Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Da saudade


O Homem, no seu íntimo, tem saudades de Deus, do Paraíso que, por suas mãos, perdeu.

Acerca deste dia – Dia de Fiéis Defuntos – São Cipriano afirmou que ele é relativo àqueles que “ não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente”.

Todavia, a saudade que nos invade por via daqueles que partiram e com os quais poderíamos reescrever a nossa história pessoal, porventura de um modo mais perfeito, invade-nos inexoravelmente. Somos simplesmente frágeis e humanos, talvez demasiado humanos.

Não fosse uma saudade transcendente aquela que sentimos, e restar-nos-ia apenas a certeza de tudo acabar num total aniquilamento da memória, pessoal e colectiva.

Porém, nós, cristãos, pobres caminhantes em busca da Pátria celeste, acreditamos que no final desta jornada estará Jesus à nossa espera e, no excesso da Sua bondade e misericórdia, de braços abertos dirá: vem, cansado que estás, e repousa finalmente a tua cabeça no Meu peito...

Não sei como conseguem viver aqueles que não têm a graça de acreditar. Na verdade, este mundo, sem Deus, não faz sentido. E, como disse Leonardo Coimbra, “o mundo sem Deus pára”.

7 Comments:

Blogger Isabel Magalhães said...

"este mundo, sem Deus, não faz sentido"





grande verdade.


(para que nunca nos esqueçamos.)


As nossas saudações "azuis" :)

quinta-feira, novembro 02, 2006  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigado pelas suas palavras. Pena que muitos esqueçam tal verdade...

sexta-feira, novembro 03, 2006  
Blogger crt said...

Estive para fazer um post sobre o dia dos fiéis. Ou melhor, sobre a incomensurável saudade que sentimos pelos que partem antes de nós.
Todos os anos me impressiono com o número de pessoas que movidas, penso eu, por aquele sentimento de nostalgia, indiferentes à distância e abdicando de outros afazeres, rumam com destino aos cemitérios. Sinto aquele momento, e assim o vejo no rosto dos que comigo comparecem, como uma união colectiva com causa comum: a ausência sentida de quem nos é querido e, nas palavras de São Cipriano, "mandamos à frente".
Pergunto, que espécie de seres somos que mandamos à frente quem tanta falta nos faz? É por eles ou por nós que o fazemos?

quarta-feira, novembro 08, 2006  
Blogger Cabral-Mendes said...

“Que espécie de seres somos que mandamos à frente quem tanta falta nos faz? É por eles ou por nós que o fazemos?” pergunta CRT.

Pois, na verdade, creio bem que, pelo menos alguns de nós, deseja, pelo contrário, “ir à frente”, para não ter de suportar a dor da perda daqueles que são a razão de ser da nossa vida… a sensação de um vazio imenso…

Na minha vida, já perdi demasiadas pessoas… é como perder um pedaço de nós.

Sobreviver à perda é difícil…

Obrigado pelo seu texto, crt.

quinta-feira, novembro 09, 2006  
Blogger crt said...

Na verdade, não acredito que sejamos nós a mandá-los à frente.
somos demasiado e duplamente egoistas(não queremos ficar sem eles, mas tb não queremos partir já) para concretizarmos tal proeza.
Foi um prazer comentar o seu texto. Decidi, durante a viagem de regresso, que escreveria sobre o sentimento que vi estampado nos rostos dos fiéis e ter-me-ia, eu acho, saído um texto bonito.
Não o fiz logo e depois...passou a hora. Tudo tem uma hora!!

quinta-feira, novembro 09, 2006  
Blogger Cabral-Mendes said...

crt, com efeito, este sentimento até pode ter uma conotação algo egoísta(deve ter mesmo...).Bem observado...

Relativamente à oportunidade de escrever sobre a data em causa, ela mantém-se, pois que o mês de Novembro - todo ele - é dedicado ao sufrágio das almas do purgatório...

Com efeito, estamos no Mês da Almas.
Mas também se pode dizer que todos os meses são "meses das almas"...

Assim, a oportunidade mantém-se, plena de actualidade neste mês de Novembro, pelo que fico a aguardar o seu texto, no seu blog, ok?

sexta-feira, novembro 10, 2006  
Blogger crt said...

Não prometo para não incumprir. Mas, talvez. Logo vemos...

sexta-feira, novembro 10, 2006  

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home