Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sábado, 8 de setembro de 2007

A nossa Padroeira...


Neste Sábado, 8 de Setembro, celebra-se o nascimento da mulher mais ditosa da história da humanidade: a Virgem Santa Maria.

Que linda antífona esta:

“Exultemos de alegria no Senhor,
Ao celebrar o nascimento da Virgem Santa Maria,
Da qual nasceu o sol da justiça, Cristo nosso Deus.”


Maria é apresentada pela Liturgia como a Virgem Bela e Gloriosa que Deus amou com predilecção desde a Eternidade, desde toda a Criação, como a Sua obra-prima, enriquecida das Graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus e de Bem-Aventurada Virgem.

A celebração da festa da Natividade da Santíssima Virgem Maria é conhecida no Oriente desde o século VI. Foi fixada em 8 de Setembro, dia com o que se abre o ano litúrgico bizantino, e que se fecha com a Dormição, em Agosto. No Ocidente foi introduzida no século VII e era celebrada com uma procissão-ladainha, que terminava na Basílica de Santa Maria Maior.

O Evangelho não nos dá dados acerca do nascimento de Maria. Uma corrente grega e arménia, assinala Nazaré como tendo sido o Seu berço.

Como disse João Paulo II, "Maria leva-nos a aprender o segredo da alegria cristã, recordando-nos que o cristianismo é, antes de mais, euanghelion, "boa nova", que tem o seu centro, aliás o seu próprio conteúdo, na pessoa de Cristo".


Eu, enquanto pobre peregrino nesta terra inóspita que meus pés cansados percorrem, em busca da Luz e da Paz, tenho apenas estas palavras de ansiedade e esperança:

"Fica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo" (cfr. Lc 24,29): porventura uma das frases mais belas e dramáticas de todo o Evangelho...


Que palavras consoladoras, as de João Paulo II, na sua Carta Apostólica "Mane Nobiscum Domine":

"Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso companheiro (...). Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra segue-se a luz que brota do "Pão da vida", pelo qual Cristo cumpre de modo supremo a sua promessa de "estar connosco todos os dias até ao fim do mundo" (cf.Mt 28,20).



Imagem: Selo comemorativo do III centenário da proclamação da padroeira de Portugal.
Posto em circulação em 1946.

5 Comments:

Blogger redonda said...

Gostei deste texto.
Hoje passei por uma Igreja, entrei e fiquei lá uns minutinhos a pensar. Nessa Igreja costumam ter uns papéis com cartas. Eu trouxe dois e comecei logo a lê-los enquanto andava (resultado, tropecei duas vezes... mas não caí). Vou ver se os encontro porque gostei muito do que estava escrito num, sobre o amor, mas agora não consigo reproduzi-lo.
Um beijinho e bom Domingo

domingo, setembro 09, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Aí no Porto existem belas Igrejas. A de São Francisco, por exemplo, à beira da Alfândega. A do Bonfim, a qual, quando costumo ir aí, fica-me logo " a jeito" para a visitar...

Quando vou por esse País fora, ou no estrangeiro ( do pouco que conheço...),o que me dá mais gosto é visitar as Igrejas, e contemplar toda aquela Beleza ali posta à nossa espera. E, no verão, andar descalço no interior delas, plenas de calma penumbra - que ninguém se escandaliza - pelo menos em Espanha... - e poder sentir nas solas dos pés o chão quente das suas pedras centenárias, como se me fundisse com toda aquela maravilha, e rezar assim ajoelhado... de certo modo dizer a Deus que ali estou, humilde, despojado, todo Seu...

Bjs, e Bom Domingo!

domingo, setembro 09, 2007  
Blogger joaquim said...

Que a nossa Padroeira nos valha, aliás Ela nos tem valido, porque se não, apesar do estado das coisas neste país, como estariamos neste momento se Ela não nos valesse...

Caro cabral-mendes

perdoe-me a "imodéstia" mas queria convidá-lo a visitar o meu outro blogue pardaisaocesto.blogspot.com e ouvir algo que lá coloquei.
Peço ainda que atenda às condições da gravação e se não gostar de fado...paciência.
Exponho-me à critica...
Facetas da minha vida que vêm de longe...
Abraço amigo

segunda-feira, setembro 10, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Caro Joaquim:

Só agora, ao fim do dia, vi o seu comentário. de facto, também creio, firmemente, que o noso País tem sido protegido por Nossa Senhora, pois que ele tem sido poupado a grandes convulsões e perversões...apesar dos inimigos tentarem, lá isso tentam...

Vou visitar esse blog, ai pois vou vou... e olhe, gosto muito de fado: Amália, Alfredo Marceneiro...

Irei e depois digo-lhe...

Abraço!

segunda-feira, setembro 10, 2007  
Blogger redonda said...

Encontrei finalmente os papéis (estavam dentro de um livro).
Fala-se da experiência vivida pelo 1º grupo de raparigas que em Trento, no ano de 1944, deu origem ao focolar. Sentiram que a corrente de amor recíproco enfraquecia porque notávam e julgavam os defeitos umas das outras. Decidiram então fazer um "pacto de misericórdia", ou seja, decidiram ver, em cada manhã, o próximo que encontravam de um modo novo, esquecendo completamente os seus defeitos e cobrindo tudo com o amor. "Significava aproximar-nos de todos com uma amnistia completa no coração, com um perdão universal". Este compromisso, nas palavras de Chiara Lubich ajudou cada uma a ser sempre, o mais possível, a primeira a amar, à imitação de Deus misericordioso, que perdoa e esquece.

Achei muito bonita a ideia da amnistia completa no coração.

domingo, setembro 23, 2007  

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