Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Os Cinco"


A memória da nossa infância é muito forte, para o bem e para o mal.

Prova disso é o facto dos britânicos, apesar do “encantamento” criado por J.K. Rowling e da sua saga "Harry Potter", terem agora escolhido Enid Blyton, criadora da série de livros infantis “Os Cinco”, como a sua escritora preferida.

Esta notícia, publica pelo “SOL” on-line, recorda-me como num verão muito belo da minha infância, na vila de Mação (Beira-Baixa), num Portugal ameno e tranquilo (digam lá o que disserem os detractores desse tempo), comecei a ler o primeiro livro de “Os Cinco”.

Tenho de o ir buscar à arrecadação… aliás, tenho-os lá todos, em primeira edição daqueles já longínquos anos sessenta. Da Editorial Notícias, se não estou em erro. Muito bem tratados, apesar de intensamente lidos...

Aquele comprou-me o meu saudoso pai aqui em Lisboa, no Rossio. Pensava ele que o livro daria para todas as férias “grandes”… li-o em poucos dias… e ali, na província, não foi possível comprar outros…

Ao tempo, marcou-me muito a leitura de toda a colecção: vivi aquelas aventuras como se fossem minhas, apreendi outro modo de pensar, outras vivências, outros comportamentos e atitudes.


Um tempo em que a vida passava obrigatoriamente pelo prazer de ler. Logo na infância…

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19 Comments:

Blogger JúliaML said...

:-)

também me marcou, não há livro da Enid Blyton que não tenha lido.

mais tarde veram "os sete" e os livros de Aventuras.

Pessoalmente e já com distanciamento, penso que os livros estavam muito bem feitos, estimulavam o desejo de autonomia e liberdade responsável.

Os lanches e as sandwiches deles com bacon tinham um cheirinho que nenhum bacon no mundo mais teve!

quarta-feira, agosto 20, 2008  
Blogger JúliaML said...

acrescento que dei toda a colecção à minha Querida afilhada Ana r não me arrepend. O essencial está dentro de mim :-)

quarta-feira, agosto 20, 2008  
Blogger C.M. said...

Que engraçado ter lido também os Cinco e os SETE!!! Também tenho essa colecção dos "SETE"!!! - em primeira edição!!! Mas a minha paixão foram, de facto, "OS CINCO".

Também me lembro daqueles belos lanches que a Tia Clara fazia! Ai ai...e do meu desejo ( que se mantém) de ir visitar a Cornualha... Ai sonhos ai paixões!

quarta-feira, agosto 20, 2008  
Blogger C.M. said...

Em tempo: e a sua afilhada? Gosta dos livros?

quarta-feira, agosto 20, 2008  
Blogger JúliaML said...

CM,

Os "Sete" já não têm o mesmo gosto dos "Cinco",mas para quem queria sempre mais, foi bom satisfazer a sede dessas aventuras.

Os lanches!...ela descrevia-os tão bem que a gente ao ler, sentia as gostativas todas a salivar.Chegava à cozinha e chagava a empregada, querendo cópias iguaizinhas dos lanches da tia Clara.

eheheh

A minha afilhada gosta de tudo que a madrinha gosta. :-)
Ofereci-lhe a colecção, com a dedicatória
"Eram meus, agora são teus"
Ela guarda-os com carinho e gostou, tem hábitos de leitura!

A minha afilhada escolheu-me para madrinha já tinha 6 anos, idade com a qual foi baptizada.:-)

quinta-feira, agosto 21, 2008  
Blogger C.M. said...

Ai madrinha santa!...

quinta-feira, agosto 21, 2008  
Blogger ALG said...

Pois é, parece que "todos" lemos esses magníficos livros! Eu devorava-os e alguns ou todos, foram lidos bem mais do que uma vez. Os Cinco e os Sete foram meus companheiros de aventuras durante muito tempo... belos tempos.
Hoje é muita Playstation, Nintendo, Wii, TV, etc., sem aquela magia que os livros têm, mas se tivesse hoje a idade que tinha naquela altura, confesso não saber se lia tanto como li (ainda leio!).
Cumprimentos

sexta-feira, agosto 22, 2008  
Blogger JúliaML said...

:-)

os livros de Enid Blyton estimulavam a nossa imaginação e fantasias!..
Lembro também que eu estando a passar férias numa casa antiga dos meus tios, sonhava lá descobrir "passagens secretas", tal qual "os cino" e "os sete" faziam. :-))

sexta-feira, agosto 22, 2008  
Blogger joaquim said...

E o Júlio Verne, e a Condessa de Ségur e por aí fora...

Hoje são os "Morangos com açúcar", crónicas de uma vida adulta começada em criança, em adolescente...e depois admiram-se!!!

Se ao menos fossem mais felizes...mas, parece-me que não...

Abraço amigo

segunda-feira, agosto 25, 2008  
Blogger C.M. said...

ALG, eu também digo o mesmo...hoje a sociedade é tão diferente... mas creio, sinceramente, que ela poderia ser, de novo, modificada, para melhor...e mudar este paradigma de insanidade...

terça-feira, agosto 26, 2008  
Blogger C.M. said...

Júlia, eu até sonhava com as aventuras ( e aqueles lanches very british...).

terça-feira, agosto 26, 2008  
Blogger C.M. said...

Joaquim, o Júlio Verne também tenho a colecção "todinha"!!! E toda "lidinha"! O que eu também sonhei! Sobretudo, lembro-me do Miguel Strogoff (creio que é este o nome...). Até estudei, em "puto", o mapa da URSS...para seguir o caminho do herói... Que tempos!

terça-feira, agosto 26, 2008  
Blogger JúliaML said...

pois,CM, a apimentar a minha imaginação, eu tinha a minha avó e mãe. A primeira inglesa e era uma mulher muito peculiar, com alma de criança, direi.

Também li "Miguel Strogoff" e a Condessa de Ségur.Acho que gostei mais da ultima.

terça-feira, agosto 26, 2008  
Blogger C.M. said...

Olhe, a Condessa de Segur não li...

Com que então, avó inglesa... eu logo vi pelo seu ar muito "british"...

terça-feira, agosto 26, 2008  
Blogger joaquim said...

A Condessa de Ségur estava mais "rotulada" para meninas, mas apesar disso li alguns livros.

E lembro-me agora do portentoso "A Viagem Maravilhosa de Nils Holgerssn" de Selma Lagerlof, que a minha irmã mais velha me lia ao deitar.

Ainda hoje faz parte do meu "imaginário", como hoje em dia se diz...

quarta-feira, agosto 27, 2008  
Blogger C.M. said...

Ai Joaquim, estamos todos "preenchidos" pelos nossos "imaginários"... que havemos de fazer?

quarta-feira, agosto 27, 2008  
Blogger Cleopatra said...

Ai lembro-me tão bem
Em casa dos meus pais, está lá a colecção completa As xs que os li e reli e reli....

sábado, setembro 20, 2008  
Blogger C.M. said...

Cleo, andávamos a ler as mesmas coisas... e não nos conhecíamos...

terça-feira, setembro 23, 2008  
Blogger redonda said...

Achei muito giro este post e os comentários. Eu também li os livros da Enid Blyton que eram da minha irmã mais velha -os cinco, os sete, o colégio das quatros torres, as gémeas e o mistério, li os livros da condessa de Ségur e os outros de colecção azul que eram da minha mãe e depois o Júlio Verne (a maior parte também da minha irmã, mas ainda consegui ficar com Os dois anos de férias :) o Emílio Salgari, o Jack London, etc. etc. Foi engraçado estar a recordar como era bom perder-me num desse livros.
PS E já ia a esquecer-me, falha terrível, das Aventuras da Dona Redonda e da sua gente, da Virgínia Castro E Almeida :)

terça-feira, outubro 07, 2008  

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