Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sábado, 30 de agosto de 2008

Alzheimer II


No "Expresso" deste Sábado, a (encomendada) parangona é a seguinte: "Governo irritado com brandura dos juízes".

Para enganar o povoléu mais ignaro, pois claro... como se não fosse a Assembleia da República a fonte do poder legislativo, ao qual todos (incluindo os Juízes) têm de obedecer...

Como se este governo não se tenha insurgido em tempo mais recuado contra a medida de coacção "prisão preventiva", acusando os Juízes de a utilizar em excesso!

Agora vêm dizer que a não aplicam ? Remeto para o "postal" abaixo publicado. Andam desnorteados, não sabem o que querem... demagógicos, tal como os seus antecessores da I República!



Nota: a foto é da autoria de Iordanis Tsapis, do "Correio da Manhã". Com a devida vénia.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pinto Monteiro com Alzheimer ?


Pinto Monteiro veio defender que os magistrados devem aplicar mais a prisão preventiva. Posição algo abstrusa, quando precisamente os casos em que esta poderá ter lugar foram drasticamente reduzidos, por via da recentíssima “reforma penal”, que apenas admite essa figura para os crimes com moldura penal acima dos cinco anos, quando anteriormente ela poderia ser aplicada a crimes com uma moldura penal acima dos três anos.

Alzheimer ataca?

O novo Código Penal e de Processo Penal, em vigor desde 15 de Setembro de 2007, encurtou os prazos de investigação (oito meses) e de aplicação da prisão preventiva (quatro meses, sem que tenha sido deduzida acusação ou oito meses sem que haja lugar a instrução do processo). E vem agora José Magalhães (PS) dizer a todo o País, através da TV, que são os Magistrados que não sabem interpretar as leis que eles “cozinham” em São Bento… É preciso descaramento!

Então a filosofia da “Lei de Política Criminal” deste governo não vai no sentido de considerar a aplicação da medida de coação – prisão preventiva - como “absolutamente excepcional”?

São estes políticos “ressabiados” (estes estão ressabiados desde 1926…), que reduziram Portugal a uma quinta, propriedade de malfeitores.

Estamos cercados de marginais e por eles presos dentro do nosso próprio País!

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Elas não acreditam...


Estás deslumbrante!, dizia-lhe hoje (oops! já passa da meia-noite...), enquanto caminhávamos na Praça de Londres, já a chegar à Mexicana (sou fanático desta velha referência lisboeta), para almoçarmos. Mais bela que há vinte anos!

Não acredito!, disse ela, até com uma certa irritação na voz. Então estou hoje melhor que há vinte anos?!

Pois… as mulheres são os nossos pecados! Como convencê-la que é nesta idade que elas são mais belas, pois como que desabrocham tal como uma rosa, tornam-se mais misteriosas e sedutoras, o corpo mais macio, mais suave, mais doce no percorrer das suas colinas...

E a poesia do andar, mais seguro, certas de que estão a ser admiradas, a elegância do vestido, objecto de desejo, o pisar seguro na calçada, o esvoaçar de uma écharpe… enfim, a poesia a passar na rua…

Ai pecados meus!

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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Porque gosto dele...



Sempre gostei muito do Norte. Ela também. Todavia, os nossos caminhos delinearam-se sempre pela (hoje triste) capital deste País. Obrigações profissionais e algumas relações da família dela (a minha há muito muito muito tempo que sucumbiu dramaticamente à fragilidade da vida…) levaram-nos a ficar por cá. Mas sempre na esperança de, um dia, podermos partir, finalmente, para um local onde se possa viver mais em paz, cercados pelo verde da paisagem, a verdade da terra, do calor das pessoas, e onde a Fé se viva em plenitude. Esse local só no Norte existe.

Um dia, bem o sabemos, deixaremos a nossa casa, e partiremos. Sem problemas de maior, pois que a nossa casa são os livros, os quadros que contemplamos, muitas vezes ao fim de um dia de trabalho, extenuados por tanta luta, muitas vezes inútil e sem razão. A nossa casa são também os amigos que a enchem ao longo de um ano… Ah! Se pudéssemos convencer alguns a ir connosco um dia! Estou-me a lembrar do Miguel e da Isabel, das suas filhotas Joana e Maria (as nossas herdeiras…), da Maria do Céu, do Abel, da Irene, da Isabel, do Manuel, do António, do Álvaro, do Armindo, do Quintã…

Mas alguns já lá estão… alguns padres amigos, em Avessadas, outro em Braga, e… o Coutinho Ribeiro!

Pois é verdade. Como ele próprio diz, gente que se preza! É mesmo! Que se estima e que dá cá um gosto estar à conversa!...

