Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 14 de janeiro de 2007

As Bodas de Caná: Ontem e Hoje.



Hoje, Domingo, o Evangelho de São João (um dos Apóstolos mais íntimos de Jesus) fala-nos de um dos episódios mais belos da vida de Jesus, que me toca profundamente: a Sua preocupação (e de Sua Mãe, Maria), para com os noivos que, subitamente, ficaram sem vinho para oferecer aos convivas.

Este episódio revela muito acerca da doçura e bondade d’Aqueles. Sabemos bem como o vinho, ainda hoje, é um elemento vital numa festa… E como é belo imaginarmos, há dois mil anos, Maria e Jesus, convidados para um casamento, nessa terra hoje tão martirizada...

Diga-se que a cidade de Qana-al-Jalil, que fica a 85 quilómetros de Beirute, é para os libaneses o local das "Bodas de Caná". Como prova, os libaneses apontam uma gruta, onde Jesus teria descansado, e em cujas rochas estão esculpidas figuras humanas. Para Israel, todavia, o local mencionado no Evangelho de São João situa-se numa cidade com o mesmo nome na Galiléia, próxima de Nazaré, onde Jesus passou a infância.

As pesquisas dos arqueólogos e estudiosos dos textos bíblicos apontam a tese israelita como a mais correcta... mas o que importa agora é nós pensarmos que naquela zona do Mundo, naquela porção de terra, na qual os cristãos são, hoje, tão perseguidos, caminharam Jesus e Sua Mãe. Numa Caná, pobre hoje como há dois mil anos, mas tão rica de significado...

Foi precisamente nas bodas de Caná que Jesus Cristo, pela sua presença, estabeleceu o sacramento do matrimónio.

Muito curioso, porém, é o assinalar, através dos textos apócrifos, que São Judas Tadeu, um dos Apóstolos, teria sido esposo precisamente nestas núpcias de Caná; tal explicaria a presença de Maria e de Jesus.

Belo, não é verdade?

Note-se que Judas Tadeu era parente consanguíneo (primo) de Jesus. Nasceu na Galiléia e seu pai era, na verdade, irmão de São José. Sua mãe, Maria Cleófas, era prima de Maria Santíssima…

Mas, voltando às nossas Bodas, atente-se que, na Bíblia, vale dizer, na Palavra de Deus, faz-se um paralelismo entre o casamento de um homem com uma mulher, e a relação que existe entre Deus e a Humanidade. Veja-se o “Cântico dos Cânticos”, o qual é uma parábola acerca do amor de Deus por Israel, a sua amada…

O que aqui releva, ao apaixonado por Jesus e Maria, é a sensibilidade, a delicadeza de Maria, que se comoveu perante a perturbação daqueles noivos, e a quem ela se apressou a socorrer, implorando ao Seu Filho um milagre, o primeiro, mesmo que ainda não tivesse chegado a Sua hora…

Maria, na sua imensa bondade, “apressou” a manifestação do Seu Filho. Mas Ele quis também demonstrar que o Seu primeiro milagre público ocorreu por causa do pedido de Sua Mãe. Assim, Jesus quer-nos dizer que intervém por intercessão da Virgem Maria, Aquela que está acima de todos os Santos e Anjos do Céu.

Ela é o caminho que conduz a Jesus…

Nota: "As bodas de Caná", de Paolo Veronese - óleo sobre tela; pintado em 1563

3 Comments:

Blogger ferreira said...

Caro Amigo C-M só não percebi do Evangelho porquê é que só naquele dia chegoua a hora de Jesus? Porque não noutra ocasião, logo numa Festa? Embora a grande festa do sacramento do matrimónio.
Abraço

Ps: Tem primado muito nas fotos, belissímas, por sinal!

terça-feira, janeiro 16, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Caro Amigo Ferreira, um obrigado muito sentido pelas suas palavras.

A frase “A Minha hora ainda não chegou” (São João 2, 4) significa a hora da paixão e glorificação de Jesus (cf. Jo 7, 30; 8, 20; 12, 23-27; 13, 1; 17, 1; 19, 27); no dizer de João Paulo II, “quando Ele realizará a obra da redenção da humanidade”.

Um abraço

C-M

quarta-feira, janeiro 17, 2007  
Blogger ferreira said...

Amigo Cabral-Mendes, obrigado eu!
E aproveito para o parafrasear « Supra summun ( esta é para si...). »

quinta-feira, janeiro 18, 2007  

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