Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pensamentos rebeldes à solta...


Cheguei cansado a casa. E, paradoxalmente, aqui entrei muito mais cedo do que é habitual.

O pensamento corre livre, durante o dia, quando nos distraímos e eis que, de súbito, ele aí está à nossa frente e nos interroga:

Porquê o ruir dos sonhos de todos nós? Porque é que a nossa sociedade retrocedeu em tantos aspectos, ficou pior, mais selvagem, sob a (falsa) capa da democracia? Porque é que o Homem nunca consegue fazer a ponte entre tudo aquilo que de melhor se construiu, em vez de tudo destruir, muitas vezes por preconceitos meramente ideológicos ou filosóficos?

Quando penso no meu Portugal de infância, os meus pais ainda vivos, todo aquele azul de mar que vivia nos olhos do meu tão querido avô João, aquele que um dia, com a ilusão da idade, quis ir para a guerra na minha vez!

Porque é que desapareceu o meu Portugal dos Sonhos, da Beleza, dos grandes Ideais, o Portugal do Minho a Timor, o Portugal que vivia à Sombra de Deus, e onde, num registo pessoal, ainda não tinha a Morte entrado, e onde tudo era possível? Até diversos povos, de raças diferentes e com costumes diversos viviam à sombra da (então) grande bandeira portuguesa!

A notícia que o Jornal “Expresso” deu acerca dos antigos soldados portugueses, e que eu relatei, não me tem deixado tranquilo. E provocou-me uma tão grande dor! Que perdura, perdura…. Como é que se pode construir uma sociedade melhor sobre o sofrimento de tanta gente abandonada e entregue aos seus algozes? Traídos que foram, eles que também eram portugueses de pleno direito?!! E que queriam continuar a sê-lo!

Que Alma pequena os homens de hoje têm!

Que pobres que hoje somos, sob o peso de tanta opulência de bens materiais!

De mãos vazias para aqueles que um dia acreditaram que o Sonho era eterno!
Nota: Ao meu querido Avô João, com saudade sem fim, o qual imagino sempre que posso encontrar assim de súbito, ao virar de uma esquina, nesta cidade que ele tão bem conheceu... o Tejo e toda a Poesia que nele vive; ao seu grande coração, ao seu amor, à sua coragem, à sua dedicação. Ele, que nunca traíu...

4 Comments:

Blogger redonda said...

Queria escrever alguma coisa positiva porque tenho esperança que as coisas melhorem. Só que estou com muito sono e pouca inspiração. Vou apenas desejar-lhe um pouco mais de esperança porque também hoje se encontram homens com almas grandes (e imagino que a sua seja assim)
Gabriela

quinta-feira, setembro 06, 2007  
Blogger al cardoso said...

Porque nunca se aprende as licoes da historia, e que nos cometemos erros que nao cometeriamos se a aprendesse-mos!

Um abraco do d'Algodres.

quinta-feira, setembro 06, 2007  
Blogger gasolina said...

Estou simplesmente siderada pela força, beleza e dramatismo deste contar.

Também eu pergunto, porquê? E como não encontro eco, acho-me inutil.

Deixo um beijinho de admiração.

quinta-feira, setembro 06, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Cara redonda, Caro cardoso, Cara gasolina:

Amigos:

As vossas palavras são um lenitivo.

Calaram fundo na Alma: Quye posso dizer?

OBRIGADO!

sexta-feira, setembro 07, 2007  

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