Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Advogada mais linda de Lisboa.

Faz-me bem à alma estar na companhia do nosso pequeno grupo e especialmente na companhia dela, à volta de uma mesa. O vinho corre ligeiro, a conversa fácil e feliz. Como esta noite.

A alegria e a boa disposição afastam quaisquer nuvens mais cinzentas que nos possam ameaçar e que a cada encontro são esconjuradas. E volto a ser um miúdo, despreocupado, encantado por ali estar, com poucos mas bons amigos. E à conversa com a C. A doçura dos seus olhos, o tom negro do seu cabelo, a sua voz terna, o seu riso… adoro o seu riso tão largo, tão franco e solto…

É bom ter como amiga a Advogada mais linda de Lisboa.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Espiritualidades.


Destas "folhas", que mais não são que o repositório de sentimentos e (as mais das vezes dolorosas) memórias, a Júlia disse o seguinte:


"aqui as águas juntam-se na simplicidade e harmonia deste lugar amigo. A espiritualidade escorre-lhe nas veias".



Penhorado fiquei. Penhorado estou. Penhorado ficarei. Não sei mais que dizer. Por vezes o silêncio fala mais alto.

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sábado, 14 de março de 2009

Com as raízes no Céu.

Hoje foi um dia diferente. À beira-mar. Mas sobretudo especial pois que na companhia de amigos que, apesar de o serem, não os posso ver tão amiúde como outros. Mas todos cabem no meu coração.

Uns de longa longa data, como a Cleo, sempre elegantérrima, com as suas inseparáveis sandálias (Manolo Blahnik não são?), o seu “mais-que-tudo” cada vez mais charmoso (a idade dá-nos "charme", não é F. ?) e os filhos de ambos lindos lindos lindos! De "cair para o lado"...

Outros, já definitivamente no coração, como o Manuel, que hoje veio à Capital do (ex) Império (aliás, com um "look" a transpirar saúde, desde que reduziu a nicotina...).


Outros, “acabadinhos de chegar”, como a Maria, que tem uns olhos azuis azuis (são “um crime” aqueles óculos de sol…), e a Raquel, com o seu filhote que me faz lembrar a minha infância, com aquele cabelinho loiro... e que desejo façam parte do nosso círculo.

Como escreveu Roman Gary, no seu “As Raízes do Céu” (de indizível beleza e que deveria ser de leitura obrigatória, para a educação dos sentimentos, de todos os sentimentos…), ”Os homens precisam de amizade”.

Aliás, sinto na pele a sua afirmação, feita naquela obra:
“desde que comecei a envelhecer, cada vez preciso mais de companhia”.


E tenho a sorte de ter um bom grupo de amigos.

Como aqueles que hoje revi.





Nota: “As Raízes do Céu”, de Romain Gary. Edição do Círculo de Leitores, Outubro 1973 – citações a fls. 62 e 75.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal de 2008: ele veio tão depressa!...





Aos meus queridos amigos, que me proporcionam, ao longo do ano, horas de diálogo, convívio e prazer, através da sua escrita, os meus votos de um Natal pleno de Amor, de Amizade. Se possível, sem angústias. Pelo menos estas vamos tentar amarrá-las, amordaçá-las, calcá-las aos pés.

Aqui coloco algumas fotos, visíveis nos respectivos "blogues" (com a devida vénia) de quatro pessoas que são extraordinárias: possuem dentro delas a matéria-prima de que é feita a bondade, a beleza, o sonho, a poesia, o encanto que nos permite viver com um "brilhozinho nos olhos".


Para o João Baptista Magalhães, Joaquim Alves, Ferreira, TH, Redonda, um grande abraço de amizade.


Um beijinho de amizade à Cristina à Margarida e à immortal.


Ao JCP, com desejo de um feliz Natal, eventualmente passado à lareira, no Marco, com um grande charuto na mão e um bom conhaque... na outra!



Que o amor de Cristo ilumine a caminhada de cada um, seja crente ou não.





Nota: desculpem a "desarrumação" das fotos mas a arte não chega para grandes primores...



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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Memórias...



Cai uma chuva miudinha, persistente. Esta, aliada a uma neblina, faz com que a melancolia cresça no meu coração.

O comboio segue a grande velocidade, atravessando indiferente as paisagens da minha meninice, atribulada, mas crente num futuro melhor.

