Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 10 de junho de 2007

O Dia da Raça



Antes da “Revolução dos Cravos”, a 10 de Junho comemorava-se o Dia da Raça.

E que "raça" era esta? Simplesmente a raça de um povo que sempre foi original face aos outros povos europeus. Povo com uma História de 8 séculos; com um Estado dos mais antigos da Europa (actualmente em derrocada…) e com um Império inigualável na vastidão dos territórios e na criação de uma nova sociedade, fraterna e plurirracial, aliás querida e aceite, ao tempo, por negros e brancos.

Hoje, quem for intelectualmente honesto reconhecerá que o nosso Ultramar, mesmo com o advento do actual regime político, deveria ter sido defendido porque lá estavam milhões de portugueses, pretos e brancos, os quais queriam viver sob a nossa bandeira e usufruir da nossa paz, da nossa cultura, da nossa civilização. Hoje, os brancos honestos abandonaram a nossa África, deixando a mesma aos arrivistas, nada restando já das nossas infra-estruturas – escolas, liceus, hospitais, fábricas, portos… o bem-estar e o progresso enfim…

Hoje, o que lá existe é a selvajaria daqueles que se entregaram, ao longo de 13 anos de guerra, à destruição em nome do comunismo internacional. E que perseguem o seu próprio povo…

Viu-se quem ficou, em Angola ou Moçambique, a explorar as imensas riqueza: os soviéticos, os cubanos, os americanos. Hoje, os chineses…e o povo sofredor vegeta na mais triste miséria…

A perda do nosso Ultramar foi uma traição a todos os (verdadeiros) portugueses, não enfeudados a ideologias marxistas, e uma traição a todos aqueles que lá estavam a trabalhar, a investir… recorde-se que Angola, em 1970, era uma verdadeira explosão económica no panorama do continente africano. Tudo se perdeu com a ajuda de todos aqueles que se ajoelharam perante a ideologia do Mal … perdemos nós, perdeu o povo africano…

Resta-nos este pequenino rectângulo: no contexto da União Europeia, com o fim das Nações, até quando?

Em África, sofreram e morreram em combate negros e brancos, irmanados na mesma causa: um só povo, formando uma só Nação: Portugal estava aberto a todos os seus filhos.

Como disse Marcello Caetano, “Portugal é de todos nós. Nós todos somos Portugal!”.

Hoje, não seria incompatível, com a vigência de um regime parlamentar, democrático como se diz, a manutenção desse espaço de prosperidade económica e social que foi o nosso Ultramar. Contudo, a cobiça das outras Nações Europeias, e não só, determinaram a sua perda…ventos da História...

No dia da Raça e de Camões exaltava-se a Nação e o Império, a Metrópole e as Colónias.

Hoje, não sabemos bem o que se comemora…


Deixo aqui este poema de Manuel Alegre, o qual, curiosamente, hoje rema contra a maré…

“PAÍS DE MUITO MAR


Somos um país pequeno e pobre e que não tem
senão o mar
muito passado e muita História e cada vez menos
memória
país que já não sabe quem é quem
país de tantos tão pequenos
país a passar
para o outro lado de si mesmo e para a margem
onde já não quer chegar.
País de muito mar
e pouca viagem.”

9 Comments:

Blogger ferreira said...

Viva Portugal!
O meu pai foi para a guerra ,em Angola , em 1961-1963.Ainda tem as marcas de estilhaços de uma granada, que por sorte...
Esse período da nossa História continua por explicar.Penso que não se ensina na escola, não sei a razão...
De todo o modo, caro Amigo, a independência e a autonomia de cada país é um direito inalienável.Vale por dizer que Angola é uma república autónoma por direito natural. Não me interprete mal.Tenho orgulho da nossa história e dos nossos antepassados.Mas nunca gostei de Impérios.
O poema do Manuel Alegre é grande, logo a seguir vem o Mar Absoluto...Noto é uma grande melancolia no Poeta, provavelmente toda a sua obra o é, não sei.
Bom Domingo no seu Naim-:)

domingo, junho 10, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

De facto, não vale a pena escamotear a História, pois a verdade vem sempre ao de cima...o problema é que alguns dedicam-se a deturpar a mesma, dando-lhe os contornos ditados pelos seus preconceitos ideológicos...

Então o seu pai herói da guerra do Ultramar, não é verdade? Olhe, aquando do 25A estava pronto para embarcar...

Sabe que a entrega do Ultramar aos movimentos subversivos, financiados pela União Soviética, Tchekoslováquia, China... não fez a felicidade dos africanos, como se pode constatar pelas guerras fratricidas que tiveram lugar após a "independência". Não foram um factor de prosperidade…

Mas. Caro Amigo, atente que ainda muitas das actuais nações da Europa não se tinham definido, e já em África as agora ex nossas províncias ultramarinas eram portuguesas. Os seus habitantes nunca tiveram outra nacionalidade nem conheceram outra soberania. Acima da condição tribal que os dispersava em mil pequenos grupos rivais e inimigos, os nativos nunca conheceram ouro poder político senão o de Portugal.

Não usurpámos, assim, as terras do Ultramar a ninguém. Não tirámos a ninguém a autoridade que nelas exercemos, depois de as povoar e de termos chamado à civilização as populações que, de resto, se integraram á sombra da nossa Bandeira.

