Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

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Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vítor Alves e o outro lado da Verdade.



O desaparecimento do antigo "Conselheiro da Revolução" Vítor Alves e as “hossanas” que por aí vão nos noticiários, recordam-me uma passagem do imprescindível livro de Leonor Figueiredo - "Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola", editado pela Aletheia, ao qual já aqui fiz referência.


A "exemplar" descolonização esconde uma verdade que, por incómoda, cheia de traições de políticos que nos têm (des) governado desde o 25 de Abril, foi silenciada ao longo destes quase 40 anos. De facto, os nossos políticos e (ó vil tristeza!!) militares, têm as mãos manchadas do sangue de portugueses que foram presos e torturados pelo MPLA antes e após a independência de Angola.


De facto, chegou-se ao ponto de comandos e fuzileiros de "esquerda" raptarem, em Angola, portugueses civis para os entregarem ao MPLA, que os manteve durante largos anos em cárceres, antes da independência em cárceres privados, e mais tarde em campos de concentração, como o denominado SAPU, perto de Luanda. Quando não os fuzilavam de imediato...


Cito hoje o triste caso do português Carlos Las Heras o qual, após ter sido expulso para Portugal, chegou a Lisboa em estado de saúde deplorável.

Em Outubro de 1978 apresentou queixa, à Polícia Judiciária Militar, Polícia essa que se encontrava na dependência do Conselho da Revolução.

Na exposição apresentada, Las Heras acusa um oficial das FAP de o ter abandonado em Luanda, e de ser o principal responsável pelos anos cumpridos em campos de concentração de Angola.


«Foi em mim, em nós, os que lá ficámos, impedidos de regressar, que os angolanos descarregaram o ódio», salientava o queixoso, exigindo ser indemnizado por danos morais, físicos e materiais”.
“No dia 10 de Novembro de 1975 éramos quinze desgraçados portugueses ainda encerrados na Casa da Rec1usão (…)”.


Na sequência da queixa apresentada, escreve a autora do citado livro: “O Conselho da Revolução foi uma das últimas portas à qual Las Heras bateu. (…). O encontro correu o pior possível. (…):


“Cheguei a falar com o Vítor Alves. Disse-me que o Conselho da Revolução não tinha nada a ver com o processo dos contra-revolucionários. Eu insultei-o e ele mandou-me pôr na rua”.



É este o homem que hoje querem incensar. Mas, para a reposição da verdade, não há como ler a História!



Nota: Referência ao livro de Leonor Figueiredo - "Ficheiros Secretos da descolonização de Angola", fls. 185 e ss. Com a devida vénia.

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