Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

À Procura...




A nossa cidade vê finalmente o verdadeiro rosto do Outono. Da minha janela, a bela arquitectura dos anos 50 enquadra-se bem na nostalgia da semana que assim nasce.

Medito no precário e no definitivo.

Todos os dias, nos confrontamos com a precariedade da nossa vida e da dos outros, especialmente daqueles que amamos. Pelo seu gesto de ternura, de meiguice, pela sua beleza.


Pela luz que nos serve de guia…

Mas, se caminhamos para o Definitivo, para quê o esforço quotidiano?

Ao tempo de S. Paulo, alguns discípulos deixaram de trabalhar, convencidos que estavam do eminente regresso de Jesus Cristo.

A esperança que Ele anunciou parece assim contraditória com a fragilidade desta nossa vida.

E como justificá-la?

Tenho pensado se efectivamente pode justificar-se uma vida apenas pela prática do Direito. Mesmo que através dele se tente praticar o Bem, dando razão a quem dela se encontrada carecido.

Mesmo que através dele se persiga a justiça e a verdade.

Mas não creio que seja suficiente. Parece-me que é necessário fazer algo mais pelos outros. Caso contrário, o que diremos, um dia, ao nosso Mestre? Não queremos ser servos inúteis, não é assim? Temos de fazer render os nossos talentos… e actuar, em conformidade, na nossa sociedade.

Estamos pois à procura….






5 Comments:

Blogger joaquim said...

Meu caro amigo
Ao ler esta frase, «Ao tempo de S. Paulo, alguns discípulos deixaram de trabalhar, convencidos que estavam do eminente regresso de Jesus Cristo.» conforme a Palavra inspirada a Paulo, veio ao meu coração o seguinte:
Mas este proceder está errado!
No nosso dia a dia quando esperamos a vinda de alguém importante, ainda trabalhamos mais, para que tudo esteja perfeito quando esse alguém chegar.
Então que há mais importante que Cristo?
É preciso então trabalhar mais e mais, mudar tudo o que esteja errado, aplanar os caminhos, para que na Sua chegada tudo esteja conforme a Sua vontade.

Abraço amigo em Cristo

segunda-feira, novembro 19, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Caro Amigo,

Obrigado pela sua visita e pelas suas palavras plenas de sentido.

Olhe, ainda não comentei os seus últimos textos porque não sei que volta lhes dar...o seu testemunho é deveras importante...

Abraço!

segunda-feira, novembro 19, 2007  
Blogger redonda said...

A fotografia apesar de cinzenta é lindíssima. As palavras pareceram-me muito certas. Depois de ler pensei que também às vezes não me parece suficiente e me sinto à procura.
Obrigada pelas palavras de incentivo. Significaram muito para mim.
um beijinho
Gabriela

quinta-feira, novembro 22, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Eu é que agradeço, Gabriela... e creio que todos nós andamos à procura... do Amor, do Belo, do Indizível, do Infinito...

quinta-feira, novembro 22, 2007  
Blogger Cleopatra said...

Mesmo que através dele se tente praticar o Bem,

É o que tento todos os dias há uns anos...

Um abraço.

sexta-feira, novembro 23, 2007  

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