Pena é que tudo se tenha perdido. Deixe-me sonhar que hoje, com o actual regime plural, poderíamos ter as nossas fronteiras do Minho a Timor… que horizontes para esta juventude que hoje vive aprisionada neste pequeno rectângulo, sem perspectivas profissionais, sem a possibilidade de poder viver uma aventura…. Não estamos bem aqui? Estamos inquietos? Vamos construir a vida em Angola ou Moçambique, ver outras paragens à sombra da mesma bandeira….

A cegueira ideológica de muitos, o oportunismo estratégico e económico de muitos Países – da Europa, como a França, a Inglaterra - os Estados Unidos, a União Soviética, os Países ao tempo da “Cortina de Ferro”, a China, determinaram a perda de tudo isto, sem vantagens para a grande Nação que foi Portugal, sem vantagens para os africanos que queriam viver sob a nossa Bandeira.

Padres Franciscanos meus amigos, profundos conhecedores da nossa antiga África, testemunham-me a miséria mais triste que hoje se abate sobre a população (que não os políticos locais, claro!) e a imensa nostalgia e saudade desta pelos portugueses e a sua acção de desenvolvimento económico, no plano da educação… da saúde…

Eu sei que há aí uns esquerdistas, bem instalados na vida, que gostam de ler o “Le Monde” et coetera, para parecerem cultos, e que se fingem de solidários e fraternos, mas são afinal gente ruim, que por preconceitos ideológicos, religiosos, etc., ajudaram a destruir o maior espaço cultural e de desenvolvimento económico dos anos 60/70.

Obrigado pelo seu comentário, que me levou a escrevinhar estas linhas…

domingo, junho 10, 2007  
Blogger ferreira said...

Obrigado pelo seu comentário? É um prazer C-M.
Olhe no dia 25 de Abril andava eu na Escola Primária,1ª classe.Deram-nos feriado. Nos dias imediatos cantava-se no final de cada aula:
«uma gaivota voava, voava...somos livres...».
Ora a minha consciência politica da altura, naturalmente, era nula, ouvia comentários, rádio.
Parentes meus viveram décadas em Angola, viviam muito bem. Sei que vieram de lá na miséria, precisaram de ajuda, que lhes foi prontamente dada.
Mas C-M o império português era insustentável , naquela altura, como hoje.É uma impossibilidade.Mais cedo ou mais tarde, pretos e brancos quereriam a independência, sabe que é verdade.
E as mortes na Guerra? Quantas familias portuguesas destruídas ? Aquilo era um horror.E se todos condenamos a Guerra, aquela, então nunca deveria ter começado.É a minha opinião do que sei 'a posteriori'.
Mas sabe que respeito muito a sua opinião, que é sempre muito bem fundamentada.
Um Abraço caloroso

domingo, junho 10, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

De facto, a guerra foi um horror. Lembro-me que, ainda miúdo, na província, diziam-me: olha, que um dia vais para a guerra... tens medo? E eu tinha, pois...

Esta era omnipresente, de facto. Mas ela foi-nos imposta, não foi Portugal que a fêz...que a iniciou...Mas tem razão quando diz que o Império era insustentável... foram os ventos que sopravam nesse sentido...Contudo, foi pena: tantos recursos desbaratados, tanta coisa destruída, tanto sofrimento inútil...... enfim, é o Homem com os seus horrores...

Um abraço, gostei de dialogar consigo...como sempre...

segunda-feira, junho 11, 2007  
Blogger Cleopatra said...

Posso não concordar em tudo consigo mas não deixo de reconhecer que tem coragem!!!

E agora implicam com o PR por ele querer comemorar o dia da raça.
Ora se fossem.......ver se chove!!

terça-feira, junho 10, 2008  
Blogger Cleopatra said...

Oh CM...já está em 11 de Junho????

terça-feira, junho 10, 2008  
Blogger lagartinha said...

Passei por aqui e resolvi comentar, pois não percebo esta polémica do "dia da raça" ou por outra, até entendo...é que actualmente quase ninguém tem orgulho nela!
O que se comemora hoje? Apenas um feriado...o dia em que não se vai trabalhar, numa altura em que se põem bandeiras na janela para ser solidário com uma equipe de futebol, composta por homens que preferem viver noutros países em detrimento do seu próprio, mas ninguém se lembra de colocar a Bandeira para honrar o País!
É claro que se chocam com as palavras utilizadas pelo PR, o medo do "papão" e porquê? Porque ninguém tem segurança actualmente, ninguém tem esperança e agora, começam a recordar com alguma saudade o que tinham.

terça-feira, junho 10, 2008  
Blogger Azynheira said...

Não posso deixar de comentar a exaltação acerca de uma afirmação do PR, que no meu entender a única coisa que estava em jogo era apenas apelar ao nosso sentido Patriótico (com 'P' grande), sentimento que temos falta hoje em dia na minha opinião.

Com tantos problemas sociais, económicos e afins tão graves que temos em mãos para resolver, resolve-se porém entrar em controvérias fúteis sem qualquer sentido.

Boa Semana!

quarta-feira, junho 11, 2008  
Blogger C.M. said...

Concordo plenamente convosco, lagartinha e Azynheira...

quarta-feira, junho 11, 2008  

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