Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 17 de maio de 2009

Cristo-Rei, ontem e hoje.


Neste fim-de-semana, a imagem original de Nossa Senhora voltou ao Santuário de Cristo-Rei, passados que são 50 anos.

Ontem, Sábado, estive com Ela na Praça do Comércio, ou melhor, na Avenida Infante Dom Henrique, onde ocorreu uma celebração eucarística e, posteriormente, uma procissão fluvial que levou a Imagem para Almada.


Nesta cidade da Diocese de Setúbal, as celebrações tiveram o seu ponto alto na tarde deste Domingo que está a findar quando escrevo estas notas.

Não fora o Reitor do Santuário de Cristo-Rei, Padre Sezinando Alberto, o qual não teve pejo de invocar as raízes católicas da Nação, e ninguém falaria do homem que teve a ideia da criação deste monumento - o inesquecível e incomparável Cardeal Dom Manuel Gonçalves Cerejeira (a figura mais marcante da Igreja em Portugal no século xx, por via da sua obra de reestruturação eclesial e de reforma das relações da Igreja com o Estado) - erguido em louvor ao Sagrado Coração de Jesus, devoção que sempre foi defendida pelos Jesuítas e ferozmente perseguida durante a I República.

Com efeito, a ideia da construção deste Santuário surgiu em Setembro de 1934, depois do Cardeal Cerejeira visitar o Monumento erguido a Jesus Cristo no Rio de Janeiro.

Mas, para além da milagrosa ajuda dos Céus, sempre é um facto que tivemos também, à época, políticos que souberam estar à altura das circunstâncias, souberam enfrentar a História e defender Portugal dos horrores da guerra.

Que diferença de homens e de épocas! Há 50 anos o Governo em peso esteve presente, mesmo Oliveira Salazar que até nem concordou com o Monumento… Hoje, apenas um (triste e apagado) representante do Governo ali se encontrou. Ah! E o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ali feito de “corpo presente”, todo o tempo de óculos escuros! Seria para algum “irmão” da maçonaria não o reconhecer? Para a triste figura que fez mais valia não ter ido…


Para salvar a "honra do convento", sobressaiu com uma pose digna o Presidente da República Cavaco Silva, e sua mulher, que assim suavizaram de algum modo a "face" desta República cada vez mais jacobina.

Quanto ao Primeiro-Ministro, preferiu ir correr 10 quilómetros em Lisboa, para divulgar o programa "Novas Oportunidades"... está tudo dito, não é verdade?

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