Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 28 de outubro de 2007

"Ballet" muito rose...


Vieram-me à memória as palavras de Catalina Pestana, na reportagem dada ao jornal “Sol”:

“…Quando se fizer a história deste processo (Casa Pia) todos verão que, se houvesse legislação que permitisse investigar tudo o que foi dito a mim, à Polícia Judiciária e ao Ministério Público, o terramoto teria consequências devastadoras…”.


Pois é: afinal, este regime republicano, esta III República, também tem o seu balletezinho… que, curiosamente, é muito “rose”…

Aqueles que daqui a 30 ou 40 anos puderem ler a Verdade, certamente ficarão siderados…
Assim dirão: afinal, peroravam tanto acerca da “ética republicana” e vai-se a ver eram tão só vícios privados travestidos de públicas virtudes…
Nota: a imagem foi retirada do site da Casa Pia de Lisboa. Com a devida vénia.

sábado, 27 de outubro de 2007

Medidas de segurança...para o novo Czar.



Nestes últimos dias constatei que, afinal, ainda existem agentes policiais neste País. Com efeito, as ruas de Lisboa, a cada esquina, estão pejadas de polícias fortemente armados: pensei que seria a nova política de ataque à marginalidade, fartos que estamos de andar sobressaltados no nosso próprio País, vítimas que somos das “grandes liberdades”.

Mas, subitamente lembrei-me de que nestes dias fomos “agraciados” com a visita do novo Czar da Rússia, Putin de seu nome, o qual se dignou pisar o nosso solo pátrio.

Afinal, tais medidas de segurança devem ter sido tomadas apenas para proteger esse grande defensor dos direitos humanos…

Nós aqui continuamos, à mercê dos criminosos. O Estado, com efeito, e excepção feita à colecta de impostos, demitiu-se das suas funções…

terça-feira, 16 de outubro de 2007

"A GUERRA"... DO ULTRAMAR.


Acabei de ver, na RTP1 o primeiro episódio d’A GUERRA, documentário muito vivo sobre a guerra do… nosso Ultramar.

E penso como poderia ter sido tudo diferente: um novo horizonte poderia ter sido deixado para estas gerações actuais, de brancos e negros, que teriam nas províncias ultramarinas uma fonte inesgotável de riqueza bem-estar e desenvolvimento.

Infelizmente, tudo se perdeu: para brancos e negros. E, assim, o sacrifício de muitos foi em vão, inútil.

A população das antigas províncias ultramarinas, que na sua esmagadora maioria gostava de se abrigar à sombra da nossa bandeira, (exceptuando aquela “elite” que estudou em Portugal, e que até vivia na “Casa do Império”, aqui em Lisboa) vive hoje muito pior.

Todos ficámos mais pobres, nós e os nossos irmãos de África, os quais estão mergulhados na mais negra miséria, com as cidades (outrora tão belas) degradadas e com as infra-estruturas destruídas, imperando a mais dura corrupção a todos os níveis e em todos os estratos sociais.

Não existe prosperidade, saúde, habitação condigna. E, nos anos 70, em Moçambique por exemplo, o “PIB” atingia a cifra de 7%!!! Ora pense-se no Portugal de hoje, com um crescimento negativo!

Lembro que a nossa Administração Pública era a mais apurada de toda a África bem como tínhamos o melhor sistema de saúde, a par da África do Sul.

Mas tudo foi “dado” de modo inconsequente, em “partilhas” obscuras, em nome de ideologias que hoje (felizmente) estão mortas.

Entretanto, ficaram as populações entregues a si próprias, e o resultado está à vista: Angola e Moçambique com a economia destruída, o aparelho produtivo desmantelado.

Perdeu-se tudo o que de belo Portugal ali construiu. Nada sobra.

E nós por cá? Todos bem, como diria o cineasta Fernando Lopes...


Do debate de ontem, nos “Prós e Contras” da RTP1, constatei que para muitos militares existe a nostalgia daquelas paragens que também eram (histórica e constitucionalmente) território português.

Falou-se de guerra justa e injusta.

Já Francisco Suarez, no Séc. XVI, debatia o tema…

Mas para a grande maioria dos militares da época pouco ou nada diria essa classificação.

Todavia, partiram para terras de África, desde logo para defender brancos e negros de uma horda de bandoleiros que apenas semearam a morte e a destruição.

E partiram para defenderem uma visão da História e uma concepção de vida, na qual tinham acolhimento todas as raças, todas elas fazendo parte de uma grande Nação, como foi efectivamente Portugal.

Decorreram trinta e três anos após o golpe de 25 de Abril. E ainda não foi achada uma solução para oferecer uma vida condigna aos combatentes de ontem, hoje muitos deles feridos na alma e no corpo.

São os párias e deserdados do regime “democrático”.

Há trinta e três anos gritava-se “nem mais um soldado para as colónias” !

Hoje, não existem pruridos para enviar portugueses para zonas de grande complexidade político-militar e mesmo para zonas de guerra, sob a capa de "missões de paz" para defenderem interesses alheios ao nosso País e à nossa gente.

