Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sábado, 4 de março de 2006

Tempo de Paixão



A morte do Papa da minha vida, João Paulo II, aquele que veio de um “país distante” como ele afirmou no dia em que foi nomeado Pastor da Igreja de Cristo neste Mundo, chegou. Para mim, que tive o meu despertar para Cristo com ele, e que percorri nestes últimos 25 anos uma muito particular “via crucis”, recordo que certamente graças à sua Palavra e ao seu Amor acordei de um tempo que, talvez devido a ter perdido toda a minha família de forma particularmente trágica, mergulhei durante largos anos num espaço e num tempo que não era deste mundo, e muito menos de Deus, alienado revolto sem sentido sem memória e sem esperança.

Em João Paulo II, tudo se resumindo a uma paixão imensa a Jesus Cristo e à Sua Mãe Maria Santíssima, muito naturalmente ele a transmitiu aos seus fiéis e àqueles que, como eu, estavam perdidos e vagueavam no vale sombrio da morte e que, graças à sua intercessão junto de Deus, recuperaram a sua vida para, com uma imensa paixão, revelada no mistério do deslizar de lágrimas quotidianas tecidas de amor puríssimo, a dedicar a Jesus (que nome tão doce!).

João Paulo II amou de uma forma muito particular e intensa Cristo e a Virgem Maria! São reflexo disso as suas maravilhosas Encíclicas…

Na verdade, com a chama da sua primeira encíclica - "Redemptor hominis" iniciou-se o sobressalto das Almas que, estando adormecidas, necessitavam da Palavra de Deus, transfigurada e transmitida com paixão, destinada a modificar o nosso coração em puro amor.

Assim, com a sua partida para a Casa do Pai, fiquei mais só, mais pobre, mais perdido…Já não posso contemplar a beleza da sua face, ouvir a sua voz de pai, de pastor amoroso pelas suas ovelhas, adivinhar-lhe os contornos largos suaves e ternos do seu corpo, adornado com as suas vestes tão belas, nas quais o vento sempre tocava docemente, tecendo movimentos cheios de poesia…

Escrevo estas pobres linhas, despidas de riqueza teológica, ao contrário das que tenho lido nos últimos dias; porém, se algum valor têm, as minhas lágrimas, vertidas enquanto as escrevo, são penhor do meu amor puro por João Paulo, que me fez descobrir a imensa beleza de Jesus e da Sua Mãe, Maria Santíssima.

Com efeito, a minha Fé é, para mim próprio, um mistério, mas certamente uma Graça de Deus que vou cultivando no meu dia-a-dia. À semelhança do afirmado pelo “meu” Papa, só Deus conhece a história da minha vocação. Na verdade, não sei como ela nasceu. Mas desabrochou certamente um dia, quando a minha Alma muito devagarinho deixou-se comover com a doce Figura de Jesus. E, certamente com João Paulo II, descobri, de mansinho, toda a poesia do gesto de Nossa Senhora, Mulher Mãe e Rainha do Céu e da Terra! Compreendi, de súbito, toda a nobreza da Sua Vida, Vida de Amor, de Gratidão, de Dádiva!

É, certamente, um milagre de Karol Wojtyla!

c-m, 49 anos muito sofridos.
(escrito ao som de “Glória” de Jan Dismas Zelenka).

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