Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Alma nostálgica...



A noite desceu. E o vento grita no seu interior, com violência.

A hora continua propícia ao divagar do pensamento, sem uma linha contínua…

Continuo a pensar na Esperança, na solidão e na nostalgia. E, “pour cause”, lembrei-me de um dos meus cineastas preferidos: Andrei Tarkovsky. Com efeito, esta alma (russa) que já partiu, abordou como ninguém (para além de meu muito querido Krzysztof Kielowski, o autor de "Azul", "Branco" e "Vermelho") a temática da solidão e do exílio da Alma, neste tempo de horrorosa pós-modernidade, na qual se radicalizou o pensamento de Nietzsche. O vazio, o nada, é o que muitos apregoam e desejam… para si e para os outros.

Tarkovsky realizou “Nostalgia”, um dos seus filmes mais ricos e singulares, no qual, através da contemplação, do acto contemplativo de que o ser humano é capaz, se procura, no limite, Deus.

É certamente o “respirar” da alma da velha Rússia, sufocada que foi pelos prometidos “amanhãs” que nunca chegaram a "cantar"…

É também a nossa odisseia, homens transformados em nómadas, na eterna busca do rosto de Deus.


Nostalgia… um desejo inexplicável de eternidade...


Porque tardas, Senhor?


Vou reconfortar-me na leitura dos sermões de Santo António…






Nota: na foto, Andrei Tarkovsky e o seu filho.

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2 Comments:

Blogger Cleopatra said...

Nostalgia..
A busca do rosto de Deus...
Sabe CM, eu acho que o vejo todos os dias.
basta estar atento!
Já pensou nisso?
Viu o filme da Madre Teresa???

sábado, janeiro 12, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

Cleo, de facto, eu já o senti muitas vezes na minha vida... ai mas esta nostalgia que me ataca por vezes...

Não, não vi o filme de Madre Teresa (escândalo...). Hei-de ver se há em DVD.
Bjs.

sábado, janeiro 12, 2008  

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