Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

terça-feira, 28 de março de 2006

Na Pátria da Poesia, (ela que já foi romântica...)


PÁTRIA
Foste um mundo no mundo,
E és agora
O resto que de ti
Já não posso perder:
A terra, o mar e o céu
Que todo eu
Sei conhecer
Foste um sonho redondo,
E és agora
Um palmo de amargura
Retornada.
Amargura que em mim
Também nunca tem fim,
Por ter sido comigo baptizada.
Foste um destino aberto,
E és agora
Um destino fechado.
Destino igual ao meu, amortalhado
Nesta luz de incerteza
E de certeza
Que vem do sol presente e do passado.
Miguel Torga, Coimbra, 28 de Abril de 1977
(in Miguel Torga, "Poesia Completa" , Dom Quixote, 1ª edição, 2000).

quarta-feira, 22 de março de 2006

Lisboa, 22 de Março de 1922: Quando aqui morava a aventura...



Em Lisboa, a 22 de Março de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral iniciaram a Travessia Aérea do Atlântico, rumo ao Rio de Janeiro.

Gago Coutinho afirmou o seguinte:

Nós não fomos heróis. Usámos manhas de geógrafos, que se orientam pelo sol e pelas estrelas...
... eu sou um homem de café. Em toda a minha vida sempre fui simples. Quiseram fazer de mim uma outra pessoa quando do voo ao Brasil em 1922. Juntaram-nos no mesmo nome: Coutinho-Cabral, mas Sacadura era o chefe e o trabalho foi dele quase todo.

Do nevoeiro virá, talvez um dia, o nosso D. Sebastião. Mas foi através do perverso nevoeiro que desapareceu Sacadura Cabral, restando apenas alguns destroços do avião. Destroços. Tal como a Pátria.

segunda-feira, 20 de março de 2006

PORTUGAL: Damnatio Aeterna?



Manuel Villaverde Cabral “vem ao nosso encontro”:

Refere ele, no DN de Sábado, a propósito do novo contrato de trabalho para jovens (CPE) que o Governo de França pretende implementar já a partir do mês de Abril, e da revolta daqueles em Paris, que “Noutros Países, Portugal é um deles, os jovens sofrem o desemprego e a precariedade e não acontece nada. Estou surpreendido que isto aconteça (…); Não basta chegar, como aqui [em Portugal] e dizer que temos de apertar o cinto, falar no défice, e as pessoas ficam paralisadas. Lá não se fica paralisado. “

Na verdade, em Portugal há muito que se baixaram os braços. Interrogo-me onde estarão aqueles que “fizeram” o 25 de Abril e o que pensam de tudo isto.

Afinal, parece que apenas lutaram para que Portugal se consubstanciasse tão só neste rectângulozinho minúsculo e risível dentro (?) da Europa…

sexta-feira, 17 de março de 2006

Portugal é Feminino


Segundo um estudo hoje publicado no “DN”, Portugal é feminino. O projecto multinacional GLOBE (Global Leadership and Organizational Behavior Effectiveness) afirma que “ somos menos assertivos do que a média e os níveis de igualitarismo sexual são superiores à média (...). Estudos nacionais e internacionais sobre o perfil motivacional português reforçam o dado: somos afiliativos.

Em suma:

(1) comunicamos de modo indirecto;
(2) procuramos ser "diplomáticos";
(3) nem sempre dizemos o "não" que gostaríamos de afirmar!;
(4) valorizamos as relações interpessoais e as amizades;
(5) Valorizamos mais a boa relação com o superior do que a transparência e a justiça dos procedimentos.
Como isto é verdade!...
E ainda bem que somos “femininos”. Haja Poesia nas ruas!!!
(se bem que ainda há por aí muita “brutidade!”...)

segunda-feira, 13 de março de 2006

O MEU SINDICATO, A GARE MARÍTIMA DA ROCHA CONDE DE ÓBIDOS, OS PAINÉIS DE ALMADA NEGREIROS E A TERNURA DAS MEMÓRIAS NA 3ª IDADE

Acredito na solidariedade. Nem que ela seja praticada apenas por duas ou três pessoas. Aliás, Jesus disse: onde dois ou três se reunirem em Meu Nome, aí estarei presente…

É como nós aqui: mesmo que não nos conheçamos fisicamente, creio que nos conhecemos num estádio mais importante e superior: o plano dos afectos e do espiritual.