Mas hoje aqueles que antes vociferavam espasmodicamente, estão calados.

Irão assistir a esta série de episódios sobre a guerra do Ultramar, certamente refastelados num bom cadeirão de couro, copo de whiskie na mão, satisfeitos consigo próprios, pelo fim do sonho que ajudaram a destruir.

Na verdade, esses nunca construíram nada na vida. Apenas invejaram a Grandeza que nunca possuíram, o Idealismo que nunca sentiram, o Belo de que não são detentores nem nunca o serão.

Nota: a bela foto que aqui se coloca, com a devida vénia, é da autoria de Raul Lourenço, e publicada em "Olhares.com"

domingo, 14 de outubro de 2007

Fátima e a URSS, país do Mal.


Fim deste Domingo. Tenho ainda de trabalhar um pouco, para adiantar trabalho para amanhã. Preguicei, é certo, neste fim de semana (confesso que em todos me dá uma vontade de quebrar as amarras, fugir da cidade, partir para longe, nada fazer…mas arrasto-me tantas vezes!...).

Desejava ainda de deixar expressa a angústia que senti hoje ao ver o documentário da Aura Miguel, exibido na RTP1, sobre a questão de Fátima na antiga URSS.

Exibiram-se muitos filmes da época a seguir à revolução comunista de 1917 - fuzilamentos, nas florestas solitárias, de inocentes; destruição de Igrejas, autênticos monumentos de arte sacrificados pelo ódio a Deus; gente deportada para campos de concentração para aí morrerem de fome, de frio, de trabalhos forçados… era o paraíso preconizado para o nosso País, desde os longínquos anos 20 até muito depois de 1974...

Um dos poucos sobreviventes desses campos, numa era mais recente – a de Kruschev – aquele que disse ao povo russo que exibiria, um dia, o último padre vivo... – relatou que a sua mulher, convencida pelo próprio KGB, que ele nunca regressaria, voltou a casar; os próprios pais venderam a sua casa; apesar de ter vivido no inferno, afirmou que apenas ele, ao tempo, tinha esperança na sua sobrevivência e libertação por causa da mensagem de Fátima – “por fim o meu Imaculado Coração triunfará”. E esperou, anos a fio, até chegar ao poder um homem chamado Gorbachov...

Como se pôde dar o 25 Abril nas circunstâncias conhecidas, e virem os arautos do comunismo ateu tentar impor à nossa sociedade um regime semelhante?

Esses que aqui sempre se agitaram muito com o campo do Tarrafal, não têm qualquer legitimidade ou superioridade moral para falar do que quer que seja, pois silenciaram sempre – e ainda silenciam – todo o horror que desabou, durante décadas, em toda a Europa de Leste, desde os Urais à Península de Kamchatka.

Como Portugal, à época, incomodou um gigante! Como hoje se compreende a ânsia de destruir o nosso País e o nosso Império! A ideia de Deus ser dado a conhecer era intolerável para a ideologia do Mal.

Mas, afinal, tantas lutas, tantos enganos martírios e traições e, afinal, o gigante tinha pés de barro! Na verdade, quem pode afrontar Deus Jesus e Sua Mãe?

Homens insensatos!

Fiat Lux!


Neste tempo decadente no qual somos obrigados a viver, reina o total fundamentalismo relativista, "tolerante" e indiferente a tudo o que diz respeito ao Espírito ( pese embora muitos quepor aí se arrogam de seguirem o "grande arquitecto" - perdoem-me a ironia...).

Impera, pois, uma grande central de interesses puramente económicos. Para além do niilismo ético-moral anticristão que nos é apresentado como modelo "de perfeição" para a nossa sociedade.

Que conforto para a Alma o Portugal profundo, fiel nas suas raízes a Cristo, resistir e lutar contra as forças das Trevas! Que hoje têm muitos rostos enganadores...


Ontem, como hoje, a luta continua, sem tréguas, para que a Luz expulse todos os demónios que aí andam à solta, agarrados às mais variadas instâncias do Poder político e económico.

sábado, 13 de outubro de 2007

Portugal é de Fátima.


Ao ver hoje a beleza das imagens transmitidas na TV, a partir de Fátima, esqueci-me de tudo: das minhas preocupações, das minhas ansiedades, das minhas paixões mundanas… enfim, esqueci-me de mim.

Compreendi, de súbito, que deve ser assim no Céu. Quando nos abandonamos, aliás sem disso darmos conta, nos braços de Jesus e de Sua Mãe, esquecemo-nos de nós, e apenas sentimos uma grande comoção e um grande Amor a envolver-nos. Que nos faz estremecer o corpo, o coração e deixa a Alma tão frágil e rendida!

Ainda bem que este meu Portugal ainda continua a ser de Fátima!

Um novo espaço para encontrar Deus.



