Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na Sombra do Poder - Pedro Feytor Pinto








Perguntei nesta terça-feira na "minha" livraria - a Bulhosa - se tinham já disponível o livro de Pedro Feytor Pinto - "Na Sombra do Poder", da Dom Quixote. Que não, embora já o tivessem "registado", seja lá isso o que for...



Já me tinha interrogado o que seria feito desse fidelíssimo colaborador de Marcello Caetano. Afinal, ele aí está, para nos contar mais alguma coisa sobre a verdadeira história que envolveu um dos episódios mais tristes do dia 25 de Abril: a traição da GNR que, no Largo do Carmo, se acobardou perante uns meros soldadinhos mal preparados e indisciplinados...

Vamos esperar ansiosamente pelo livro e pelo prazer de folhear as suas 400 folhas...



Etiquetas:

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril 2011: mais uma razão para desesperadamente lembrar Marcello Caetano



“Para que todos os Portugueses possam ter melhores condições de vida é preciso que a Nação seja mais rica produzindo mais bens. Só se reparte o que há (…)”.


Prof. Marcello Caetano, 10 de Fevereiro de 1969 (segunda palestra pela Rádio e Televisão).

É verdade. Mas atente-se que ao tempo Portugal crescia na ordem dos 10% (dez!!!), tinha agricultura, uma grande frota de pescas, uma forte indústria, um sector altamente prestigiado, a nível internacional, de construção e reparação naval, uma forte marinha mercante.

Pelo contrário, hoje nada se produz neste País em saldo, pois que a política escolhida pelos “democratas abrilistas” foi a destruição completa do sector produtivo nacional, por preconceitos ideológicos numa primeira fase e, mais tarde, por “ordem” dessa União Europeia que nos despreza. Não é de estranhar: não nos demos ao respeito como no passado, no qual Portugal foi temido.






Etiquetas:

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quinta-Feira Santa: Cantique de Jean Racine




Nesta manhã de Quinta-Feira Santa ecoa aqui comigo o "Cantique de Jean Racine", de Fauré, numa gravação feita em 1998, na Winchester Cathedral, no Condado de Hampshire:



"Verbe égal au Très Haut!
Notre unique espérance
Jour éternel de la terre et des cieux!
Nous rompons le silence, Divin Sauveur!
Jette sur nous les yeux, Divin Sauveur!
Jette sur nous les yeux!
Répands sur nous le feu de ta grâce puissante,
Que tout l'enfer! fuie au son de ta voix!
Dissipe le sommeil d'une âme languissante!
Qui la conduit à l'oubli de tes lois!
O Christ sois favorable à ce peuple fidèle
Pour te bénir maintenant rassemblé
Reçois les chants qu'il offre
A ta gloire immortelle,
Et de tes dons, qu'il retourne comblé."








É tudo o que temos, é a nossa única esperança...

Etiquetas:

domingo, 17 de abril de 2011

Chegados a Domingo de Ramos...



Chegado a Domingo de Ramos, que direi?


Que sou péssimo em seguir os ditames da Santa Igreja. Embora tenha sempre Deus no meu pensamento, mesmo quando “asneiro”, o facto é que não rezo como devia, não tenho conseguido realizar os meus deveres específicos desta época quaresmal. Até parece que o Inimigo me está a vencer…


Apenas olho para o meu sogro, outrora tão ríspido de seu feitio, e que hoje até me “atira” um beijo, levando a mão trémula à boca… Afago-lhe o cabelinho branco, curtinho, e ele fecha os olhos docemente, deixando-se acariciar, sentindo certamente o meu gesto.


Que Deus me possa relevar o desnorte da minha vida, pela ternura que tenho perante este sofrimento que vejo à minha volta…


Etiquetas:

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tudo ao abandono.


O peito dele subia e descia, a respiração um pouco acelerada, movimentos da mão porventura inconscientes a ajeitar o lençol da cama. E a minha mulher, sem dar conta de que eu ali estava há já uns bons cinco minutos, a agarrar-lhe a mão… creio que estava a rezar… fiquei ali quieto, sem saber se deveria ir-me embora. Se o tivesse feito, ninguém saberia que eu ali tinha estado…


Saí convencido de que nunca mais o verei a tratar do seu jardim, na província. Hoje tudo ao abandono, a secar com este sol…

Como ele.