Assim, pertenço por convicção, a um sindicato – o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (aquele do Dr. Picanço, estão a ver?...está bem, podem dizer que é um sindicato elitista…são os Quadros da Administração Pública, senhores! Aqueles que precisamente habilitam a decisão dos senhores governantes…) – um sindicato inteligente, com muitas iniciativas respeitantes à causa da Administração Pública, que se preocupa em dar formação aos seus associados, ao longo do ano. Formação na área jurídica, na informática, gestão e administração, enfim, um mundo… e também promove os denominados “Passeios do STE” – iniciativas culturais que juntam algumas pessoas que cultivam o gosto, que vai rareando, de visitar os espaços sagrados da cultura, como os museus, e as obras, por aí dispersas, de arquitectos por exemplo, que, com o seu génio, muito contribuíram nos anos “de chumbo” para o redesenhar do horizonte da minha Lisboa. Lisboa hoje cercada de obras que nos oprimem pela sua fealdade e triste banalidade.

Há dias, recebendo a notícia de que nesta sexta-feira, ao fim da tarde, se iria realizar um “passeio guiado” à Gare Marítima de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, a fim de contemplar essa obra fabulosa de Almada Negreiros, ali posta desde os idos de 40, não hesitei. Apesar de detestar sair mais cedo do meu trabalho (sou muito “picuinhas”…gosto de deixar tudo pronto para…a manhã seguinte…e de saborear o fim da tarde no meu gabinete, dando umas “oftálmicas” como diria o nosso bom Marcelo Ribeiro, ao azul do Céu, que desce suavemente sobre a “minha” tão bela Igreja de São João de Deus…cercada por um bairro pacato (coisa rara em Lisboa e arredores) e um lindo jardim, onde as crianças podem brincar em segurança – aqui a PSP é omnipresente – et voilá! Uma arquitectura profundamente humana, que “compreende” o Homem na sua ânsia de paz e de espiritualidade. Hoje, perdeu-se essa sabedoria…mas dizia eu que apesar de não gostar de abandonar o barco mais cedo, aí fui eu em demanda da beira-rio…

Como fui no meu carro, que o tenho sempre por perto - sem ele sinto-me perdido - (“mexo-me” bem na cidade, aliás gosto imenso de conduzir em ambiente urbano – Lisboa e Porto são duas cidades nas quais me sinto como peixe na água…) procurei saber onde ali, à beira-rio, o poderia deixar; pois que a zona está (é o costume) com umas obrazitas…pois bem: ninguém sabia que coisa era aquela da Rocha Conde de Óbidos, olhando para mim até com um ar desconfiado…mais um excêntrico terão pensado! E com o edifício ali em frente!

Um desses “rapazes” até me disse: Ah! mas o senhor quer os barcos para a outra margem”…

Não, senhor, este rapaz quer é a Gare Marítima donde partiu tanta malta para o Ultramar!!! É a Gare donde partiam os nossos soldados da guerra colonial!


Mais espantado ficou… Bem, este nem ouviu falar da guerra (que nos foi imposta…)

Desisti. Deixei ali o carro junto a um “roulotte” de “comes e bebes” orientei-me e lá me encaminhei para a (ben)dita Gare.

Esta foi construída, nos anos 40, bem como a de Alcântara, pelo arquitecto Pardal Monteiro ( já não há arquitectos assim…nem os sizas…). Pretendia-se acudir às “exigências” da navegação estrangeira de passageiros que ali vinham aportar ao Tejo. O futuro diria que o porto de Lisboa transformar-se-ia no verdadeiro cais de toda a Europa…

Avistei um grupinho de senhoras muito bem “postas”, bem seguras, creio bem, nos seus 70 e até mais anos certamente.
Homens, apenas três.

Tive um “choque”: ali estavam as “minhas” colegas de outros tempos, de outras “guerras” de outras paisagens que só elas viveram sentiram e hoje conhecem. As minhas colegas “ doutorinhas” que viveram sob outra Administração Pública, com outra orgânica, outras leis. Que tiveram angústias e trataram, o melhor que souberam, dos problemas de então. Tal como eu hoje o faço. Num tempo tão cinzento!...

Ficaram radiantes de termos ali um grupinho bem composto; a nossa guia tinha idade para ser minha filha: certamente que deveria ter uns vinte e poucos anos, porque a tratavam por “doutora”…caso contrário dava-lhe aí uns 17 ou 18 anos…

Esta história da idade dá-me que pensar. Tenho muita ternura por essas senhoras, já com muita idade, com um ar muito digno, tão bem “conversadas”, depositárias de uma memória que nunca deveria perder-se…fico sempre tão triste quando penso nisto…Já foram jovens, já tiveram os seus sonhos, as suas aventuras, já desempenharam um papel na sociedade e hoje…certamente não possuem interlocutor…vivem sozinhas muitas delas, mitigando a sua solidão com estes pequeninos e breves instantes… Alguém disse que o excesso de clarividência é a-social…na verdade…

Achei graça à nossa guia falar dos painéis, da conjuntura em que os mesmos foram criados, e referindo o “Dr. Salazar” como alguém que gostava de tudo “muito organizado”. Daí terem construído essa verdadeira “fronteira marítima” com grande dignidade, pois tratava-se da porta de entrada do País…