Tão sofisticado é o comboio que nunca imaginei na minha infância poder um dia viajar com tal conforto e uma panóplia de tecnologia que hoje nos “ajudam” no nosso quotidiano.

Vou a Coimbra e, nesta parte da linha que ainda pertence à Beira-Baixa, vou paralelo ao rio Tejo, o rio que amei na minha meninice, e do qual guardo as memórias da sua música suave, da sua cor e do seu cheiro inconfundível.

Guardo no meu coração as memórias de todos aqueles que já partiram, e muitos prematuramente.

Em Coimbra a noite cai e não há luz que nos guie os passos. O Mondego é escuro, demasiado escuro para o meu gosto, algo ameaçador.

O Tejo não. Mesmo à noite, irradia a luz das estrelas, porventura as estrelas que reflectem a luz daqueles que nos amaram e já partiram. Também daqueles que certamente por culpa nossa não soubemos compreender a tempo, e que também já partiram. E que não pudemos dizer que os amávamos tal como eram, com a suas fraquezas, as suas insuficiências, que serão certamente também as nossas, porventura travestidas de outros traços.

Por isso sei hoje o que vale o amor e a amizade. Por muito ter sofrido, por muitas angústias sentidas, muitas lágrimas derramadas.

Por isso sei como é bom estarmos rodeados por todos aqueles que fazem parte da nossa história.

E sinto uma grande ternura por todos aqueles que ainda têm os seus pais junto de si. Como o meu (vero) amigo Coutinho Ribeiro. Pai extremoso, homem com H grande, determinado, fero, mas também sensível. Que também sabe o que vale a amizade.

Enquanto corre veloz a paisagem pela janela do comboio, batida pela chuva, penso em tudo isto. Nos meus pais, nos meus avós que já partiram, na história prematuramente interrompida. No meu amor, nos meus amigos. Sem eles não seria suportável a traição a inveja a maledicência que nos cerca no dia-a-dia.

Por tudo isto, é bom escrevermos num diário ou num “blog” (e o que é um blog senão o repositório dos nossos sonhos, desejos, angústias, catarses?).

Todos aqueles que sofreram ou sofrem, sabem bem que, mesmo à distância, é bom termos alguém que nos pode acolher numa aflição. Uma palavra amiga, uma porta que se abre, uma cama sempre pronta para acolher o corpo cansado e a alma dorida.


A minha porta está aberta.

Já bastou tê-la fechada num outro tempo e noutro espaço.
Nota: Foto tirada por telemóvel. O Rio Tejo e a ponte de Santarém.

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Da Amizade Pura. Sempre...



Catarina Dornelas Pinheiro é o seu nome. Distinta Advogada, amiga puríssima e desinteressada.
Nesta viagem da vida, para onde vamos? Não podemos esperar ter respostas a esta pergunta. Ao interrogarmo-nos sobre o que Deus pensa sobre nós e sobre o destino que nos reservou, estamos a mergulhar no Seu Mistério, o qual é insondável...
Mulher que se rege por sãos valores, partiu, a dado momento, "sozinha" para a sua viagem neste mundo tão irracional. Mas, mais importante que a partida, é saber para onde se vai, e o caminho a tomar, que há vários de facto, para se poder chegar ao destino sem grandes atribulações.
Faz agora parte da firma "Simões Correia Associados".
"Deus é Luz e n'Ele não há nenhuma espécie de trevas" (1 S.João, 5): desejo-lhe uma longa e frutuosa carreira:
Ela bem merece!

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Pai Rambo ou simplesmente coruja...


Engraçado que os meus amigos mais chegados têm filhos lindíssimos. Como o Miguel e a Isabel, com duas "teen" que mais parecem umas "top models". E a Cleo e o Coutinho Ribeiro, que têm dois casalinhos que são um amor.


Com filhotes destes, eu teria de ser um Rambo para os proteger de todo o mal que existe neste mundo.


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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Porque gosto dele...



Sempre gostei muito do Norte. Ela também. Todavia, os nossos caminhos delinearam-se sempre pela (hoje triste) capital deste País. Obrigações profissionais e algumas relações da família dela (a minha há muito muito muito tempo que sucumbiu dramaticamente à fragilidade da vida…) levaram-nos a ficar por cá. Mas sempre na esperança de, um dia, podermos partir, finalmente, para um local onde se possa viver mais em paz, cercados pelo verde da paisagem, a verdade da terra, do calor das pessoas, e onde a Fé se viva em plenitude. Esse local só no Norte existe.

