Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Epifania do Senhor, Luz do Mundo.


Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia,
nos dias do rei Herodes,
quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.
«Onde está - perguntaram eles -
o rei dos judeus que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorá-l’O».

(São Mateus, 2, 1-12).


Já tenho escrito (vezes sem conta, perdoem-me…) que sou um apaixonado pelo tema dos Reis Magos, ou ele não estivesse impregnado de Poesia!

Com efeito, o Mistério dos três Reis Magos que percorrem um mar de areia para irem ao encontro do Salvador do Mundo é um tema que me apaixona há anos. Faz-me pensar que bom seria podermos, nos dias que passam, ir também ao Seu encontro, para sermos salvos deste caminhar por vezes tão solitário e sem sentido, para nos livrar da angústia de nos sabermos limitados e finitos, de sabermos que um dia deixaremos de poder contemplar o mar, de caminharmos descalços na areia húmida. Mas, quem sabe, talvez que tudo se possa resolver a nosso contento.

O pequenino Menino Jesus, na Sua Bondade, esquecerá as nossas falhas, as nossas infidelidades e permitir-nos-á viver no segredo do Tempo com aqueles que mais amamos.

Na celebração desta Epifania (a manifestação de Jesus a todos os homens), e no início deste Ano de 2009 que se afigura tão difícil, façamos votos para que, enquanto não mergulhamos totalmente no Mistério, o Menino Jesus nos dê um suave e longo caminho para percorrer, na companhia daqueles que amamos e estimamos.

Ele é a única Luz que se acende na noite deste mundo que estava destinado a ser o paraíso do Homem...
Nota: Vasco Fernandes (Grão Vasco), “Adoração dos Magos”, óleo sobre madeira, Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal.

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