Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 31 de julho de 2011

Amar não é pecado...


"Amar é partilhar, é dar sem pensar, é receber e agradecer, é sonhar a uma só voz e partilhar tempo e espaço, viagens e casas, amigos e família, passado e futuro."


Margarida Rebelo Pinto, na sua coluna do "Sol" "Com Muito Prazer". Com a devida vénia.


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terça-feira, 26 de julho de 2011

A (não) visibilidade dos Padres nas nossas ruas.


Nesta sociedade secularizada, onde o Mal se tornou banal, seria bom voltar a ver os padres na rua, identificados como tal.


Sempre gostei de ver um padre com o seu hábito eclesiástico. Tal como um advogado tem a sua toga…


Bento XVI já afirmou que "É urgente recuperar a consciência que impele aos sacerdotes a estarem presentes, identificáveis e reconhecíveis, tanto pela sua fé, pelas virtudes pessoais como pelos hábitos, cultura e caridade que foi sempre o centro da missão da Igreja ".

Recordo aqui São Francisco, para o qual a primeira forma de evangelizar concretizava-se no testemunho, no exemplo. Convidou o Santo um seu irmão para pregar na cidade. E os dois, de capuz na cabeça, com o seu hábito, de braços cruzados, olhos baixos atravessaram a cidade em silêncio. No final do percurso, o outro frade perguntou a Francisco: Onde iremos pregar? Ao que Francisco respondeu: já pregámos…

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domingo, 24 de julho de 2011

Santa Brígida (da Suécia).


Neste Sábado que acaba de findar, a Igreja celebrou Santa Brígida, padroeira da Europa. Bem que necessitados estamos da Sua protecção. Provavelmente, a Europa de hoje sofre as consequências da sua descristianização e da falta de solidariedade entre as nações que a compõem. No fundo, a falta de “caridade” entre os povos.

Revelações maravilhosas foram feitas por Jesus Cristo a esta Santa. Atentemos na seguinte passagem:


"Recebi em meu corpo, cinco mil, quatrocentos e oitenta ferimentos. Queres honrá-los em verdade, reza 15 Pais-nossos e 15 Ave-Marias diariamente, durante um ano. Ao terminar, tereis venerado cada uma das minhas chagas.” (Nosso Senhor a Santa Brígida).

Ainda não consegui realizar este intento. Santa Brígida me ajude a concretizá-lo.


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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vinhos do Tejo.


Ontem à noite, ao jantar, bebi um vinho do Tejo, ou melhor, da região Tejo. Ao que parece, começa a existir uma forte chamada de atenção para os vinhos desta região, injustificadamente esquecidos durante tantos anos.



Esquecidos como toda essa região do Ribatejo, outrora cheia de vida, como pude testemunhar quando, em miúdo, ia de férias para Alvega ou, na margem oposta, para Mação, mais ao norte, terras de encanto, de um outro País que dolorosamente não mais existe. Nem o País nem aqueles que ali conheci. Tudo morto. Como Portugal…

De facto, custa a crer que durante os anos “obscuros” do Estado Novo Portugal estivesse cheio de vida, de gentes laboriosas, de actividade económica em franco desenvolvimento, e agora estejamos (aliás desde 1974) em permanente agonia.

Hoje estão as zonas do interior em colapso, pelo abandono a que foram votadas. E andaram os governantes do Estado Novo a desenvolverem paulatinamente o coração do País, incentivando a fixação das populações, aí criando os mais diversos serviços do Estado (e não havendo à época donativos da União Europeia…) afinal para ser tudo destruído anos mais tarde!

No Anuário de 2009 do Instituto da Vinha e do Vinho pode ler-se que entre 1900 e 1960, a população da então chamada Metrópole, aumentou cerca de 61%, tendo tido na Região do Tejo sensivelmente a mesma evolução. Nos concelhos de maior incidência vitivinícola (Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém), o aumento de população naquele período foi de cerca de 175% e só em Almeirim este aumento foi de cerca de 228%!

Hoje, não há crescimento demográfico, talvez até por via das dramáticas condições financeiras das famílias – não há “espaço” para filhos!

Enfim, repito, hoje quase tudo está abandonado, salvo as grandes quintas do Ribatejo dedicadas á exploração da vinha. Valha-nos isso!

Pois voltando ao vinho, aquele que bebi, um branco muito leve, fresco, macio, aveludado e frutado, pela sua transparência fez-me recordar as águas do rio Tejo, igualmente translúcidas, onde há muitos muitos anos abandonei o corpo à suave ondulação das suas águas, nas muitas enseadas que existiam nas margens. E, na minha ilusão, olhando para aquele néctar da garrafa já perigosamente “atacado”, parecia-me ver de novo o velho barqueiro, que fazia o transbordo das pessoas que vinham da linda Estação da CP de Alvega-Ortiga, para a outra margem, a navegar naquelas águas, tocando com o seu grosso varapau as pedrinhas do rio visíveis lá no fundo, suavemente pousadas na areia, naqueles baixios do rio, e a vertigem da inclinação do barco, cheio de pessoas com as suas malas de viagem.

Hoje, perdida a casa dos meus bisavós, nada me resta. Apenas memórias amargas.




Nota: na foto (retirada do infelizmente desactivado blog "Alvega-info, para o qual escrevi em tempos alguns artigos), um barco bem velhinho, a descansar na margem esquerda do Tejo, talvez o mesmo que conheci em miúdo.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Leituras de Verão I



Ainda sem tempo para férias, vou-me debruçando sobre aquela literatura que poderíamos designar, sem desprimor claro, de "light". Acabo de ler a “Transa Atlântica”, de Mónica Marques, uma portuguesa que, por circunstâncias várias, radicou-se no Brasil, dedicando-se à escrita. Uma escrita que mais parece um diário de uma mulher e da sua vivência numa cidade como o Rio de Janeiro, com as suas praias, o famoso “Leblon”, e a tensão dos romances que se “vivem” naquelas paragens, o modo de pensar e viver dos brasileiros.


Eis um excerto:



“(...) carioca que se preze jamais entra na água de rabo de cavalo. Caminha, quase em bicos de pés, em direcção ao mar e negligentemente, antes de mergulhar, solta o cabelo, que só volta a prender após um tempo ao sol – se não mofa (...)".

O próximo que vou ler é o seu segundo livro: "Para Interromper o Amor" da Quetzal, que fala sobre essa matéria-prima delicada e intensa.

Enfim, tentemos esquecer a grande crise que vai aqui na Europa… provavelmente ainda teremos de emigrar para o Brasil, tal como fizemos no século XIX e em 1974…



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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto




Era uma mulher lindíssima, elegante, com aquele corpo a pedir os belos tailleurs que usava.

Creio que também linda por dentro: lutou, ao lado do seu marido, por uma certa ideia de Portugal, um Portugal profundamente católico e grandioso como Nação, no qual burocratas de Bruxelas e meras agências norte-americanas de “rating” não tivessem lugar.

Requiescat in pace.




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