Relativamente aos painéis, eles encontram-se no 2º piso das gares de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos. Representam o Tejo (para mim, o Rio português mais azul…) as fainas ali desenvolvidas e cenas portuárias. As varinas, descalças e com os seus corpos muito fortes…os passeios aos Domingos, da burguesia e do povo muito muito simples…

Em Alcântara estão os painéis alusivos à lenda da Nau Catrineta…

É uma visita obrigatória, meus amigos…

Doeu-me encontrar tudo desactivado…Que não, que na Primavera, aí para Abril já se nota um grande movimento de navios, muitos turistas…não percebo: então a navegação marítima comercial não tinha praticamente terminado? Que não… Ora, ainda bem!

É que não posso entender que tudo neste País esteja ao abandono, paralisado, após uma época em que tudo esteve organizado, bem cuidado: por exemplo, os espaços públicos estavam bem tratados, com gosto, com esmero. Lisboa era uma cidade linda; hoje, tenho de dar razão ao nosso Coutinho Ribeiro: é uma cidade agredida, pese embora o esforço levado a cabo para recuperar a zona ribeirinha…mas não é suficiente…falta a vida a pulsar! E a vida não se pode resumir aos bares abertos à noite…

Mas actualmente não existe sequer interesse, quanto mais gosto, em preservar aquilo que de bem feito realizou o Estado Novo. Não entendo: então, não se pode conservar a sabedoria dos antigos? Não se pode fazer uma aliança entre as virtudes do passado e a nova visão do futuro? É tudo para destruir?


Aquelas minhas “colegas” recordaram alguns pormenores das suas vidas, respeitantes àquele lugar. Duas delas ainda se lembravam da Exposição do Mundo Português! De 1940!!

Esta, ali posta em frente a Belém, teve, já agora digo….como Comissário-Geral Augusto de Castro, Comissário-Adjunto Sá e Melo, Arquitecto-Chefe Cottinelli Telmo. A inauguração foi feita pelo Chefe de Estado Óscar Carmona, acompanhado pelo Presidente do Concelho Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras Públicas, o genial Duarte Pacheco.

O interior de cada pavilhão era um repositório ilustrado da História de Portugal, desde a fundação da nacionalidade.

Pena que hoje seja um crime amar-se a nossa História…

Pena foi também aquele nosso pequeno grupo, com tantas memórias, não ter podido confraternizar mais tempo, devido à ausência de um cafezinho que por ali existisse…


Domingo à noite ( muito noite – 2H00!), com a melancolia a subir por mim acima…a querer engolir-me…Vá, vamos repousar esta cabeça no doce da almofada, que a minha ternura espera…

quarta-feira, 8 de março de 2006

Da Mulher, no Dia Internacional da Mulher...


Registo 1.
Na Carta Apostólica “Mulieris Dignitatem", de João Paulo II (15.8.1988) reflecte-se sobre a "dignidade e a vocação da mulher, a igualdade e a comum dignidade do homem e da mulher, as respectivas diferenças complementares (…) quer no seu ser pessoal quer na comunhão de vida conjugal e familiar (…). O relacionamento de Jesus com as mulheres do Evangelho, e a figura de Maria, a mais perfeita criatura saída das mãos de Deus, ajudam a admirar o “génio feminino” a que tanto deve a Sociedade (e a Igreja)".“A mulher (escreveu João Paulo II) é um outro “eu” na comum humanidade. Desde o início, [o homem e a mulher] aparecem como “unidade dos dois”, e isto significa a superação da solidão originária (…). Certamente se trata da companheira da vida (…) tornando-se com ela “uma só carne (…).
Registo 2
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.Com a celebração deste dia, pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher, o seu valor como pessoa, e não um mero objecto de prazer ou escravidão, qualquer que esta seja. E perceber o seu papel na sociedade.

Sem a Mulher, não existiria a inspiração necessária para um pequenino poema ( grande na ternura) como este:

"deixo
sempre um segundo
de amor
todas as noites
na tua mesinha
de cabeceira"

(Miguel Barbosa, in Cerejas – Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, Editorial Tágide).

segunda-feira, 6 de março de 2006

O desejo...



Hoje, ao passar num antiquário, estabelecido na Praça de Londres, contemplei uma pequenina escultura, talvez do séc. XVIII, de São Francisco de Assis, ali posta “em sossego” na montra.

E rezei: São Francisco de Assis, no dia em que eu partir deste mundo, intercede junto da Sagrada Família, Jesus Maria Santíssima e São José, para que estes, na Sua infinita Misericórdia, me venham buscar e me acolham no Seu eterno Amor...
c-m

sábado, 4 de março de 2006

Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.


Há poucos dias iniciámos o Tempo Pascal com a chamada “Quarta-Feira de Cinzas”.

