Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

terça-feira, 24 de abril de 2007

LABOREM EXERCENS... Do valor do trabalho.



Nestes tempos conturbados que nos são dados a viver, em que a precariedade no trabalho foi elevada ao altar da virtude, convém (sempre...) revisitar a História, a qual, ao contrário daquilo que nos pretendem fazer crer, não é de leitura linear, nem é a preto e branco: de um lado os maus, do outro os “bonzinhos”…

No que diz respeito à crescente fragilidade do Estado, e à insegurança que nas suas estruturas se vive (que apenas serve obscuros e subterrâneos interesses privados), ela é por demais paradoxal se atentarmos que vivemos num Estado dito de Direito.
Conviria então, no terreno das relações laborais, chamar à colação o texto de um Estadista português, acerca precisamente da natureza do trabalho:


“A Providência deu-nos o dom de tornar o trabalho necessário e, felizmente, por mais que se progrida e por mais que se acumule, será sempre necessário trabalhar para viver; de outra forma os homens morreriam de aborrecimento, numa atmosfera de vício. Se, apesar desta necessidade e este dever, se chega por vezes a uma situação em que uns são condenados à inactividade para que outros vivam, é porque nós não organizámos bem a vida, ou não conhecemos o segredo de organizá-la melhor -­é contrário à natureza das coisas que o trabalho deixe em alguma circunstância de ser factor de riqueza para se converter em fonte de miséria”.

Quem o disse foi Oliveira Salazar. E, curiosa e dramaticamente, não é necessário ser “salazarista” para concordar com ele…


Nota I: Trecho retirado do livro “ Como se levanta um Estado”, da autoria do próprio Oliveira Salazar. Acabado de editar pela “Atomicbooks”.
Nota II: Na foto, Salazar beijando a mão da Rainha Sirikit da Tailândia e o Rei Bumipho (Lisboa, 1960). Tempos de elegância...

4 Comments:

Blogger ferreira said...

Cabral-Mendes, gostei...embora não goste de Salazar( do pior que representou para o nosso País)
Mudei para: harpadecristal.blogspot.com
Um grande abraço

quinta-feira, abril 26, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigado pelo seu comentário Amigo Ferreira. Sabe que dou valor ao pensamento, à abstração filosófica que até irá ter consequências no dia-a-dia...tenho alguns escritos de Marcello Caetano que também gostaria de aqui colocar... a seu tempo... Um Abraço e, claro, vou fazer-lhe uma visita...

sexta-feira, abril 27, 2007  
Blogger Cleopatra said...

Muito ele gostava de mulheres.... e bonitas se possíevel

Ainda hoje me pergunto porque não teve uma só.
Percebeu?

sexta-feira, maio 04, 2007  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigado, Cara Cleo, pela provocação… mas olhe que a D. Maria morreu virgem, atestado pelos próprios médicos (pós 25A…).

Mas sabe que o próprio Franco Nogueira, nas suas memórias, veio dizer que afinal Salazar teve várias mulheres na sua vida… enfim, somos frágeis e humanos, não é verdade?

Obrigado pela sua visita!

segunda-feira, maio 07, 2007  

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