Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Ainda é Natal!


Ainda é tempo de falar sobre o Natal (sempre...). E sobre alguém que foi o primeiro a construir um presépio. Foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223.

Tal ideia ter-lhe-á surgido numa noite em que lia o Evangelho de São Lucas, o qual nos recorda, com extrema beleza, o nascimento de Cristo. Resolveu então montá-lo em tamanho natural, numa gruta de sua cidade.

A palavra presépio vem do latim “praesepium”, que significa, em hebraico, "a manjedoura dos animais".

A partir de São Francisco de Assis, os presépios tornaram-se frequentes, apresentando Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, os pastores e também os Reis Magos que, de longe, vieram adorá-l’O.

São Francisco montou um presépio na noite de 24 para 25 de Dezembro de 1223. Perto da manjedoura, cheia de feno, ficaram um boi e um jumento. Acima daquela foi improvisado um altar, e assim se celebrou a Santa Missa da meia-noite.

Conta-se que um dos presentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança. São Francisco de Assis ter-se-á aproximado dela, e acordou-a. Era Jesus, que bem sabia o amor que São Francisco tinha por Ele…

Que felizes seríamos se fôssemos dignos de Maria Santíssima vir ao nosso encontro, caminhando silenciosamente, mal tocando o chão com os seus doces pés, para nos entregar o Seu Menino! Toma, pega-lhe! E nós, sem darmos conta, já então estaríamos envoltos na Luz do Senhor, e deixaríamos esta Terra sem dor e sem mágoa...

Saibam os eventuais leitores que com São Francisco (e Santa Clara), no dealbar do ano Mil uma nova Primavera surgiu no Mundo… Cabe-nos a nós ressuscitá-la… cabe-nos a nós descobrir uma nova aurora, uma nova Luz...


Nota: "S. Francisco de Assis e Santa Clara Adorando o Menino Jesus" - Josefa de Óbidos, 1630 - 1684.

2 Comments:

Blogger Albertino said...

Caro amigo Mendes: paz e bem!

Desta cez foi a aminha curiosidade em passar pelo seu espaço, uma vez que me foi dado saber onde poder prescrutar coisas novas e ed grande importância.
Apetecia comentar todos os textos, mas todos mesmo.
Detive-me neste postal, que tão bem conheço, e na explicação bonita que faz do Natal que ainda hoje é realidade em cada ser que nasce. Como franciscano creia-me grato por lembrar ao mundo o papel importante de Francisco de Assis para que a Igreja celebrasse este dia tão grande de uma forma tão bonita.
Pena que o mundo hodierno tenha transformado o dia da vida em tempo de consumo.
Abraço e de muita paz.
Frei.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigaso, Frei Albertino, pelas suas amáveis palavras.

Eu talvez tenha uma visão poética da Fé, assim a viverei...e escrevo, porventura nessa conformidade. Com muito amor, talvez candura, quem sabe...pese embora as minhas imensas falhas como simples mortal que sou...

Um abraço fraterno!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007  

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