Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

António de Spínola e os sonhos de todos nós.



A 13 de Agosto de 1996 faleceu o Marechal António de Spínola.

A sua importância na História não advirá tanto do facto de ter sido Presidente da República mas sobretudo de ter sido um grande militar, mormente na Guiné, respeitado e idolatrado que foi pelas populações locais, que reconheciam, ao tempo, o seu papel no desenvolvimento dessa nossa província ultramarina.

Após o 25 de Abril, descontente com o desvio ideológico de esquerda radical, é obrigado a fugir para Espanha após o golpe falhado de 28 de Setembro de 1974, o qual tinha por finalidade salvar Portugal de uma ditadura.

Mas o que aqui me interessa e impressiona é a volatilidade da vida e o fim de todos os sonhos: ao folhear um livro que tenho dele, deparo com uma bela fotografia do casal Spínola: ambos muito jovens, com aquela elegância que hoje com muita dificuldade encontramos no nosso dia-a-dia; ela… linda de morrer… e afinal, o que resta? Nada… isto é que nos deve impressionar: a fragilidade das nossas vidas, dos nossos planos para um incerto amanhã, as quimeras…

De facto, o que temos de mais precioso é tão precário… tão breve… para os crentes, apenas existe seguro refúgio na Palavra de Jesus e, como disse São Paulo na sua carta aos Coríntios, "se Cristo não ressuscitou é, pois, vã a nossa fé" (I Cor XV, 13) e nós seríamos os mais desgraçados homens desta terra. Mas não: atentemos em Maria Madalena a quem o amor de Jesus havia salvo: mesmo na Cruz, ela continuou a amá-l’O, como demonstra a sua caminhada até ao túmulo de Jesus, no dia em que Ele ressuscitou dos mortos: ela foi a primeira a ver Jesus ressuscitado, ela que tinha sido uma discípula fiel.

Da mesma forma, se permanecermos fiéis ao Senhor, nós O veremos um dia, na Sua Glória (II Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, 1:10).

E aí os nossos sonhos não terão sido em vão.

4 Comments:

Blogger redonda said...

Muito bonito este texto, pela esperança que contém. Gostei de o ler.

quarta-feira, agosto 15, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

É a esperança que nos mantém de pé, Redonda...

quinta-feira, agosto 16, 2007  
Blogger joaquim said...

Um texto de esperança nAquele que se entregou por nós...

Estive na Guiné com o General Spinola!
Muita coisa se pode dizer dele, agora que era uma figura incontornável disso não há dúvida nenhuma...

Abraço em Cristo

quinta-feira, agosto 16, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Ainda me há-de contar algumas aventuras suas, Amigo (e bravo)Joaquim!

sexta-feira, agosto 17, 2007  

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