Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sábado, 2 de abril de 2011

L'important, C'est La Rose…


Hoje ao fim do dia, entro no carro, refúgio (ilusório, mas refúgio, quand même…) de qualquer homem e, largando um suspiro de alívio e desejo de evasão, agarro-me ao volante do BM.


Deixo-me ficar assim por uns instantes: só eu e o bichinho a ronronar, impaciente. Tenho de ir à Almedina do Oriente pescar um livro chato de Direito. Mas a esta hora vamos saborear o curto passeio, ok?


Ponho o cd e oiço o Gilbert Bécaud: L'important, C'est La Rose…


E penso que a sua morte foi uma obscenidade. Aquela voz é insubstituível. Aliás como todos os cantores franceses que nos falam de um mundo que já não existe nesta nossa (?!)Europa.


Por isso penso que a Morte não é aquela "Irmã” como romanceia o franciscanismo, mas sim um monstro que ainda não foi destruído.


De facto, a ressurreição de Jesus Cristo contém misteriosamente a ressurreição de todo o Seu Corpo. Quando chegar o Tempo da ressurreição do Seu Corpo Místico, a Igreja, ou seja, todos nós, então os ossos ressequidos receberão o “sopro da vida” (Ez 37, 1 ss.) pois, segundo São Paulo, “nós, que somos muitos, constituímos um só corpo em Cristo" (Rm 12, 4).


Mas, até chegar a nossa hora, como diria o meu José Agostinho Baptista, a angústia é inevitável.

“Toi qui marches dans le vent
Seul dans la trop grande ville

Avec le cafard tranquille du passant

Toi qu'elle a laissé tomber

Pour courir vers d'autres lunes

Pour courir d'autres fortunes

L'important...

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