Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sacanas Sem Lei!



O filme de Tarantino é inspirador: estas eleições legislativas elegeram um grupo de sacanas sem lei...

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eleições, pão e circo.


No rescaldo das eleições legislativas, que deram uma (sofrível) vitória ao Partido Socialista, maçon e laico (onde estão os católicos deste País?!), atentemos na percentagem de abstenções: praticamente 40%!

Parece que os portugueses, afinal, não se interessam pelo “sistema democrático” e o respectivo método de eleger quem os governa (in casu, desgoverna…). Curioso: esta “gentinha” que hoje ocupa os corredores do poder andou a dizer-nos, mesmo antes do 25 de Abril, que durante o Estado Novo o pobre povo não podia expressar os seus anseios, através de eleições “livres”. Afinal, agora que temos um arremedo de democracia (estamos longe de uma Suécia ou duma Noruega), não querem ver que os ingratos viram costas ao dever cívico de escolher os seus “representantes” para a Assembleia da República e, consequentemente, escolherem o primeiro-ministro?


Afinal, as massas gostam é de “esmiuçar” gatos fedorentos e idiotices do género… pão e circo é que o nosso povo quer…

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sábado, 26 de setembro de 2009

Eleições: Acorda, Portugal!

Vem a propósito, em vésperas de eleições, citar o “Compêndio sobre a Doutrina Social da Igreja, o qual salienta que “ o cristão não pode pretender encontrar um partido que responda plenamente às exigências éticas que nascem da fé e da pertença à Igreja: a sua adesão a uma corrente política não será jamais ideológica, mas sempre crítica, a fim de que o partido e o seu projecto político sejam estimulados a realizar formas sempre mais atentas de obtenção do verdadeiro bem comum, incluindo os fins espirituais do homem”.


Atenção, pois, aos grupos ocultos que estão representados neste Governo e… que tanto têm perseguido a Igreja Católica!

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Recolhimento II: um novo Outono.

O Outono chegou. E com ele inicio um “Moleskine, pois perco imenso material fiando-me na minha memória, que está péssima. Sequelas de grandes tormentos…

Levantei-me às 6H. Gosto deste horário matinal, pese embora o vício de me deitar tarde, andar sem destino pela casa, visitando a sua geografia, da sala para a cozinha (tentações gastronómicas…), desta para a sala. Sentar-me e assistir a um debate (perda de tempo mas que querem?), um filme… enfim, as horas escorrendo , a noite ficando cada vez mais breve, daí a pouco é madrugada e é preciso enfrentar um novo dia …

Na “Mexicana”, após um café e a leitura do “Público” (o Sócrates odeia este jornal… mas ele não odeia tudo e todos?!), Missa em São João de Deus, a única zona da cidade de Lisboa capaz de me reconciliar com este viver citadino. O ar leve e ainda fresco, virginal, da manhã. Jesus espera-me no interior da Igreja, construída num tempo em que esta Nação tinha um rumo e um ideal.

Igreja silenciosa, recolhida como eu gosto. Padre vindo do Leste…nada de “festarolas” a fazer cedências à “modernidade”…

Presentes a esta hora estão não os fiéis mas sim os fidelíssimos: aqueles que querem começar o dia cobertos com a Sombra de Jesus.

Como eu compreendo os membros da “Opus Dei” que iniciam escrupulosamente as manhãs com uma visita ao Senhor! Não conheço melhor forma de construir o quotidiano!

Recolhimento é a palavra que mais me ocorre nos dias que passam. Estou cansado de tanta agitação, de tantas acções menos dignas dos homens que deveriam ser solidários. Afinal, não somos todos irmãos em Cristo? Na prática, parece que não… tal o antagonismo que nos divide…
Lamento, mas não acredito (em geral) na bondade dos homens, muito menos na sua (falsa) sinceridade. Temos uma faceta muito selvagem que esta “civilização” não foi capaz de eliminar. Parece que vemos o outro como inimigo! E como esta atitude está longe da visão cristã!

Que fazer? Recolhimento do nosso ser parece ser a solução. Descansarmos na nossa intimidade, para reflectirmos e mergulharmos na sabedoria de Jesus, e transformarmo-nos por dentro. É uma luta de uma vida, lá isso é…

Virão dias cinzentos e frios. Virá a chuva com a sua música para nos fazer companhia. E, obrigando-nos a ficar em casa, esqueceremos a loucura da rua, e repousaremos o coração em Deus, nossa única Esperança.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Recolhimento I

Estava mergulhado no caos da cidade quando pensei o bem que me fazia poder parar um pouco este frenesim em que se tornou a vida, poder usufruir de um período de recolhimento. Não se trata de férias, que delas regressei, mas algo como subir à montanha, entrar num mosteiro e mergulhar a alma em Deus. Ler sem pressa e tranquilamente as Escrituras, toda a Bíblia aliás, e esquecer o Tempo. Respirar devagar, sem sobressaltos e sem ansiedade. E esperar por Jesus.
Nota: foto - Friendship highway, Tibete.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fim de férias, pausas... mas com Fé. Não nos homens, mas em Jesus.


Um longo interregno. As (diminutas) férias, até interrompidas a meio, o cansaço, a sensação de inutilidade de tanta coisa...


Mas hoje lembrei-me de vir aqui para, muma nota pessoal (tudo isto é sempre pessoalíssimo...), referir a incontornável beleza das nossas Igrejas.


Costumo dizer que não me custaria nada deixar definitivamente este País, apesar da sua gloriosa História, única em toda a Europa. Mas é um País que nos cansa: nele, as gentes acotovelam-se na maledicência, no desejo de fazer mal ao próximo, na inveja, (até dentro da própria Igreja!), terra onde abundam os falsos "amigos", os oportunistas, aqueles que "não podem ver uma camisa lavada a um pobre"...


Apenas teria saudade das nossas Igrejas, cujo interior foi construído por mãos inspiradas, mãos essas que não tiveram continuadores: como se o homem de agora tivesse perdido definitivamente o "poder" de criar Beleza. Creio bem que o perdeu...


Precisamente por causa dessas obras verdadeiramente inspiradas, ficamos apaixonados por uma ou outra que nos toca na alma e no coração, tantas vezes distraído com o superficial.


É o caso da imagem que representa Nossa Senhora de Fátima e que se encontra na Igreja da Conceição Velha, ali na Rua de Alfândega. E onde, sobre o altar, se encontra uma esplendorosa imagem de Nossa Senhora da Conceição, sendo esta aliás a Sua representação que mais aprecio e pela qual tenho uma verdadeira paixão. Contudo, a imagem de que falava, com uma suave inclinação da cabeça, detém o doce olhar em Santo António que está a seus pés, com o Menino Jesus ao colo. E, por sua vez, esta imagem do Santo também é a mais bela que conheço. Nem em Pádua vi uma imagem dele tão radiosa, o rosto tão inocente, jovem (ele morreu jovem...) e puro.



Não sei se foi por um "acaso" que as imagens foram ali colocadas mas, de qualquer modo, trata-se de uma feliz conjugação desta "trindade" ali presente: Nossa Senhora de Fátima a olhar amorosamente para o Santo, a quem confiou o Seu Filho.

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