me tem deixado tranquilo. E provocou-me uma tão grande dor! Que perdura, perdura…. Como é que se pode construir uma sociedade melhor sobre o sofrimento de tanta gente abandonada e entregue aos seus algozes? Traídos que foram, eles que também eram portugueses de pleno direito?!! E que queriam continuar a sê-lo!

Que Alma pequena os homens de hoje têm!

Que pobres que hoje somos, sob o peso de tanta opulência de bens materiais!

De mãos vazias para aqueles que um dia acreditaram que o Sonho era eterno!
Nota: Ao meu querido Avô João, com saudade sem fim, o qual imagino sempre que posso encontrar assim de súbito, ao virar de uma esquina, nesta cidade que ele tão bem conheceu... o Tejo e toda a Poesia que nele vive; ao seu grande coração, ao seu amor, à sua coragem, à sua dedicação. Ele, que nunca traíu...

sábado, 1 de setembro de 2007

Santa Beatriz da Silva: o dom da contemplação e a devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria


“Todos os bens me vieram juntamente com ela e pelas suas mãos recebi inumeráveis riquezas. Quem tem a seu favor a Santíssima Virgem (e têm-na todos os que a amam deveras) possui um tesouro infinito, porque possui o próprio Deus.”
(do Livro da Sabedoria)
Vem este excerto a propósito deste primeiro Sábado, dia 1 de Setembro, no qual a Igreja celebra a memória de Santa Beatriz da Silva, Virgem. Com efeito, S. Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, nasceu em Ceuta por volta de 1424 ou 26 (embora o Padre Marcelino Caldeira, na sua biografia sobre a santa, afirme que ela nasceu em Campo Maior, filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide-Mor da Vila). De qualquer modo, viveu a jovem nas mágicas planícies do nosso Alentejo, e daqui passou à corte de Castela em 1447 como dama de honor da Infanta D. Isabel de Portugal. Esta, já Rainha em Espanha, ciumenta da beleza de Beatriz, fechou-a num cofre, ou num caixão, ou emparedou-a mesmo, supondo que assim morresse a jovem. Contudo, nos dias em que permaneceu nessa prisão, apareceu-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, protegendo-a. Não tendo conseguido os seus intentos, a Rainha deixou-a partir para onde quisesse, e ela retirou-se para Toledo, onde permanceu cerca de 30 anos. Ali, e ajudada pela Rainha Isabel, a “ Católica” (filha daquela que a tentara matar) fundou a Ordem das Concepcionistas Franciscanas. Com efeito, em 1484 fundou o Instituto que mais tarde tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas) e que foi aprovado pelo Papa Inocêncio VIII em 1489.
Pouco depois de fazer profissão religiosa, faleceu com fama de santidade, tendo sido beatificada pelo Papa Pio XI em 28 Julho de 1926, e canonizada por Paulo VI a 3 de Outubro de 1976.
Hoje em dia, em Campo Maior, celebra-se no 1º Domingo de Setembro a Festa litúrgica de Santa Beatriz da Silva, que compreende Missa e Procissão. Esta, integrando a imagem da Santa, sai da Igreja de São João.
Para além deste perfume de santidade, vejam como se respira aqui toda a poesia das Almas que se abandonam a Deus e ao amor à Virgem Maria...
(republicação minha).

Ex- combatentes guineenses do Ultramar traídos por Lisboa



Publicou hoje o “Expresso” uma notícia que não é novidade: os ex-militares guineenses que combateram no Exército Português, perseguidos e, muitos deles fuzilados, após a entrega da Província Portuguesa de Guiné-Bissau a movimentos de inspiração soviética, encontram-se na miséria. Apesar do “Acordo de Argel” de 1974, que previa o pagamento, por Portugal, de pensões de reforma, invalidez e sangue aos seus combatentes guineenses, muitos deles soldados “Comandos” (!) aquele nunca foi cumprido.

Assim, perderam aqueles que acreditaram num Portugal pluricontinental e plurirracial: brancos e negros. Estes últimos foram ali deixados, em solo anteriormente português, abandonados à sua (triste) sorte.

Actos destes, de verdadeira traição, desonram quem os pratica…
Nota: a foto foi retirada, após aturada pesquisa, da excelente página web " Comandos Portugueses" - com a devida vénia. Quem a quiser consultar aqui fica o link:
Em Tempo: A fotografia acima comove-me tanto! Pertencíamos todos à mesma Nação... imensa!