Como disse João Paulo II, em 13 de Fevereiro de 2002, “ No centro da atenção desta celebração litúrgica há um gesto simbólico (…) É a imposição das cinzas, cujo significado, fortemente evocativo da condição humana, é salientado pela primeira fórmula contemplada pelo rito: "Recorda-te que tu és pó, e ao pó voltarás" (cf. Gn 3, 19). Estas palavras, tiradas do Livro do Génesis, lembram a caducidade da existência e convidam a considerar a vaidade de cada projecto terrestre, quando o homem não fundamenta a sua esperança no Senhor. A segunda fórmula, prevista pelo rito: "Convertei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1, 15), sublinha qual é a condição indispensável para percorrer o caminho da vida cristã: ou seja, são necessárias uma concreta transformação interior e adesão à palavra de Cristo.”

As cinzas simbolizam dor morte e penitência. Devemos assim, mais uma vez, esforçarmo-nos para compreender o significado profundo das cinzas que recebemos.

É um tempo de exame das nossas acções actuais e pretéritas, tendo em vista viver com a firme esperança de que o futuro nas mãos de Deus se encontra.

Que Este ainda é Senhor da História! Da nossa pequena história pessoal e da História dos Povos.
c-m

Tempo de Paixão



A morte do Papa da minha vida, João Paulo II, aquele que veio de um “país distante” como ele afirmou no dia em que foi nomeado Pastor da Igreja de Cristo neste Mundo, chegou. Para mim, que tive o meu despertar para Cristo com ele, e que percorri nestes últimos 25 anos uma muito particular “via crucis”, recordo que certamente graças à sua Palavra e ao seu Amor acordei de um tempo que, talvez devido a ter perdido toda a minha família de forma particularmente trágica, mergulhei durante largos anos num espaço e num tempo que não era deste mundo, e muito menos de Deus, alienado revolto sem sentido sem memória e sem esperança.

Em João Paulo II, tudo se resumindo a uma paixão imensa a Jesus Cristo e à Sua Mãe Maria Santíssima, muito naturalmente ele a transmitiu aos seus fiéis e àqueles que, como eu, estavam perdidos e vagueavam no vale sombrio da morte e que, graças à sua intercessão junto de Deus, recuperaram a sua vida para, com uma imensa paixão, revelada no mistério do deslizar de lágrimas quotidianas tecidas de amor puríssimo, a dedicar a Jesus (que nome tão doce!).

João Paulo II amou de uma forma muito particular e intensa Cristo e a Virgem Maria! São reflexo disso as suas maravilhosas Encíclicas…

Na verdade, com a chama da sua primeira encíclica - "Redemptor hominis" iniciou-se o sobressalto das Almas que, estando adormecidas, necessitavam da Palavra de Deus, transfigurada e transmitida com paixão, destinada a modificar o nosso coração em puro amor.

Assim, com a sua partida para a Casa do Pai, fiquei mais só, mais pobre, mais perdido…Já não posso contemplar a beleza da sua face, ouvir a sua voz de pai, de pastor amoroso pelas suas ovelhas, adivinhar-lhe os contornos largos suaves e ternos do seu corpo, adornado com as suas vestes tão belas, nas quais o vento sempre tocava docemente, tecendo movimentos cheios de poesia…

Escrevo estas pobres linhas, despidas de riqueza teológica, ao contrário das que tenho lido nos últimos dias; porém, se algum valor têm, as minhas lágrimas, vertidas enquanto as escrevo, são penhor do meu amor puro por João Paulo, que me fez descobrir a imensa beleza de Jesus e da Sua Mãe, Maria Santíssima.

Com efeito, a minha Fé é, para mim próprio, um mistério, mas certamente uma Graça de Deus que vou cultivando no meu dia-a-dia. À semelhança do afirmado pelo “meu” Papa, só Deus conhece a história da minha vocação. Na verdade, não sei como ela nasceu. Mas desabrochou certamente um dia, quando a minha Alma muito devagarinho deixou-se comover com a doce Figura de Jesus. E, certamente com João Paulo II, descobri, de mansinho, toda a poesia do gesto de Nossa Senhora, Mulher Mãe e Rainha do Céu e da Terra! Compreendi, de súbito, toda a nobreza da Sua Vida, Vida de Amor, de Gratidão, de Dádiva!

É, certamente, um milagre de Karol Wojtyla!

c-m, 49 anos muito sofridos.
(escrito ao som de “Glória” de Jan Dismas Zelenka).

Tens o teu nome, a cor, a terra onde nasceste...


Decidi o nascimento deste Blog para fazer dele um diário de certo modo intimista. Onde possa colocar os textos dispersos que vou construindo aqui e ali. E poder dar testemunho da minha Fé. Relatar as pequenas maravilhas do quotidiano e o Mistério dos dias que passam...

c-m