Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

De novo, Pádua...



Passa da meia-noite. O Domingo findou. Não sei porquê, estou deprimido. Os Domingos deprimem-me. Bem sei que são os dias do Senhor... mas todos nós somos demasiados humanos... por vezes penso que na minha juventude, se tal tem sido possível, bem que poderia ter abraçado a vida monástica e contemplativa. Mas nessa época, ainda não tinha nascido para Cristo.
Mas também sinto que a minha alma não cabe neste corpo, limitado e finito. Tenho sede de amor, de sonhos, de horizontes, de espaços sem fim. Mas só vejo Lisboa, tão deserta, tão agreste. Eu sei que o que acabo de dizer é uma contradição, mas eu sou mesmo assim: muito muito complicado...

Bem sei que tenho de me voltar para Deus, e tentar esquecer um pouco este rodopio que é a minha vida.
Voltar-me para Deus. Sempre. Ele é a minha única fonte de esperança. A minha possibilidade de redenção.

Vou aqui escrever umas linhas breves sobre a ida a Pádua. Na foto está o nosso interlocutor privilegiado em Pádua: Frei Enzo, franciscano conventual, que tudo fez para que conhecêssemos melhor os segredos maravilhosos de Santo António.

Viu-nos como peregrinos e deu-nos guarida. Viu-nos com fome, e deu-nos de comer. Viu-nos com sede de amor e amizade, e ofereceu-nos todo o calor humano da sua Ordem.

Todos ficámos com vontade de voltar: queira Deus que possamos um dia fazer a “Pellegrinaggio a Piedi - Camposampiero/Padova”, a qual se traduz num percurso a pé de 25 km; é um caminho antoniano por excelência, aquele que separa a localidade de Camposampiero da Basilica de Santo Antonio em Pádua.

É o percurso do Santo moribundo, transportado num carro de bois, desde Camposampiero, lugar do seu último eremitério, passando por Arcella, onde ele morreu, até ao lugar de "Santa Maria", onde hoje se situa a sua Basílica, e onde está sepultado.

Santo que morreu para o mundo, mas que o não deixou: continua a interceder por nós, junto do seu Menino Jesus:

Relembro aqui o relato de Enzo, acerca de um paroquiano, já desenganado pelos médicos, com pouco mais de um ou dois meses de vida: começou a rezar todos os dias junto do túmulo do Santo, apenas lhe pedindo alguma qualidade de vida até ao final que se avizinhava: curado ficou, sem que os clínicos possam explicar o desaparecimento da terrível doença.

Outro caso curioso: um casal, no mínimo agnóstico, que fazia tratamentos de fertilidade numa conceituada clínica de Pádua, mas sem êxito. Entra a mulher na Basílica, perguntando quem era aquele Santo que tinha um menino ao colo: explicaram-lhe, com muito escândalo pela ignorância demonstrada, que se tratava do “Il Santo"!

E a mulher ali no interior da Basílica fez um escarcéu, virando-se para o Santo de punho fechado, e verberando-lhe o facto de ele ali ter um menino ao colo e ela, casada, que não conseguia ter um filho!

Voltou meses mais tarde à clínica de Pádua, para novas consultas e, espantados ficaram os médicos, que lhe perguntaram que fazia ela ali, pois que estava no início de uma (até aí impossível) gravidez!

O menino nasceu, e com ele uma fé que estava esquecida. Ah! O menino tomou o nome de António…

Para glória de Deus.

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2 Comments:

Blogger Cleopatra said...

Bem me parecia que na foto não era Vexa!

terça-feira, agosto 05, 2008  
Blogger C.M. said...

Pois...

terça-feira, agosto 05, 2008  

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