Lembra-me, o seu rosto, o meu querido e muito amado avô João. Magro, sofrido.


A vida só se repete nas coisas más…


Etiquetas:

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os clássicos russos e a eternidade.


Hoje, para constratar com a luminosidade do dia, ouvi, enquanto trabalhava, o Piano Concerto Nº2 de Shostakovich.


Etiquetas:

domingo, 10 de abril de 2011

A vida sem horizontes.


Não se devia trabalhar ao Domingo. Mas esta vida dita “moderna” não se compadece com a nossa necessidade de descansar o corpo e deixar repousar o espírito no Senhor, pois que é d’Ele o Dia.


Hoje, um dia tão lindo, o mar a chamar-me, e eu prisioneiro em casa, a ler coisas de Direito por obrigação…apenas uma visita rápida ao meu sogro em Santa Maria, uma tristeza sem fim… a vida por um fio, esperanças de futuro impossíveis… a vida já passou…agora, só o Senhor providenciará…


É por isso que penso que cada dia que perdemos neste mundo é um verdadeiro crime.


O Tempo não nos concede bónus… Os horizontes definitivamente perdidos...


E esta depressão meu Deus, a sugar-me a vida!

Etiquetas:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Política dos lobos... maus.


No Diário da República de hoje pode ler-se uma Resolução da Assembleia da República (n.º 69/2011) na qual esta recomenda ao Governo uma nova política de controlo das populações de animais errantes


Ao ler isto, pensei de imediato nos nossos governantes: estes sim, assemelham-se a autênticos animais errantes, alguns dos quais vindos das faldas das serras, como o actual primeiro-ministro, desconhecidos dos povoados, e nestes ferram os dentes enquanto podem, fugindo depois para as profundezas do Inferno, donde vieram atormentar as almas do incauto povo…


Etiquetas:

sábado, 2 de abril de 2011

L'important, C'est La Rose…


Hoje ao fim do dia, entro no carro, refúgio (ilusório, mas refúgio, quand même…) de qualquer homem e, largando um suspiro de alívio e desejo de evasão, agarro-me ao volante do BM.


Deixo-me ficar assim por uns instantes: só eu e o bichinho a ronronar, impaciente. Tenho de ir à Almedina do Oriente pescar um livro chato de Direito. Mas a esta hora vamos saborear o curto passeio, ok?


Ponho o cd e oiço o Gilbert Bécaud: L'important, C'est La Rose…


E penso que a sua morte foi uma obscenidade. Aquela voz é insubstituível. Aliás como todos os cantores franceses que nos falam de um mundo que já não existe nesta nossa (?!)Europa.


Por isso penso que a Morte não é aquela "Irmã” como romanceia o franciscanismo, mas sim um monstro que ainda não foi destruído.


De facto, a ressurreição de Jesus Cristo contém misteriosamente a ressurreição de todo o Seu Corpo. Quando chegar o Tempo da ressurreição do Seu Corpo Místico, a Igreja, ou seja, todos nós, então os ossos ressequidos receberão o “sopro da vida” (Ez 37, 1 ss.) pois, segundo São Paulo, “nós, que somos muitos, constituímos um só corpo em Cristo" (Rm 12, 4).


Mas, até chegar a nossa hora, como diria o meu José Agostinho Baptista, a angústia é inevitável.

“Toi qui marches dans le vent
Seul dans la trop grande ville

Avec le cafard tranquille du passant

Toi qu'elle a laissé tomber

Pour courir vers d'autres lunes

Pour courir d'autres fortunes

L'important...

Etiquetas:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Michael Bublé casou-se!




É dia 1 de Abril mas não é mentira: acabo de ler no "DN on-line" que o extraordinário cantor Michael Bublé casou-se com a actriz Luisana Lopilato. Em Buenos Aires, terra natal da noiva.


De certo que já dançaram o tango...


Prevejo muitos corações femininos destroçados...


Etiquetas: