Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

"A GUERRA"... DO ULTRAMAR.


Acabei de ver, na RTP1 o primeiro episódio d’A GUERRA, documentário muito vivo sobre a guerra do… nosso Ultramar.

E penso como poderia ter sido tudo diferente: um novo horizonte poderia ter sido deixado para estas gerações actuais, de brancos e negros, que teriam nas províncias ultramarinas uma fonte inesgotável de riqueza bem-estar e desenvolvimento.

Infelizmente, tudo se perdeu: para brancos e negros. E, assim, o sacrifício de muitos foi em vão, inútil.

A população das antigas províncias ultramarinas, que na sua esmagadora maioria gostava de se abrigar à sombra da nossa bandeira, (exceptuando aquela “elite” que estudou em Portugal, e que até vivia na “Casa do Império”, aqui em Lisboa) vive hoje muito pior.

Todos ficámos mais pobres, nós e os nossos irmãos de África, os quais estão mergulhados na mais negra miséria, com as cidades (outrora tão belas) degradadas e com as infra-estruturas destruídas, imperando a mais dura corrupção a todos os níveis e em todos os estratos sociais.

Não existe prosperidade, saúde, habitação condigna. E, nos anos 70, em Moçambique por exemplo, o “PIB” atingia a cifra de 7%!!! Ora pense-se no Portugal de hoje, com um crescimento negativo!

Lembro que a nossa Administração Pública era a mais apurada de toda a África bem como tínhamos o melhor sistema de saúde, a par da África do Sul.

Mas tudo foi “dado” de modo inconsequente, em “partilhas” obscuras, em nome de ideologias que hoje (felizmente) estão mortas.

Entretanto, ficaram as populações entregues a si próprias, e o resultado está à vista: Angola e Moçambique com a economia destruída, o aparelho produtivo desmantelado.

Perdeu-se tudo o que de belo Portugal ali construiu. Nada sobra.

E nós por cá? Todos bem, como diria o cineasta Fernando Lopes...


Do debate de ontem, nos “Prós e Contras” da RTP1, constatei que para muitos militares existe a nostalgia daquelas paragens que também eram (histórica e constitucionalmente) território português.

Falou-se de guerra justa e injusta.

Já Francisco Suarez, no Séc. XVI, debatia o tema…

Mas para a grande maioria dos militares da época pouco ou nada diria essa classificação.

Todavia, partiram para terras de África, desde logo para defender brancos e negros de uma horda de bandoleiros que apenas semearam a morte e a destruição.

E partiram para defenderem uma visão da História e uma concepção de vida, na qual tinham acolhimento todas as raças, todas elas fazendo parte de uma grande Nação, como foi efectivamente Portugal.

Decorreram trinta e três anos após o golpe de 25 de Abril. E ainda não foi achada uma solução para oferecer uma vida condigna aos combatentes de ontem, hoje muitos deles feridos na alma e no corpo.

São os párias e deserdados do regime “democrático”.

Há trinta e três anos gritava-se “nem mais um soldado para as colónias” !

Hoje, não existem pruridos para enviar portugueses para zonas de grande complexidade político-militar e mesmo para zonas de guerra, sob a capa de "missões de paz" para defenderem interesses alheios ao nosso País e à nossa gente.

Mas hoje aqueles que antes vociferavam espasmodicamente, estão calados.

Irão assistir a esta série de episódios sobre a guerra do Ultramar, certamente refastelados num bom cadeirão de couro, copo de whiskie na mão, satisfeitos consigo próprios, pelo fim do sonho que ajudaram a destruir.

Na verdade, esses nunca construíram nada na vida. Apenas invejaram a Grandeza que nunca possuíram, o Idealismo que nunca sentiram, o Belo de que não são detentores nem nunca o serão.

Nota: a bela foto que aqui se coloca, com a devida vénia, é da autoria de Raul Lourenço, e publicada em "Olhares.com"

12 Comments:

Blogger redonda said...

Lembro-me que me chocou saber que quando nasci estávamos em guerra. Depois disso também me chocou aperceber-me que parece haver sempre uma guerra algures.

quinta-feira, outubro 18, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Eu quando era miúdo andava tudo electrico, pois já se sabia que, quando chegasse a idade, lá vinha a guerra a entrar na nossa vida...


Mas lembro-me que a maioria considerava que era unma guerra ( que tendo sido imposta a Portugal) deveria ser feita e ganha, pois que, ao tempo, tratava-se de territórios portugueses e populações portuguesas, brancas e negras...

quinta-feira, outubro 18, 2007  
Blogger ferreira said...

Tive pena de ter perdido o programa de 2ª feira;Tem razão quanto á corrupção,em Angola, o Santos e correligionários deixarão o 2º País mais rico de Africa na miséria e na bancarrota, tudo degredado, e ainda admiram-se da guerra civil, pois...

sexta-feira, outubro 19, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Mas isso, Ferreira, já não tem "importância": se agora há lá miséria que dantes não havia, já não importa nem faz mal...o que incomodava muita gente era serem os portugueses ali a viver...

sexta-feira, outubro 19, 2007  
Blogger joaquim said...

É-me um pouco dificil falar da guerra em que estive na Guiné.
Vários sentimentos se cruzam dentro de mim.
Talvez no fim desta série diga alguma coisa mais concreta sobre o assunto.
Quanto ao programa de 2ª feira, para além do habitual passeio da D. Fátima interrompendo as pessoas e fazendo alarde de uns pretensos conhecimentos apenas ouvimos argumentos estafados eivados de politica de trazer por casa.
Por aqui me fico...para já...
Abraço amigo

sábado, outubro 20, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

argumentos estafados eivados de politica de trazer por casa - tem toda a razão, Amigo Joaquim.

Um Abraço!

domingo, outubro 21, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Este comentário foi removido pelo autor.

domingo, outubro 21, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

ui... este teclado...Amigo Ferreira: o Eduardo dos Santos e correligionários podem explorar à vontade, pois são... negros; não faz mal provocar a morte, a miséria, a dor em África, desde que sejam negros a fazê-lo! Mas se fossem os brancos! Ai colonialismo!Aqui d'El rei! Temos logo aí o pessoal político bem pensante a uivar!

domingo, outubro 21, 2007  
Blogger Cleopatra said...

E quando os nossos oficiais pagavam do próprio bolso a "guerra" já perdida???

Gostei do post. Perdi o programa mas vou tentar ver os próximos.

domingo, outubro 21, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

O próximo é já na terça feira, Cleo. Vale a pena gravar...

domingo, outubro 21, 2007  
Blogger redonda said...

Espero que o remédio da Pin Gente resulte. As melhoras :)

sexta-feira, outubro 26, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

ahahah... espero bem que sim...sinto uns "ameaços"... é melhor atacar...
Bom fim de semana, Redonda.

sexta-feira, outubro 26, 2007  

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