Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vida é como um romance II

"No Verão, todos os dias me sentava na varanda a ver passar o tempo. E todos os dias o tempo passava. Todos os dias via passar o tempo e o tempo passava sem me ver. Era assim que eu passava o tempo. Depois, descobri que não via passar o tempo, era o tempo que passava por mim e que a vida era apenas um frágil passatempo. (...). Aprendi que não posso ficar na varanda a ver passar o tempo ou vendo o tempo passar por mim. Eu tenho de cavalgar a eternidade das milésimas de segundo e morrer não de desgaste mas na exaustão de uma vida vivida. Ficar na varanda é não tomar decisões. E não agir é uma perda de tempo. É esperar que esse mesmo tempo cumpra a profecia bíblica de nos fazer regressar ao pó. Cabe-nos não morrer em vida. Não morrer antes do corpo."

João Morgado, "Diário dos infiéis", Oficina do Livro, Junho de 2010. Com a devida vénia.

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2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

então e o que é feito do paraíso do Verão? O escutar do correr da àgua no remanso do verde?

sexta-feira, setembro 24, 2010  
Blogger C.M. said...

Pois... parece-me que fugiu...

sexta-feira, setembro 24, 2010  

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