A escrita revela muito da pessoa. E, ao longo dos anos, o Coutinho tem escrito sobre o seu amor à vida, aos seus pais, aos seus filhos. Tudo “coisas” importantes e que tanta gente despreza. Gente que despreza o amor, despreza a família, despreza as crianças, não quer saber de filhos nem de os ter. Conheço tantos assim!

Coutinho é um homem bom, e um homem rico: rico de saber, rico do amor que lhe têm os filhos e, não é preciso conhecer, para adivinhar o amor que lhe têm os pais…

Como é bom ter os “velhotes” connosco! Como é fantástico ir a conduzir numa rua e ver o pai, dizer adeus, até logo que vou aqui com uns amigos… o amor todo ali perto, tão perto que basta estender a mão…

Por tudo aquilo que eu não tenho, que não pude ter, e que considero importante, sinto-me feliz por o meu amigo Coutinho ter, saborear como eu vejo que ele saboreia… ele merece: ele é dos (pouquíssimos) homens bons que tenho o privilégio de conhecer.

Bem ajas, Amigo! Acredites muito ou não, rezarei sempre por ti e pelos teus!

(Haveria muito mais a dizer, mas não tenho palavras para traduzir aquilo que me vai na Alma! E também não consigo, pois que já não vejo bem o teclado…).




Nota: na fotografia - a Igreja Matriz de Soalhães - a maior freguesia de Marco de Canavezes. Retirada do magnífico blogue de Nelson Soares (http://soalhaes.com.sapo.pt/index.htm
).
Com a devida vénia.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Os Cinco"


A memória da nossa infância é muito forte, para o bem e para o mal.

Prova disso é o facto dos britânicos, apesar do “encantamento” criado por J.K. Rowling e da sua saga "Harry Potter", terem agora escolhido Enid Blyton, criadora da série de livros infantis “Os Cinco”, como a sua escritora preferida.

Esta notícia, publica pelo “SOL” on-line, recorda-me como num verão muito belo da minha infância, na vila de Mação (Beira-Baixa), num Portugal ameno e tranquilo (digam lá o que disserem os detractores desse tempo), comecei a ler o primeiro livro de “Os Cinco”.

Tenho de o ir buscar à arrecadação… aliás, tenho-os lá todos, em primeira edição daqueles já longínquos anos sessenta. Da Editorial Notícias, se não estou em erro. Muito bem tratados, apesar de intensamente lidos...

Aquele comprou-me o meu saudoso pai aqui em Lisboa, no Rossio. Pensava ele que o livro daria para todas as férias “grandes”… li-o em poucos dias… e ali, na província, não foi possível comprar outros…

Ao tempo, marcou-me muito a leitura de toda a colecção: vivi aquelas aventuras como se fossem minhas, apreendi outro modo de pensar, outras vivências, outros comportamentos e atitudes.


Um tempo em que a vida passava obrigatoriamente pelo prazer de ler. Logo na infância…

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sábado, 16 de agosto de 2008

Etiquetas nas mensagens: organização precisa-se...




Nestes breves dias de lazer, junto ao meu mar, aproveito para elaborar etiquetas para todos os artigos publicados.


Porém, até agora, apenas estão etiquetados os textos do corrente ano.
Férias são férias...


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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Assunção da Virgem Santa Maria.



Não podia deixar passar esta sexta-feira, feriado (por enquanto...) nacional, sem aqui fazer uma breve referência à memória, que hoje a Igreja faz, da Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

Com efeito, celebramos Maria recebida por Deus, em corpo e alma.


N'Este repousa a nossa esperança de que, também quando partirmos, por Ele sejamos acolhidos, certamente não em virtude de nossos merecimentos, mas por via da Sua Compaixão e Misericórdia.


Maria, Rainha-Mãe, Rainha de Portugal, Mãe de Jesus.


Com Ela, acreditamos que viveremos numa terra de "leite e mel", na companhia do Senhor, dono da História e do nosso destino colectivo.





Nota I: na foto, a imagem de Nossa Senhora, da Igreja Matriz de Cacela Velha, Sotavento Algarvio.
Nota II: A actual Igreja Matriz de Cacela-Velha foi edificada em 1518 sobre as ruínas da primitiva construção medieval, dos fins do século XIII. Portugal e a sua História...
Nota III: Do adro da Igreja desfruta-se uma paisagem deslumbrante sobre a ria Formosa. Aos nossos pés, para poente, o horizonte não tem fim...
Nota IV: clicar na foto para ampliar.

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Jazz no Verão...


A Júlia, neste tempo de verão, anda a ouvir, lá para as bandas do Porto, um tal de Donny McCaslin (Sax Tenor)...
Sem desprimor, prefiro a "minha" Joss Stone, à beira mar...

Convenhamos...

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Férias breves - pensando no Senhor...



