Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Celebramos hoje 34 anos de decadência!


Em Abril de 1974, o País estaria farto de um regime forte e autoritário e da guerra (que nos fizeram…).

Contudo, a sociedade portuguesa estava a ficar paulatinamente mais rica. Pediria talvez menos Estado e, consequentemente, mais liberdade.

Não obstante, olhando para as estatísticas desse tempo, quem nos dera que o Banco de Portugal agora lavrasse um relatório deste teor:

1. 10% de crescimento económico ao ano;
2. 500.000 accionistas na bolsa;
3. poder de compra 100% superior ao ano de 1960 quando, infelizmente, começou a guerra que tantos recursos consumiu: humanos e materiais.
4. Forte investimento estrangeiro;
5. 60% do poder de compra existente na Europa além-pirinéus.


Em Novembro de 75, devido aos desvarios de esquerda que se conhecem e já fazem parte da História, a sociedade estava mais pobre: 20% de desemprego, com a queda da produção industrial, ruína das empresas, inflação, fuga dos capitais internacionais e êxodo de muita gente empreendedora, que a não há hoje…hoje o que predomina é o capital especulativo, que não o produtivo...Ah! E não esqueçamos a vinda de meio milhão de refugiados da nossa África…

Valeu a pena o golpe?

Também eu me entusiasmei, perante a perspectiva de “grandes liberdades”: Mas, de que serve poder gritar bem alto a nossa discordância, nos dias de hoje, se o Poder faz aquilo que muito bem entende? Faz aquilo que Marcello Caetano nunca faria: o desmantelamento do Estado para entregar os restos às hienas sequiosas do capital mercenário.

Lembro aqui Salgueiro Maia, que tantas vezes é oportunistamente evocado, e creio bem que se ele ainda hoje fosse vivo voltaria, uma vez mais, a pegar em armas, atendendo ao "estado a que isto chegou !"


A impaciência, a visão marxista da sociedade daqueles que estiveram por detrás do golpe, bem como as forças obscuras que hoje comandam verdadeiramente os destinos de todos nós, impediram uma transição pacífica de regime, tal como aconteceu na Espanha, hoje uma verdadeira potência.

Marcello Caetano teria sido o homem que elevaria Portugal a um outro patamar de desenvolvimento, num quadro constitucional diferente.

Não quiseram!

Também rejeitaram o projecto de António de Spínola, o qual teria evitado as convulsões que se deram na sociedade portuguesa, teria preservado a saúde da economia, e teria evitado o morticínio das populações, negras e brancas, em África, e a debandada destas para a Metrópole, em condições dramáticas.

Aqueles que falavam de democracia há 34 anos, usaram essa palavra para verdadeiramente preconizarem (no sentido em que Marcello Caetano já alertava no ano de 1973) “a passagem para a tal democracia que o Manifesto do Partido Comunista já em 1848 considerava a primeira etapa da revolução operária, pela constituição do proletariado em classe dominante no Estado”

E viu-se o que foi essa “ democracia” em toda a Europa de Leste!

Não fosse a actuação de homens como António de Spínola, que lutaram para obstar a que um projecto totalitário se desenvolvesse após 1974, e aqui estaríamos como a Cuba da Europa! Como aliás, desejou Otelo Saraiva de Carvalho…


Hoje, estamos reduzidos a uma estreita faixa, ao longo do Atlântico.

Para o interior do País, tudo estará deserto e morto a curto prazo.



Portugal já foi uma grande Nação. Hoje, agonizamos.

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9 Comments:

Blogger Júlia Moura Lopes said...

os homens são injustos, mas a História far-lhe-á justiça.

Pena que ele tenha morrido com a mágoa da ingratidão, penso muitas vezes nisso..

sexta-feira, abril 25, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

Também penso muitas vezes nisso, principlamente quando abro os livros dele...

Um dos ingratos, foi Freitas do Amaral, que ele considerava como o seu continuador, aliás como está escrito na 10ª edição do seu "Manual de Direito Administrativo"...

sexta-feira, abril 25, 2008  
Blogger Júlia Moura Lopes said...

Olhe, mas o F. do Amaral est]a retratado, descredebilizado e o outro morreu com dignidade.

A mim ele nunca enganou...

sexta-feira, abril 25, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

Tem toda a razão... a triação paga-se...

sábado, abril 26, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

perdão, a traição paga-se...

sábado, abril 26, 2008  
Blogger Paulo said...

Não podia estar mais de acordo consigo.
Tenhamos esperança que o povinho acorde e acabe com a festa deles nas urnas. A democracia está podre; e não foi sempre assim?
Saudações cordiais deste vosso amigo e patriota.
Paulo Lopes

segunda-feira, abril 28, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigado, Paulo. Na verdade, temos de acabar com o festim destes ignaros...

terça-feira, abril 29, 2008  
Blogger Cleopatra said...

Ena CM. Coragem não lhe falta. Nem frontalidade.

sexta-feira, maio 02, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

É, Cleo, mas os tempos estão maus e difíceis para a liberdade de expressão...

sábado, maio 03, 2008  

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