Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

O Menino Jesus vem em Dezembro...


Ao lembrar-me do Menino Jesus, lembro-me inevitavelmente do mês de Dezembro. Ao avizinhar-se este, sinto uma espécie de excitação, uma comoção, um enamoramento por esta época mágica, de tanta beleza e, contudo, de tanta nostalgia. Nostalgia, pois recordamos a época em que éramos pequeninos, pequeninos e inocentes como o doce Jesus, tão belo e tão tenrinho, cheio de beijos e carinhos de Sua Mãe Santíssima e do seu Pai adoptivo José (mal sabia Ele a vida que O esperava, as dores e os sofrimentos, infligidos pelos homens, sempre maus e ingratos).

Assim somos nós, crianças desconhecedoras dos males do mundo, da sua perfídia, da sua crueldade. Acreditamos que tudo é belo e bom, não desconfiamos de nada. Até ao dia em que sofremos o primeiro golpe, a primeira desilusão, a primeira agressão. Na verdade, a infância pode ser uma das mais belas épocas do ser humano, mas também pode ser a mais terrível, a mais sofredora, a mais traumática por ser a mais indefesa.

Mas, dizia eu, Dezembro recorda-nos uma época em que todos estavam presentes no nosso pequeno mundo: os pais, os avós, os tios... e julgávamos que tudo era bom, que todos eram perfeitos...

Mas nesta vida nada é perfeito, ou quase nada... e ela encarrega-se, muitas vezes, de mostar-nos, amargamente, a sua crueza. E nós, pequeninos, indefesos, que podemos fazer?

Ao olharmos para um fotografia nossa, enquanto crianças, como esta bela imagem do Jesus Menino, sentimos uma certa angústia pela inevitável perda da inocência, dor por sabermos (hoje) a travessia que tivemos de realizar nesta terra inóspita e que, à época, nem sonhávamos que teríamos de enfrentar.

Creio que, por vezes, até apeteceria voltar a ser menino, mas sem ter de passar pelas mesmas agruras que tivemos... Sentimos nostalgia a respeito dos nossos tempos de colégio ou da nossa rotina familiar...o cheiro dos cadernos, dos lápis, das borrachas...

Hoje, pelo contrário, até sentimos, por vezes, náusea por esta vida moderna que, de certo modo, desumanizou o ser humano e o alienou. Tal provoca-nos muitas vezes um supremo cansaço, por não conseguirmos que os outros atendam ao nosso dilacerante apelo ao amor do mundo e da humanidade. Humanidade essa pouco receptiva à mensagem do Deus que se tornou menino por querer viver entre nós.

Que bom seria que fôssemos sempre como Ele! Que bom seria que tivéssemos, todos, um São José e uma Santa Maria como pais! Mas será que não temos mesmo?

Ele aí está quase a nascer, o Deus-Menino, num milagre de Beleza que, ano após ano, nos comove sempre e nos recorda o essencial da vida: A Família, o Amor, a Fraternidade, a Amizade.


Já viram tão querido que Ele é?

3 Comments:

Blogger crt said...

"...nos comove sempre e nos recorda o essencial da vida: A Família, o Amor, a Fraternidade, a Amizade."
Apenas alteraria a ordenação. Colocaria a última em terceiro lugar, deixaria ficar tudo o resto.

segunda-feira, dezembro 04, 2006  
Blogger Cabral-Mendes said...

está bem visto, crt...

segunda-feira, dezembro 04, 2006  
Blogger crt said...

:-)

segunda-feira, dezembro 04, 2006  

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