Ainda hoje, contemplando o mar, de um azul-turquesa que só aqui existe, dizia para ela que o mundo poderia ser um paraíso. Que seria tudo tão fácil, tão tranquilo… um lugar onde, sempre que quiséssemos, poderíamos estender as nossas mãos e tocar em Jesus, e falar com Ele. Abraçá-Lo. Reclinar a nossa cabeça no Seu peito... ai se um padre lê isto dirá: mas que doido! Pois é... mas... que lindo que seria!

Hoje, ao ler Santo António, com o mar aos pés (adoro o mar, o seu cheiro, o barulho do marulhar das ondas... não sei viver sem ele!), atento nesta passagem:

“Se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará" (João, 16,23).

O amor e a misericórdia são dons do Pai: devemos pedi-los em nome de Jesus Cristo, nosso Mediador. Assim, eu hoje peço:

Senhor, faz com que desça ao meu pobre coração a Tua Paz, a Tua Tranquilidade. Para que ele não se sobressalte com este tempo tão agreste, tão cheio de espinhos, e não tema este quotidiano tão difícil... e não se atormente com o dia de amanhã...

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

De novo, Santa Clara.




Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu os passos de São Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.


Em 11 de Agosto de 1253, Santa Clara de Assis deixou-nos e entrou na glória eterna.


Ao tempo, o seu corpo foi levado para a Igreja de São Jorge onde também repousa São Francisco. No dia 3 de Outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara; ali permanece perto do altar com uma simples inscrição: "Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara".


Clara de Assis foi uma mulher de rara beleza. O Bem, na verdade, é belo.

Por que razão Clara é bela? Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma…

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domingo, 10 de agosto de 2008

Palavras loucas V: Carta de (des)amor.


Magoaste-me? Magoei-te? Talvez pela tua indiferença. Ou talvez seja apenas o teu modo de estar. Tranquilo, demasiado tranquilo para a minha maneira de ser, louca e irrequieta, apesar dos meus 50 anos.

E há momentos em que sinto a minha alma perdida e mal amada.

Como hoje, dia em que descemos até ao mar, que já não víamos há tanto tempo.
Dia que deveria ser de redenção e não o foi.
Dia que deveria ser mágico, superlativo, e foi insignificante. Agreste.

Lutámos com palavras sem sentido. Será que a mente das mulheres envelhece mais cedo que a dos homens? Acomodar-se-á mais facilmente ao “rame-rame” dos dias que correm, qual rio indolente e adormecido?

Nós homens somos rebeldes, combativos, guerreiros; por tudo e por nada discutimos, gritamos, enervamo-nos. Por dá cá aquela palha…

Elas não. Deixam calmamente fluir os seus rios interiores, contentando-se com a superfície calma dos mesmos. Ora, a nós o que nos apetece é agitar essa superfície lisa, e torná-la alterosa, arrebatada, enfim, desinquietá-la.

E é assim que vai passando à nossa frente o Tempo, que não espera por nós.

Com a minha impaciência talvez que eu não ajude…
Mas sabes que não estaremos sempre aqui, e que este tempo, este espaço, este amor, não se repetirão ( e por vezes o que nós homens queremos é tão só um abraço, deitar a cabeça no colo e receber festas...).

É por isso que não compreendo os teus vagares, como se o amor pudesse esperar pelo dia seguinte.


É que, não esqueças, poderá não existir dia seguinte.

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sábado, 9 de agosto de 2008

O Senhor está connosco.


Nos tempos que correm, estamos numa grande guerra espiritual.

Todos nós, aliás, travamos as nossas lutas diárias contra o Mal.

A Palavra de Deus diz-nos que precisamos alimentar as nossas almas com a nossa plena confiança em Deus.

"Não tenhais medo!" repetiu vezes sem conta o saudoso João Paulo II.

De facto, nós não devemos ter medo do Mal, que aparenta ser poderoso. Não estamos sozinhos: o Senhor está connosco, Ele anda à nossa frente e sempre nos protegerá.


Apesar das quedas e das nossas vidas sinuosas.

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Da política-nojo.


Detesto escrever sobre a política concreta e comezinha deste País – dá-me nojo.

Todavia, e como os temas do XVI Congresso da Juventude Socialista, que teve lugar no Porto, “beliscam” os valores defendidos neste “blog”, não posso deixar de passar em claro tal “evento”, ainda que sob brevíssimas linhas, que as “teses” ali defendidas não merecem mais.

Já se sabe, pelo historial de tais congressos, que estes são apenas um “curso prático” para “carreiristas” políticos, futuros deputados da Nação (?!?), futuros ministros, futuros gestores (?!?) públicos.

Não constituem uma oportunidade séria para serem debatidos os verdadeiros problemas que atormentam os portugueses: o estado (moribundo) da nossa economia, o crescente desemprego, a precariedade laboral, os baixos salários, o endividamento das famílias, a subida das taxas de juro, a (des)educação, a saúde e, helás! a segurança (mais propriamente a falta dela).


