Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

A propósito das comemorações do 5 de Outubro e da estafada "ética republicana"

(Alegoria à proclamação da República em 1910)

Cavaco Silva, no seu discurso do 5 de Outubro, lançou um aviso sobre a comemoração do centenário da República: Disse:

"Não cabe ao Estado patrocinar versões oficiais ou oficiosas da História."

Deve ser um "aviso à navegação" para todos aqueles que pretendem ressuscitar, através das “comemorações” do centenário da República que aí se avizinham, presididas por Vital Moreira, o "terror "ideológico" e a intolerância religiosa que se viveu neste País desde 1910 até 1926. Que, diga-se em bom rigor, já estamos a sentir na pele...
É que a implantação da República foi um drama que atingiu a sociedade portuguesa. A Carbonária, uma organização bombista republicana, paralela à Maçonaria (embora nem todos os maçons fossem carbonários), esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas, tendo participado activamente no assassínio do Rei D. Carlos I e do Príncipe Herdeiro Luís Filipe, e na revolução de 5 de Outubro de 1910, em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano.

Não podemos esquecer que muitos portugueses, fiéis às raízes da Nação Portuguesa, são monárquicos e, por conseguinte, repudiam o "ideário" da República, fundada, aliás, na ignomínia e no crime.

Com efeito, a implantação da 1ª. República foi um produto da referida Carbonária e da Maçonaria, tal como a revolução liberal de 1820.

Com tais forças, criou-se uma mentalidade política conspirativa, que em segredo elaborava as soluções que eram impostas à população.

Ora, esta mentalidade anti-democrática acabou por fazer ruir a 1ª. República.

Esta deu apenas ao País maus frutos.
Eis alguns exemplos, retirados só do primeiro ano da implantação da República em Portugal, das atrocidades que se cometeram em nome da “ética republicana”:



No mês de Outubro: - São promulgados os decretos que expulsam os Jesuítas e encerram-se os conventos, tanto os masculinos como os femininos.

Os presos pertencentes a associações secretas são libertados. O objectivo é libertar os membros da Carbonária, a organização bombista republicana.

As perseguições religiosas, durante a primeira semana de governo republicano, fazem com que nas prisões de Lisboa estejam encarcerados 128 padres e 233 freiras, tendo sido assassinados dois padres lazaristas.

As perseguições políticas em Lisboa produzem a destruição dos jornais Liberal, do partido progressista, e Portugal, católico.


Na Universidade de Coimbra a Sala dos Capelos é destruída, e os retratos dos reis D. Carlos e D. Manuel baleados, no decurso de uma manifestação contra os professores monárquicos e a universidade “fradesca”.

O ensino da doutrina cristã é abolido, assim como o juramento religioso em actos oficiais. Os títulos nobiliárquicos são abolidos.


O Núncio Apostólico abandona Lisboa.

O bispo de Beja é suspenso das suas actividades apostólicas, devido ao abandono da sede episcopal, o que tinha acontecido por ter sido ameaçado de morte. Será destituído em 18 de Abril de 1911.

O ensino da doutrina cristã é proibida no ensino primário.

Os dias santificados são abolidos, com a excepção do Domingo, passando a ser considerados dias de trabalho.


No mês de Novembro:

Novembro, 3 - É promulgada a lei do divórcio.

Novembro, 11 - Continuando as perseguições por motivos religiosos, Afonso Costa propõe a divulgação dos nomes e das biografias dos jesuítas que viviam em Portugal.


No mês de Dezembro:

Dezembro, 6 - O direito à greve e ao lock-out é severamente restringido, por um decreto que ficará conhecido pelo decreto burla.

Dezembro, 25 - É instituído o casamento civil, e promulgada uma «Lei da Família».

Dezembro, 31 - As associações religiosas são reguladas, proibindo-se o exercício do ensino e a utilização pública de hábitos talares aos seus membros.


Não há melhor defesa contra a República que a consulta da História. Esta não mente!

2 Comments:

Blogger Isabel Magalhães said...

"Não podemos esquecer que muitos portugueses, fiéis às raízes da Nação Portuguesa, são monárquicos e, por conseguinte, repudiam o "ideário" da República, fundada, aliás, na ignomínia e no crime."


Uma grande verdade!

Deixo as nossas saudações 'azulinhas'!

sábado, outubro 21, 2006  
Blogger Cabral-Mendes said...

Obrigado pelo seu comentário.

Saudações azulíssimas!

segunda-feira, outubro 23, 2006  

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