A Inova Igreja de Fátima tem o nome de Santíssima Trindade: eis o Mistério nas palavras da Irmã Lúcia:

"Estando uma noite só [na capela do convento de Tuy], ajoelhei-me entre a balaustrada no meio da capela a rezar, prostrada, as Orações do Anjo. (…) A única luz era a da lâmpada. De repente iluminou-se toda a capela com uma luz sobrenatural e sobre o altar apareceu uma cruz de luz que chegava até ao tecto. Em uma luz mais clara, via-se na parte superior da cruz uma face de homem com corpo até à cinta, sobre o peito uma pomba de luz e pregado na cruz o corpo de outro homem. Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálice e uma Hóstia grande, sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do crucificado e duma ferida do peito. Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora (…), com o seu Imaculado Coração na mão. Sob o braço esquerdo, umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras: “Graça e Misericórdia (...)"; "Compreendi que me era mostrado o Mistério da Santíssima Trindade, e recebi luzes sobre este Mistério que não me é permitido revelar".

(Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, edição do P. António Maria Martins SJ, Porto 1973, pp. 463-464).

___//___

O Cardeal Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, não podia ser mais claro quando hoje defendeu, em Fátima, que os cristãos se devem "rebelar" perante aqueles que querem comprar ou impor "o silêncio dos cristãos".

E rebelar-nos como? Fazendo nossa a audácia dos primitivos Apóstolos.

Para aquele, o silêncio da Igreja é imposto "em nome de uma sociedade tolerante e respeitosa", na qual "o único valor comum é a negação de todo e qualquer valor real e permanente".

Aqueles que invocam "imperativos de uma sociedade aberta" acabam por "fechar todas as entradas e saídas para o Transcendente".

A Igreja, de facto, conhece bem o real significado do costumeiro discurso dos políticos e dos inimigos do Bem e da Verdade, enfim de Deus...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Notícias do "antigamente"? Que ideia! Notícias de hoje!


Hoje entraram dois polícias “à paisana” na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), recolhendo diverso material de propaganda e avisando os funcionários ali presentes que tivessem muito “cuidadinho” aquando da visita do primeiro-ministro.

Não, não é uma notícia do tempo do Estado Novo (“coitado”, este tem as “costas largas” ); trata-se de uma notícia do Portugal democrático (seja lá isso o que for…) e abrilista.



Nota: gravura retirada ( com a devida vénia) do site da Fundação Mário Soares. Que ironia...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Peregrinação Anual da Família Franciscana


Neste fim-de-semana alargado que passou, desloquei-me a Fátima, onde descansei na casa das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima. Um pequeno paraíso!

Naquela terra onde, misteriosamente, se respira sempre um ar de paz, e dela regressamos como que mais jovens de espírito, aí culminou, mais uma vez, a Peregrinação da Família Franciscana Portuguesa.

Esta iniciou um período de três anos de preparação para, em 2009, celebrar o 8° Centenário da Vocação Franciscana.

São Francisco uniu-se de tal modo a Jesus Crucificado que mereceu ter impressas no seu corpo as cinco chagas d’Aquele.

Com efeito, São Francisco foi responsável, conjuntamente com Santa Clara, no dealbar do ano Mil, por uma nova Primavera que cobriu o Mundo, Primavera essa da qual, através da nossa vivência no mundo secular, somos responsáveis por a manter sempre fresca e jovem.

Nós, que pertencemos à Ordem Franciscana Secular, estamos prontos para seguirmos a Verdade que é Jesus Cristo, e assim alcançarmos a Luz. Como Ele disse, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Todavia, pecador, nestes dias apenas anseio pela Sua Misericórdia e faço apelo à Sua Santa paciência…

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Textos Sagrados... latu sensu falando...


"Sou um homem de Deus. Nada posso fazer: um anjo tocou-me com a sua asa.

Bem sei: era um segredo. Entre mim e Deus. Tinha prometido a mim mesmo não falar em seu nome e guardar segredo daquilo que me confiara. Mas o peso de Deus sobre os meus ombros tornou-se insustentável. Ardia-me no coração um fogo devorador. Esforcei-me por contê-lo. Não fui capaz. Já não consigo evitar falar.
(…) Os homens debatem-se nas trevas. Têm o direito de conhecer os mistérios (…)."

Faço minhas as palavras d'Ormesson. Quando amamos alguém, temos de falar desse mesmo alguém, de o transmitir aos outros, de fazer ver a estes a sua beleza. Latu sensu falando...



terça-feira, 2 de outubro de 2007

O Outono visita-nos.


Chego cedo ao trabalho. Gosto das manhãs frescas e deste ar outonal, algo melancólico, que condiz com a minha Alma.

Como é bom viver nas manhãs transparentes da cidade que amamos!

Nestas manhãs líquidas é que nos lembramos como é maravilhosa a vida!

É uma dádiva que Deus nos dá. A pensar n’Ele, apenas desejo que o “meu” tempo seja sempre utilizado para fazer o Bem. Mesmo que vá tropeçando aqui e ali. Pois que a vontade de nos erguermos e percorrermos a estrada inteira é forte!