Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Português Suave


O nome atraiu-me: Português Suave!

Lembrou-me a linha arquitectónica que o regime do Estado Novo criou: o famoso “português suave” - que traduz um conjunto de obras realizadas ao longo dos anos 40 em Portugal (atente-se nas obras de Cassiano Branco, por exemplo).

O “português suave” expandiu-se por todo o território pátrio, incluindo as províncias ultramarinas, num esforço de embelezamento da paisagem e de uniformização de critérios: veja-se, a título de exemplo, os Tribunais desse tempo, que subsistem com a sua dignidade (e que ainda não caíram…).


Isto a (des) propósito do novo livro de Margarida Rebelo Pinto - "Português Suave".

Vai ser lançado na próxima quinta-feira, no Hotel Ritz, com a apresentação de Paulo Teixeira Pinto.

Nunca li nada dela mas, atendendo ao exposto, e a esta “mistura explosiva” (PTP e MRP), vou-me sentar lá no Ritz a fim de tentar descobrir o que se passa…

A editora afirma que o romance aborda um certo “ modo de ser tão português, um espelho fiel da burguesia tradicional que persiste ainda no século XXI, constituindo um retrato de um certo Portugal”.

Bem, isto chega-me para abrir as folhas, curioso… Quem sabe se não vou ficar "fã" da MRP?


"Confesso que cheguei a invejar-lhes a vida organizada e ordeira, os filhos sossegados e disciplinados, aquele modelo muito burguês, muito português suave”.

(Margarida Rebelo Pinto, in "Português Suave").


Quem me dera hoje "viver" esse modelo…

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9 Comments:

Blogger ferreira said...

Também não conheço nada da sua ( da autora) obra .Não se pode ler tudo.Mas gosto de assistir a apresentação e lançamento de livros , encontram-se conhecidos,fala-se de livros, é ,sempre, um prazer.

quarta-feira, julho 02, 2008  
Blogger Júlia Moura Lopes said...

que desgosto me deu, minha Nossa Senhora!!

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger C.M. said...

Estou como o Ferreira: se a "gente" nunca leu nada dela!

Vá lá, nada de preconceitos... Olhe, se a Júlia vivesse cá no burgo, mais o muito estimado Ferriera, convidava-os a ir ao Ritz... como diz o nosso Ferreira, também gosto de assistir a lançamentos de livros , pois encontram-se conhecidos,fala-se dos ditos... e, é de facto, um prazer...
Que tal um "gin tonic" ao fim do dia? Ainda por cima oferecido pelo Paulo Teixiera Pinto, certamente...
bem, sério sério, o gin deve ser por conta da Oficina dos Livros...

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger C.M. said...

Por acaso, até estou a beber um neste momento... vícios!

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger Júlia Moura Lopes said...

ai aí é que se engana! Eu já li um livro dela ...

No Encontro de Escritas na Póvoa ñão gostei nada dela.

Só faço fretes desses por amizade. é mais importante a Pessoa, o amigo do que o escritor, o que não é o caso...

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger joaquim said...

Dá-me a impressão que o Paulo T. Pinto agora vai a todas...
Pudera também é artista...
Por acaso no outro dia tive de ouvir uma palestra dele e francamente gostei...
Quanto à veia literária da senhora não sei que nunca li, mas não tenho ouvido assim lá muito bem...

Abraço amigo

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger C.M. said...

Ó Júlia leu? Bom... se não gostou.. e não gostou da "pinta" dela... olhe, acabei por não ir ao lançamento do livro, pois que não me "despachei" a tempo... já tinha de ser...

De qualquer forma, li uma entrevista dela no Expresso ou no Sol, ou na Visão... já não sei, e parece que ela mudou: de belicosa que deveria ser, tornou-se mais meiga... diz ela!

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger C.M. said...

Amigo Joaquim, o Paulo Teixeira Pinto está "numa" de cultural... relançou a bela e preciosa Editora Guimarães, e dedica-se à pintura... uma "volta" na vida! (é claro que o dinheiro ajuda muito...). Ah! Poder viver independente das "agruras" da "massa"!

quinta-feira, julho 03, 2008  
Blogger Cleopatra said...

CM já li umas coisas dela. Não são umas diferentes das outras Se não fazem bem também não fazem mal.
Conte-me depois como foi. OK?

segunda-feira, julho 14, 2008  

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