Quando Deus "desaparece" ...

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton
Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.
Imagino o que seria poder ainda passear com os meus pais nas ruas da Baixa de Lisboa, na Rua da Conceição, na Rua dos Douradores, na Rua de São Julião (onde existiu uma das maiores Empresas deste País, a CNN, um colosso destruído pelos ventos da História, e onde meu pai trabalhou...). E poder dizer a este que, apesar de todas as adversidades e ciladas que nos fizeram, o amor o perdão e a a caridade são mais fortes que todo o Mal... mas é tarde...
Invariavelmente, tudo é dramaticamente tarde de mais na vida... O Tempo não espera por nós...
Nota: foto da Rua da Conceição; autor: Eduardo.