Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os nossos Bispos andam a fazer “vista grossa”…

De facto, para o III Colóquio da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR), esta presidida por um ateu confesso e maçon, Mário Soares, os organizadores convidaram quase todas as religiões mundiais, à excepção de representantes da Igreja Católica. É “natural”… do ponto de vista deles, claro.

A hierarquia católica está apenas representada na sessão de abertura por D. José Policarpo e, mesmo assim, apenas a título de "personalidade de grande mérito em questões de liberdade religiosa" e não enquanto líder da Igreja dominante em Portugal, qual seja, a Católica.

Todavia, foi convidado, para orador, o representante máximo dos inimigos de sempre da Igreja, António Reis, grão-mestre da maçonaria e obviamente não crente. E bem sabemos que a maçonaria é o braço armado do Inimigo. É uma organização que congrega interesses políticos e económicos, profundamente satânica e promotora do satanismo. Para muitos é um meio rápido de atingir o poder político e financeiro, mas o preço a ser pago é a entrega da própria Alma!


Os seus princípios são incompatíveis e inconciliáveis com o Evangelho de Jesus Cristo.


Não é assim “natural” que venha um Bispo português, D. Carlos Azevedo, membro destacado da Conferência Episcopal Portuguesa, afirmar à comunicação social (“DN” de hoje) que "a Igreja Católica está representada com dois elementos na CLR e que não é nada chocante esta orientação da Comissão em convidar religiões mais representadas nos principais palcos de conflito".

Se é o próprio Episcopado português que se demite das suas responsabilidades e não pugna pela representatividade e defesa da Religião Católica, e "esconde", qual virgem envergonhada, os sérios contributos que esta tem dado para a Paz Mundial (veja-se o inesquecível Pontificado de João Paulo II), será o pobre povo crente que o fará? Sem dúvida que o deverá fazer, mas a voz que deveria ser a mais poderosa encontra-se amedrontada, apaga-se num murmúrio de explicações do inexplicável…

Até o próprio Ministro da Justiça - que tutela a CLR – Alberto Costa, outro inimigo do Catolicismo, defende a “actualização” da Comissão às novas “tendências” religiosas, pois que, diz ele, "a Comissão de Liberdade Religiosa tenta abarcar os novos fenómenos religiosos, já que o paradigma das grandes religiões agregadoras de crentes está a mudar".

Isto é uma clara “piada” (de mau gosto) para os dignitários da Igreja Católica Portuguesa, mas estes não a percebem ou não querem perceber…



Só D. Carlos de Azevedo e todos os membros da Conferência Episcopal Portuguesa (são eles D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga (presidente da CEP); D. António Marto (vice-presidente da CEP); D. Manuel Clemente, bispo do Porto (vogal); D. José Francisco Alves, arcebispo de Évora (vogal); D. Albino Cleto, bispo de Coimbra (vogal); D. Gilberto Canavarro Reis (vogal). D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa vogal do Conselho por inerência de funções) devem pensar que isto não é um ataque claro à Igreja Católica Portuguesa.







Lá diz o (bom) povo: quem muito se agacha…

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5 Comments:

Blogger Júlia Moura Lopes said...

que falta de coluna vertebral...e ninguém diz nada...

terça-feira, junho 24, 2008  
Blogger ferreira said...

Tem toda a razão,CM.Mas,ainda que mal pergunte, não caberia a D. José Policarpo explicar porque estará presente ainda que não em representação da Igreja Católica?Ou será uma espécie de estratégia?

terça-feira, junho 24, 2008  
Blogger C.M. said...

Ninguém diz nada neste País do faz-de-conta...

terça-feira, junho 24, 2008  
Blogger C.M. said...

Caro Ferreira, a estratégia é a estratégia da avestruz: fingir que se ignora a afronta e o perigo... pensando que actuando (OU ATUANDO?!?...)deste modo, se evitam males maiores... erro fatal!

terça-feira, junho 24, 2008  
Blogger C.M. said...

Em tempo: para além do olhar misterioso da Júlia, o Ferreira tem um novo "look" sim senhora...

terça-feira, junho 24, 2008  

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