Senão, atente-se:

Os temas abordados na Cidade Invicta foram os casamentos homossexuais, (a grande bandeira da juventude socialista), a adopção por casais 'gay', ou o reconhecimento, na lei portuguesa, da mudança de sexo.
Consideradas, pela JS, como grandes “conquistas”, alcançadas pelo primeiro-ministro, temos a despenalização do aborto, ou o fim do divórcio litigioso.



Como já disse alguém, somos governados por uma autêntica seita satânica…




Nota I: a foto é do "DN";
Nota II: Como nela se pode constatar, o Portugal de hoje é um "pavilhão" de alienados...

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Alexandre Soljenitsyne: o Último Guerreiro.


Soube hoje pelos “media” que Alexander Soljenitsin faleceu.

Um verdadeiro heroi e sobrevivente dos horrores do sistema soviético, que tão bem narrou nos dois livros que dele li: "Arquipélago de Gulag" e “ Pavilhão de Cancerosos”.

Horrores tais que, tendo lido essas obras há cerca de 30 anos, deitei-as fora, para de algum modo tentar esquecer todas as atrocidades ali descritas.

Tal era o regime que os nossos “democratas” e “antifascistas” defendiam e procuraram, durante meio século, implantar no nosso País!


A História o que tem de dramático é só saber-se a "sua" verdade as mais das vezes tarde de mais.

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De novo, Pádua...



Passa da meia-noite. O Domingo findou. Não sei porquê, estou deprimido. Os Domingos deprimem-me. Bem sei que são os dias do Senhor... mas todos nós somos demasiados humanos... por vezes penso que na minha juventude, se tal tem sido possível, bem que poderia ter abraçado a vida monástica e contemplativa. Mas nessa época, ainda não tinha nascido para Cristo.
Mas também sinto que a minha alma não cabe neste corpo, limitado e finito. Tenho sede de amor, de sonhos, de horizontes, de espaços sem fim. Mas só vejo Lisboa, tão deserta, tão agreste. Eu sei que o que acabo de dizer é uma contradição, mas eu sou mesmo assim: muito muito complicado...

Bem sei que tenho de me voltar para Deus, e tentar esquecer um pouco este rodopio que é a minha vida.
Voltar-me para Deus. Sempre. Ele é a minha única fonte de esperança. A minha possibilidade de redenção.

Vou aqui escrever umas linhas breves sobre a ida a Pádua. Na foto está o nosso interlocutor privilegiado em Pádua: Frei Enzo, franciscano conventual, que tudo fez para que conhecêssemos melhor os segredos maravilhosos de Santo António.

Viu-nos como peregrinos e deu-nos guarida. Viu-nos com fome, e deu-nos de comer. Viu-nos com sede de amor e amizade, e ofereceu-nos todo o calor humano da sua Ordem.

Todos ficámos com vontade de voltar: queira Deus que possamos um dia fazer a “Pellegrinaggio a Piedi - Camposampiero/Padova”, a qual se traduz num percurso a pé de 25 km; é um caminho antoniano por excelência, aquele que separa a localidade de Camposampiero da Basilica de Santo Antonio em Pádua.

É o percurso do Santo moribundo, transportado num carro de bois, desde Camposampiero, lugar do seu último eremitério, passando por Arcella, onde ele morreu, até ao lugar de "Santa Maria", onde hoje se situa a sua Basílica, e onde está sepultado.

Santo que morreu para o mundo, mas que o não deixou: continua a interceder por nós, junto do seu Menino Jesus:

Relembro aqui o relato de Enzo, acerca de um paroquiano, já desenganado pelos médicos, com pouco mais de um ou dois meses de vida: começou a rezar todos os dias junto do túmulo do Santo, apenas lhe pedindo alguma qualidade de vida até ao final que se avizinhava: curado ficou, sem que os clínicos possam explicar o desaparecimento da terrível doença.

Outro caso curioso: um casal, no mínimo agnóstico, que fazia tratamentos de fertilidade numa conceituada clínica de Pádua, mas sem êxito. Entra a mulher na Basílica, perguntando quem era aquele Santo que tinha um menino ao colo: explicaram-lhe, com muito escândalo pela ignorância demonstrada, que se tratava do “Il Santo"!

E a mulher ali no interior da Basílica fez um escarcéu, virando-se para o Santo de punho fechado, e verberando-lhe o facto de ele ali ter um menino ao colo e ela, casada, que não conseguia ter um filho!

Voltou meses mais tarde à clínica de Pádua, para novas consultas e, espantados ficaram os médicos, que lhe perguntaram que fazia ela ali, pois que estava no início de uma (até aí impossível) gravidez!

O menino nasceu, e com ele uma fé que estava esquecida. Ah! O menino tomou o nome de António…

Para glória de Deus.

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