Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A doçura de Jesus.


"Inclinai os vossos ouvidos e atendei-me Senhor!"



O Evangelho de hoje é extraordinariamente comovente.

Jesus compadeceu-se daquele pai desesperado pela morte da sua filha. E daquela pobre mulher sofredora, que “sabia” que lhe bastava tocar Jesus para ficar curada.

De facto, no Evangelho de hoje ressalta toda a sensibilidade de Jesus, toda a Sua ternura e amor por nós que, de algum modo, sofremos.

Na intimidade da Igreja de Santo António, ao ouvir a bela homilia do meu querido amigo Frei Quintã, as lágrimas foram a Verdade a encher-me o coração...




Nota: Pintura existente na Basílica Ortodoxa Hagia Sophia de Istambul -1280.

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4 Comments:

Blogger Cleopatra said...

Sabe Cabral Mendes?
Hoje venho confessar-me.
Quer ouvir-me em confissão?

Ultimamente não ando muito dada a coisas de religião.
Por outro lado sei que sou uma mulher de fé.
Acredito em Deus.
Não nesse Deus que me ensinaram em pequena, materializado numa imagem que nunca poderia, a meus olhos, ser divina, mas, num Deus, conjunto de energias, substancias átomos,.... força... não lhe sei explicar.
Acredito que há um Ser que existe e que precisa existir para sermos...

E venho confessar que raramente lhe peço seja o que for. Simplesmente porque não há nada a pedir. Há só a acreditar.
Não faço Deus perder tempo com pedidos.
Não atribuo a Deus culpas...
Simplesmente coexisto com essa força que é interior e exterior que serenamente se faz presente e não peço nada.

E sorrio pela alegria de existir. E faço um dia atrás do outro na caminhada de uma perfeição que nunca atingirei nesta forma, nesta amálgama quase perfeita ou aparentemente perfeita de matéria que me dá uma forma a que chamam humana....

E... outras formas virão... continuarei a existir...e Deus também...

Hoje venho-lhe confessar que acredito em Deus, mas que Deus não é para mim, nada do que os homens me ensinaram

Deixo-lhe um bj
Se rezar esta noite, lembre-se de mim.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

Já vi que Vexa é crente. Não sei se muito ortodoxa, mas crente. Também não sei muito bem que coisa é essa da ortodoxia… pelo menos em política damo-nos mal com ela…

Mas cuidado para não cair no panteísmo ou nessa nova “moda” da “New Age”, que nega Deus e considera antes a Terra como a nova deusa, na qual todas as coisas se fundem e “renascem”.

A minha amiga acaba de ir, talvez sem se dar conta, à raiz da Fé, quando diz: “venho confessar que raramente lhe peço seja o que for. Simplesmente porque não há nada a pedir. Há só a acreditar”. É isso mesmo: Não devemos ver Deus como um Ser que apenas nos lembramos Dele para Lhe “pedincharmos” coisas, mas sim compreendê-Lo (tarefa impossível, enfim…) na sua fonte de Amor de Misericórdia e de Salvação para todos nós.

Afinal, Deus apenas quer o Bem e a Felicidade para o Homem.

Se lermos, por exemplo, os Apóstolos, como o meu muito querido São Lucas, constatamos que aqueles homens nos deixaram escritos de rara beleza, através dos quais lançam uma mensagem para os vindouros, qual seja, a de que eles viram Jesus, Filho de Deus, viram Este na Sua Glória, e pediram às gerações futuras para acreditarem que Aquele era o Caminho a Verdade e a Vida; e que fora d Ele estaremos perdidos.

Lembremo-nos de Santa Madalena que teve o privilégio de ser a primeira a ver Jesus Ressuscitado, e os relatos que nos deixaram de tal evento! Como se nos dissessem: Atenção, nós vimos todas estas coisas a acontecer: acreditem, pois nós estivemos lá!

Muita coisa havia para dizer… vamos dizendo nos nossos postais, não é verdade?

Gostei muito da sua “confissão”.

Um beijo cheio de ternura para si.

CM

quarta-feira, fevereiro 13, 2008  
Blogger Cleopatra said...

Obrigada CM
Acredito que no fim fui absolvida.

Foi bom ter-me ouvido em confissão. Um beijinho muito grande.

AH! E não tenho nada que ver com os Wiccas, sorrisos, mas acredito que cada ser vivo é digno de respito, nem que seja a mais simples planta ou apenas o ar da manhã, ou a luz do luar ou o Universo na sua total comunhão de equilibrio....
Vou

terça-feira, fevereiro 19, 2008  
Blogger Cabral-Mendes said...

hum... absolvidíssima...

terça-feira, fevereiro 19, 2008  

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