Um dia, bem o sabemos, deixaremos a nossa casa, e partiremos. Sem problemas de maior, pois que a nossa casa são os livros, os quadros que contemplamos, muitas vezes ao fim de um dia de trabalho, extenuados por tanta luta, muitas vezes inútil e sem razão. A nossa casa são também os amigos que a enchem ao longo de um ano… Ah! Se pudéssemos convencer alguns a ir connosco um dia! Estou-me a lembrar do Miguel e da Isabel, das suas filhotas Joana e Maria (as nossas herdeiras…), da Maria do Céu, do Abel, da Irene, da Isabel, do Manuel, do António, do Álvaro, do Armindo, do Quintã…

Mas alguns já lá estão… alguns padres amigos, em Avessadas, outro em Braga, e… o Coutinho Ribeiro!

Pois é verdade. Como ele próprio diz, gente que se preza! É mesmo! Que se estima e que dá cá um gosto estar à conversa!...

A escrita revela muito da pessoa. E, ao longo dos anos, o Coutinho tem escrito sobre o seu amor à vida, aos seus pais, aos seus filhos. Tudo “coisas” importantes e que tanta gente despreza. Gente que despreza o amor, despreza a família, despreza as crianças, não quer saber de filhos nem de os ter. Conheço tantos assim!

Coutinho é um homem bom, e um homem rico: rico de saber, rico do amor que lhe têm os filhos e, não é preciso conhecer, para adivinhar o amor que lhe têm os pais…

Como é bom ter os “velhotes” connosco! Como é fantástico ir a conduzir numa rua e ver o pai, dizer adeus, até logo que vou aqui com uns amigos… o amor todo ali perto, tão perto que basta estender a mão…

Por tudo aquilo que eu não tenho, que não pude ter, e que considero importante, sinto-me feliz por o meu amigo Coutinho ter, saborear como eu vejo que ele saboreia… ele merece: ele é dos (pouquíssimos) homens bons que tenho o privilégio de conhecer.

Bem ajas, Amigo! Acredites muito ou não, rezarei sempre por ti e pelos teus!

(Haveria muito mais a dizer, mas não tenho palavras para traduzir aquilo que me vai na Alma! E também não consigo, pois que já não vejo bem o teclado…).




Nota: na fotografia - a Igreja Matriz de Soalhães - a maior freguesia de Marco de Canavezes. Retirada do magnífico blogue de Nelson Soares (http://soalhaes.com.sapo.pt/index.htm
).
Com a devida vénia.

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Margem Esquerda: a prova de que os homens, quando de boa-fé, entendem-se, mesmo na diferença.


Mea culpa! É assim mesmo. Eu explico...



Hoje arrisquei colocar, dentro das "Casas Fraternas" (os meus "Favoritos") o "Margem Esquerda" do Professor João Baptista Magalhães, meu antigo companheiro no "Incursões".

E digo "arrisquei" pois que o nome do seu blog aqui posto poderá não ser do seu agrado, tal é a diferença ideológica que nos "separa".



Todavia, foi precisamente com ele que tive as mais deliciosas discussões filosóficas naquele "INC", e a ele devo a extrema delicadeza e paciência com que me aturou as minhas "idiossincrasias" e... a minha ignorância.

Vale a pena ler os seus escritos, pois constituem uma denúncia corajosa e sobretudo SINCERA dos tempos que correm: convergimos sempre na crítica e no diagnóstico, divergimos no "tratamento".




Como disse o Eng. (este sim vero Engenheiro...) António Guterres, "é a vida"...

Nota: na foto - Margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão (lamento já não saber qual o autor da mesma).

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Lembranças...



Fiz 52 anos há poucos dias. À beirinha do Natal. Daí que apenas tenha sido hoje que a Directora do Departamento Jurídico e Contencioso, após o fim das diversas “fugas” natalícias dos elementos que compõem aquele, reuniu com todos os consultores jurídicos (somos apenas meia dúzia – os últimos “guerreiros” que restam, antes do total desmantelamento do Estado…) e, surpresa, foi para me darem uma lembrança por via do “evento”…

Não me lembro de ela ter tido esse gesto no passado, nem dos meus colegas se incomodarem a tal…

Vê-los ali reunidos expressamente para me felicitarem, tocou-me profundamente.

Pequenos gestos que suavizam as agruras da vida… por vezes tão despida de sentido…

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